terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Chef do "Western Spaghetti"



Sergio Leoni (Diretor de cinema italiano ) 1929– 1989

Por Rodrigo Cunha

Logo após finalizar sua Trilogia dos Dólares, formada por Por um Punhado de DólaresPor uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito, Sergio Leone resgatara todo o respeito e a certeza de que os faroestes poderiam ser bons filmes, não apenas entretenimento barato. Agora almejava novos horizontes. Em sua mente já se desenhava um dos maiores clássicos policiais de todos os tempos, mas a Paramount só bancaria seu sonhado Era Uma Vez na América caso ele fizesse apenas mais um faroeste. Sergio estava em um beco sem saída, uma vez que, na sua cabeça, já não haviam mais histórias nesse gênero para serem contadas. Mas Leone não se deixou levar pelo olhar ambicioso sobre os lucros que esse novo filme poderia gerar. Se devia ser feito, que fosse algo bom. Ele se juntou então com Sergio Donati, Bernardo Bertolucci e Dario Argento para escrever a história e o roteiro desse seu novo trabalho. Assim nasceu a obra-prima Era uma vez no Oeste.

Era uma vez no Oeste é um filme muito mais plástico que os outros de Leone, um drama ambientado no Velho-Oeste. Aqui acontece uma história muito mais profunda, sem humor e com violência menos explícita que em seus outros filmes, mas essas não são necessariamente características ruins. São apenas diferentes. Até mesmo o jeitão do “Gaita” não combina com Clint Eastwood. Ele não é irônico, canastrão e nem brinca com a cara das pessoas. Ele é apenas um tremendo grosso que impõe a sua força quando necessário, calado e de atitude. Em Charles Bronson o diretor encontrou a pessoa certa para combinar boa atuação com o perfil que o personagem exigia.

O Filme Por um punhado de dólares, com Clint Eastwood, foi baseado no filme Yojimbo de Akira Kurosawa, comédia satírica exuberante e impetuosa sobre a violência. 

8 comentários:

  1. Oi Netto,

    Belo desenho.
    Bela homenagem ao grande mestre.

    Abraços

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    1. João de Deus "Netto"24 de janeiro de 2012 03:30

      Obrigado pela distinção, Dan.
      Um abraço!

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  2. Grande Leone!
    Compadre Netto, você não está para brincadeira. Cada vez mais craque.
    Grande abraço

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    1. João de Deus "Netto"25 de janeiro de 2012 03:59

      Amigo Dodó, no meio desse tiroteio, o cabra tem que ser ágil no punhal do lápis e no gatilho do mouse rs rs!

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    2. Olá, João de Deus!
      Passe lá no blog e pegue seu selo "Liebster", criado especialmente para homenagear blogs com menos de 200 seguidores. Depois escolha 5 de sua preferência e ofereça o selo, ok?
      Um abraço
      Dani
      www.telaprateada.blogspot.com

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  3. Bela imagem de Leone!
    Um dos 3 Sergios preferidos
    Sollima e Corbucci são os outros dois discípulos.

    www.bangbangitaliana.blogspot.com

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  4. Sergio Leone é completamente uma excessão à regra a respeito do faroeste spaguety. Ele não fez tres, ele fez quatro filmes de faroestes e todos eles foram muito bem qualificados.
    Apesar de sua obra Era uma Vez no Oeste ser o mais comentado e elogiado filme seu, francamente, eu prefiro Quando Explode a Vingança, claro que depois do memorável Obom, o Mau e o Feio ou Tres Homens em Conflito.
    Não gosto de era Uma Ves no Oeste. Por esta sinceridade minha, muitos chegam a me por criticas. Não tenho culpa em dizer que não gosto do que, na verdade, não gosto. Entretanto, houve um coisa que, no meu ver, escapou nesta fita, que é a belissima trilha sonora de Morricone. Uma pérola para os ouvidos que têm sensibilidade, assim como a musica estonteante de Quanto Explode a Vingança, também do maravilhoso Ennio Morricone.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  5. Ainda que o magistral Leone não houvesse feito Tres Homens em Conflito, Por Uns Dolares a Mais e Por um Punhado de Dolares,ele teria feito a abertura sensacional, simples e bem apanhada de Era Uma Vez No Oeste.

    Se ninguém conhecia o quão bom era o Jack Elan, a partir dali todas as duvidas se extirparam, pois a cena da mosca é um momento raro no cinema.

    Leone soube como implantar seu nome na cinematografia Italiana, de onde partiu para o seu grandioso Era Uma Vez na América, saindo de seu tradicional genero para infiltrar-se com aquela magnitude no mundo dos gangsteres.

    Um genial diretor que deu vida a um outro que de ator, viria a se tornar tão diretor quanto ele, que foi o Eastwood. Um aluno que viveu os bons momentos de Leone e que teve uma sobrevida cinematográfica como todos conhecemos.
    jurandir_lima@bol.com.br

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