sexta-feira, 25 de maio de 2012

Paullete Goddard



Artista norte-americana considerada uma das musas de Hollywood da década de 30, era dotada de extraordinária graça e vivacidade femininas, méritos que a consagraram nas telas. Nascida em Nova York, falava fluentemente o espanhol e o francês, idiomas que estudou com determinação. Aos 14 anos Paulette já era corista do Ziegfeld Follies, tendo abandonado a carreira ainda adolescente para se casar. Poucos meses depois se divorciava para alçar o estrelato nas telas. Conheceu Charles Chaplin, com quem veio a unir-se em matrimônio em 1936, numa sigilosa cerimônia em alto mar. Com ele trabalhou em Tempos Modernos (Modern Times, 1936) e O Grande Ditador (The Great Dictator, 1940). 

Sua coleção de 23 jóias foi avaliada em US$ 10 milhões pela famosa casa de leilões Sotheby's, de Nova York, e, entre as peças o diamante mais precioso havia sido presente de Chaplin. Entre cerca de 40 participações nas telas, Goddard atuou com Bob Hope em The Cat and the Canary (1939), O Castelo Sinistro (1940), A Verdade Acima de Tudo (1941) e Coquetel de Estrelas (1942). Com Ray Milland fez Vendaval de Paixões (1942), The Lady Has Plans (1942), The Crystal Ball (1943) e Kitty (1945). Contracenou com Fred MacMurray em The Forest Rangers (1942), Standing Room Only (1944), Suddenly, it's Spring (1947) e On Our Merry Way (1948). 


A atriz também foi casada com Burgess Meredith, o mais memorável “Pinguin” da antiga série Batman (Adam West) na televisão dos anos 60. O casal mudou-se para Santa Monica, California, numa mansão decorada por ela mesma. Sua coleção de pinturas incluía obras de grande valor, alvo de propostas de diversos museus americanos. Paulette Goddard faleceu aos 79 anos, em 23 de abril de 1990.


Fonte: IMDb

TÔNIA CARRERO



Maria Antonieta Portocarrero Thedim nasceu no Rio de Janeiro em 23 de agosto de 1922. Ao lado de Paulo Autran formou o casal de teatro mais famoso do Brasil. Após décadas de carreira, é considerada uma das mais consagradas atrizes do Brasil, com marcantes interpretações em cinema, teatro e televisão.

Apesar de graduada em educação física, a formação de Tônia como atriz foi obtida em cursos em Paris, quando já era casada com o artista plástico Carlos Arthur Thiré, pai do ator e diretor Cecil Thiré. Ao voltar da França, protagonizou o filme Querida Suzana. Foi a estrela da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, tendo atuado em diversos filmes.
Involuntariamente, por motivos de saúde, uma das maiores estrelas do teatro e da TV brasileira, que viveu intensamente seu ofício, está reclusa em casa, no Jardim Botânico, zona sul do Rio.


Tônia não recebe amigos, raramente atende a telefonemas. Está na companhia de um enfermeiro e de alguns poucos parentes próximos. Beatriz Segall, em recente entrevista ao programa de Amaury Jr., comentou sobre as atrizes veteranas que continuam a atuar. Citou Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg, Betty Faria, Eva Todor, Marília Pêra… e fez um rápido lamento sobre o fato de “Tonia não trabalhar mais”.

Mas afinal o que aconteceu com Tônia? Segundo o sobrinho Leonardo Thiery, que convive com ela atualmente, a atriz sofre de um comprometimento nos nervos que fazem a ligação com as pernas. Tonia se locomove com ajuda. “É um problema neurológico que a impede de caminhar com facilidade. Mas está lúcida, vê televisão todo dia. Sente-se desconfortável com frequência, por isso não sai mais de casa nem recebe visitas”, conta ele.

Tônia e Anselmo Duarte no filme Tico-tico no Fubá.

Segundo apurou a reportagem do iG, Tônia se recusou a receber em sua casa na manhã desta terça-feira, 19, um representante do Festival de Cinema de Natal, que veio ao Rio apenas para lhe entregar um troféu que ela ganhou em 2009, como homenagem por sua atuação em tantos filmes. Tonia participou de longas como “Chega de Saudade” (2008), “O gato de botas extraterrestre” (1990), e “Sonhos de Menina Moça” (1988), entre outros. A pessoa deixou o troféu com um dos empregados.


“É estranho ficar velha. Quando fiz 70, achava que aos 80 seria frágil, que as pessoas iam me olhar na rua e dizer (faz uma voz esganiçada): 'Olha aquela velhota tão fraquinha, coitadinha dela!' Passo longe disso, mas é claro que sinto diferença. Só tento fazer com que os outros não percebam. Não saio mais com as pernas ou os braços de fora, escondo as partes que entregam minha idade. Meu ritmo está mais lento para tudo, sinto mais dificuldade para levantar de uma cadeira, para lembrar de nomes. E olhar no espelho é uma tristeza. Quando fiz 60 anos, sofria muito ao lembrar como eu era e ver, em minha imagem refletida, que não estava mais tão bonita. Era muito sofrimento. Com o tempo, fui me acostumando. A gente se acostuma a tudo, né?” 


Caricatura de minha autoria baseada em um "retrato" do início dos anos 50.
Fonte: Portal de notícias IG

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Rede de Intrigas



Faye Dunaway (Bascom, Flórida (EUA) 14 de janeiro de 1941) é uma atriz norte-americana, uma das grandes estrelas do cinema nos anos 1960 e 70 e ganhou o Oscar de Melhor Atriz em 1977 por Rede de Intrigas, onde interpreta uma manipuladora executiva de televisão.
Depois de estrear nas telas num pequeno papel no filme O Incerto Amanhã pelas mãos do diretor Otto Premiger, Faye Dunaway conheceu o estrelato instantâneo no papel de Bonnie Parker, com o mega sucesso de público e de crítica de Bonnie & Clyde: uma Rajada de Balas, filme produzido e estrelado por Warren Beatty em 1967, vencedor de vários oscars daquele ano e que a transformou numa celebridade internacional.
Bonnie, de Uma Rajada de Balas.
A partir daí sua carreira entrou em contínua ascensão e sua participação em Crown, O Magnífico, com Steve McQueen no ano seguinte a levou a ser uma das atrizes mais populares de Hollywood nos anos 70, estrelando grandes sucessos como Os Três Dias do Condor com Robert Redford, o celebrado filme de Roman Polansk, Chinatown com Jack Nicholson, Os Olhos de Laura Mars, com Tommy Lee Jones e Rede de Intrigas, o filme que lhe daria o Oscar, como Diana Christensen, uma manipuladora executiva de televisão, entre outros.
Apesar de seu grande talento, nos anos 80 os papéis importantes começaram a escassear e Dunaway fez poucos filmes, o mais notável deles, Mamãezinha Querida,  em que teve uma impressionante atuação como Joan Crawford, a estrela de Hollywood dos anos 30 e 40, que foi retratada como uma megera na vida particular por sua filha, numa autobiografia que virou um Best-seller nos Estados Unidos. Faye considerou que este filme arruinou sua carreira como atriz principal, porque seu desempenho foi "muito bom num papel odioso", que provocou grande antipatia entre o público cinéfilo.
Afastada das grandes produções, sua última participação em um filme de sucesso foi quando contracenou com seu ídolo Marlon Brando em Don Juan de Marco, em 1996, também com Jhonny Depp no elenco no papel-título.
Fontes: Wikipedia - Site da atriz

100 anos da PARAMOUNT - CHINATOWN (Blu-Ray)



Em Los Angeles, em 1937, o ex-policial (Jack Nicholson) que era sediado em Chinatown, agora detetive particular Jake (J.J.) Gittes é contratado por uma mulher (Faye Dunaway) para investigar seu marido que trabalha na empresa que traz água e força para a cidade. Um caso aparentemente simples que aos poucos se complica, quando se descobre que ela não é a esposa.

O curativo do rasgo no nariz, logo no início da história, o acompanhou em quase toda a trama do filme.
Policial/Suspense. EUA, 1974. Produzido por Long Road/Paramount/Robert Evans. Direção de Roman Polanski. Roteiro de Robert Towne. Fotografia de John A. Alonzo. Música de Jerry Goldsmith.
Elenco: Jack Nicholson, Faye Dunaway, John Huston, John Hillerman, Perry Lopez, Diane Ladd, Roman Polanski, Darrell Zwerling, James Hong, Bruce Glover, Burt Young, Lance Howard. 
Junto com Ladrão de Casaca, estes são os dois primeiros filmes clássicos da Paramount que estão sendo lançados aqui no Brasil em Blu-Ray para comemorar o centenário dos estúdios da Paramount.

Jack e o diretor Roman Polansky fazendo acertos de cenas.

O roteiro mistura corrupção política com crimes misteriosos, capangas sanguinários e finais surpreendentes. O detetive particular Jake Gittes, está na tradição do gênero: é honesto, tem seu código de honra e uma amargura no passado. Mas também é ingênuo (embora se ache muito esperto).  É curiosa a ideia de fazê-lo usar um curativo no meio da cara em grande parte da fita. Gosto particularmente da frase final: “Esqueça, é Chinatown!” Mas as revelações finais foram na época chocantes, tornando o filme um estudo sobre as aparências. Nada é aquilo que parece ser, por trás de cada rosa, há o estrume que a faz crescer. Tal profundidade, tal fatalismo é fácil de se entender vindo de uma figura tão sofrida, tão soturna como Polanski. 
Este foi o filme que consagrou definitivamente Jack Nicholson e trouxe outro belo trabalho de Faye Dunaway superando uma maquiagem ingrata e um personagem difícil (ela orientalizou seu rosto, enfeiando-o, usando um tipo de maquiagem que ela copiou de sua própria mãe). 

Grande Nicholson em dias de hoje

Nicholson conseguiu fazer em uma única tomada, a famosa cena em que ele é levado pela água do reservatório. Robert Towne ganhou o único do filme, o de roteiro. A fita foi também indicada como Melhor Filme, Direção, Fotografia, Música, direção de arte, figurino, montagem, trilha musical, Som Ator e Atriz. Ganhou Bafta de ator, direção e roteiro, Globo de Ouro de filme, ator, direção e roteiro. Este foi o último filme de Polanski nos EUA,  antes que pudesse completar outro, teve que fugir do país para não ser preso pela sedução de uma menor (e até hoje nunca mais pisou lá, morando desde então em Paris). Chinatown todos concordam não conseguiria ser feita hoje em dia. Os produtores obrigariam a ter um final feliz e uma conclusão mais amena.  O próprio Jack Nicholson estrelaria e dirigiria a continuação tardia em 1990, A Chave do Enigma (The Two Jakes) que foi um grande fracasso.


Fonte: Los Angeles Times

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Gritos e Sussurros


Liv Ullmann é uma atriz e diretora de cinema norueguesa que iniciou sua carreira como atriz de teatro, interpretando os personagens Ofélia, Julieta, Margarida (de “Fausto”), Joana D’Arc e de Bertold Brecht. Seu primeiro filme no cinema foi Persona de Igmar Bergman em 1966. Foi casada com Bergman entre 1966 e 1971, com quem fez dez filmes e tem uma filha, a escritora Linn Ulmann.
Depois de atuar como atriz passou a dirigir filmes.
Em 1980, foi nomeada embaixadora especial do Unicef. Escreveu dois livros autobiográficos: "Mutações" (1975) e "Opções" (1985).
Filha de um engenheiro que trabalhou em vários países, Liv Ullmann nasceu no Japão. No começo da Segunda Guerra Mundial, sua família  Liv Ullmann imigrou para o Canadá e depois para Nova York, onde ela viveu até os 6 anos. A morte prematura de seu pai levou sua mãe a regressar a seu país de origem: a Noruega.

Liv não gostava da escola e inventava pretextos para não assistir as aulas, o que a levou a passar por psicanálise. Sua paixão era o teatro, mas fazendo parte de uma família austera e puritana, esperou até os 17 anos para anunciar que desejava ser atriz, o que provocou um grande escândalo familiar. Liv Ullmann deixou a Noruega e foi para Londres, onde estudou arte dramática.

Regressando a Oslo, foi contratada por uma pequena companhia de teatro para o papel de Anne Frank. Depois conseguiu ingressar no Teatro Nacional da Noruega onde interpretou os grandes clássicos e autores contemporâneos.

Debutou no cinema em 1957 e se casou com um psiquiatra aos 20 anos. Cinco anos depois conheceu, em Estocolmo, Bibi Andersson, que pertencia a Companhia Bergman. O produtor e diretor sueco Ingmar Bergman se surpreendeu com a semelhança física das duas mulheres e escreveu "Persona" para elas. 

Durante mais de 40 anos, a atriz e cineasta norueguesa se revezou nos papéis de musa, colaboradora e paixão do diretor sueco Ingmar Bergman com quem teve uma filha. Participou de dez dos seus filmes, entre eles "Quando Duas Mulheres Pecam" (1966) e "Gritos e Sussurros" (1972).

Como diretora, Liv Ullmann fez três filmes. Também escreveu dois livros: sua autobiografia e uma novela.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

"Z" - Costa Gravas Vive!



Konstantinos Gavras, mais conhecido como Costa-Gavras, em grego Κώστας Γαβράς, (Lutrá Ireas, Arcádia, 12 de fevereiro de 1933) é um cineasta grego, naturalizado francês, que se notabilizou por seus filmes de denúncia política e, mais recentemente, de ficção social. Após a guerra civil grega deixou a Grécia para estudar Literatura na Sorbone, em Paris.
Interrompeu seus estudos para se inscrever no Instituto de Altos Estudos Cinematográficos (IDHEC), iniciando sua carreira no cinema. Em seguida atuou como assistente de diretores como René Clair, Yves Alegret, René Clement, Marcel Ophuls, Jacques Demy, Henri Verneuil, e Jean Becker.
Ganhou destaque no cenário internacional com o filme Z, de 1969, que denuncia abusos da ditadura militar na Grécia, nos anos 1960. O filme venceu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.
Foi nomeado presidente da Cinemateca Francesa em 1981 e novamente em 2007.
Costa-Gavras é adepto de um cinema político, tendo feito muitos filmes sobre as ditaduras, também na América Latina, dentre os quais um dos seus mais famosos, Desaparecidos, Um Grande Mistério (Missing), de 1982, que aborda a ditadura de Pinochet no Chile no Chile.
No final dos anos o cineasta mudou-se para os Estados Unidos após o criticado Um Homem, Uma Mulher, Uma Noite, de 1979. Seu penúltimo filme, "Amém", de 2002, criou polêmica ao retratar a relação da Igreja Católica com o Nazismo. Seu último filme, de 2005, foi "O Corte", cuja temática é o desemprego e a concorrência no mercado de trabalho.
Sua filha, Julie Gravas, é também cineasta.

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O QUARTO PODER

Dustin Hoffman e John Travolta interpretando uma situação que volta e meia tem acontecido no Brasil. 

O filme O Quarto Poder, do diretor Costa Gravas, conta a história do repórter Max Brackett (Dustin Hoffman). Num dia comum, em que ele cobria uma matéria em um museu sobre a falta de pagamento dos funcionários, o ex-funcionário Sam Baily (John Travolta) invadiu o lugar e fez de reféns algumas crianças que estavam no local.

Enquanto isso, o repórter que estava no banheiro, viu que não poderia perder a oportunidade de fazer uma matéria exclusiva e fez seus contatos com o jornal onde ele trabalhava. Mas a notícia foi se espalhando e várias emissoras de TV já estavam na frente do museu, prontas para saberem mais sobre o que estava acontecendo lá dentro. O repórter ofereceu ajuda a Sam dizendo que poderia limpar sua barra, cobrindo a matéria e provando que ele era inocente.

O filme discute o poder da mídia sobre a opinião pública, fazendo uma espécie de jogo com as suas emoções. Quando as emissoras exibiam imagem positivas de Sam, o público ficava a favor dele, mas quando outras redes divulgavam imagens denegridas, o público se posiciona contra. Pode-se perceber também, sensacionalismo no filme, quando o jornalista em vez de ajudar Sam, manipula a informação para prejudicá-lo.

O jornalista passou por cima da ética, pois sua missão era de informar a verdade. Percebe-se isso quando são editadas entrevistas feitas com a família de Sam, de forma a parecer que todos estavam contra ele. 

Costa Gravas discute o poder e a manipulação da mídia para favorecer os interesses de terceiros, e em busca da conquista de audiência. Na verdade, a imprensa é o primeiro poder no momento de construir uma imagem e também de destruí-la, não importando se para isso irá prejudicar pessoas e atrapalhar vidas.

Cantando na Chuva



GENNE KELLY

23/8/1912, Pittsburgh, EUA.
2/2/1996, Los Angeles, EUA.


Quando pensamos em Gene Kelly, logo lembramos do fantástico ator e dançarino do filme "Cantando na Chuva". Mas - como observou um crítico - Gene Kelly foi também o homem que coreografou os passos de "Cantando na Chuva" e também o diretor que inventou e escolheu as melhores tomadas para o filme.

Gene Kelly aprendeu a dançar ainda pequeno, estimulado pela mãe que o matriculou num curso de dança junto com seus quatro irmãos. Durante a crise econômica dos anos 1920, Kelly exerceu diversas atividades, entre as quais bailarino de teatro de variedades. Só 18 anos mais tarde, começou uma carreira na Broadway, em Nova York, ganhando projeção com o papel principal no musical "Pal Joey", em 1940.


No ano seguinte, Kelly mudou-se para Hollywood. Seu primeiro sucesso foi o filme "Idílio em Dó-Ré-Mi", de 1942. Combinando passos de dança com movimentos de câmera, o trabalho de Gene Kelly tornou-se clássico em filmes como "Marujos do Amor" (1945) e "Um Dia em Nova York", de 1949.

O filme "Sinfonia de Paris", de 1951, arrebatou seis prêmios Oscar, e deu a Gene Kelly um Oscar especial por sua "versatilidade como ator, cantor, diretor, e dançarino, e especialmente por sua brilhante contribuição à arte da coreografia no cinema".

Em 1952 foi lançado "Cantando na Chuva", em que Gene Kelly contracenou com Donald O'Connor e Debbie Reynolds. As seqüências antológicas do filme, marcadas pelo estilo vital e atlético de Kelly, ficaram gravadas na história do cinema.

Depois do sucesso de "Cantando na Chuva", Gene Kelly passou dezoito meses na Europa, onde concebeu o filme "Convite à Dança", que dirigiu e coreografou. Em 1960 foi agraciado com a Legião de Honra do Governo Francês. De volta aos Estados Unidos, Gene Kelly realizou uma sucessão de filmes bem sucedidos. Atuou como diretor e estendeu sua participação em programas de televisão.


Nos anos 1980, entretanto, a carreira cinematográfica de Gene Kelly entrou em declínio. De qualquer modo, cinco anos mais tarde, ele recebeu um prêmio por toda sua obra da Academia Americana do Filme e, em 1994, apareceu em "Isto é Hollywood - parte 3", rememorando os anos de ouro do cinema americano.

Gene Kelly casou-se três vezes. Sua primeira esposa foi Betsy Blair, com quem teve um filho, Kerry. Casou-se pela segunda vez, com Jeanne Coyne, mãe de seus filhos Bridget e Tim. Sua última esposa foi Patrícia Ward, que o acompanhou até a morte. Kelly morreu de derrame, aos 83 anos.

Fontes: iMDB - Sites do autor - compiladas na internet e editadas.

DEBBYE “Tammy” REYNOLDS




por Rubens Ewald Filho

Ela fez sucesso ainda garotinha, quando tinha apenas 19 anos cantandoAba Daba Honeymoon ao lado de Carlenton Carpenter em Quando Canta o Coração/ Two Weeks with Love, um disco que vendeu um milhão de cópias e lhe deu o papel em Cantando na Chuva, talvez o melhor musical de todos os tempos e o filme que a tornou imortal.

Nascida Mary Frances Reynolds em El Paso, Texas, de uma família muito pobre e conservadora, justamente no Dia dos  Tolos, 1 de abril  (nos EUA  se aplicam peças e brincadeiras nas pessoas mais do que aqui). Eles procuraram melhor vida e se mudaram para Los Angeles na Califórnia, onde estudou no segundo grau e treinou como ginasta.
Foi aos 16 anos fazendo um número justamente de ginasta que ela ganhou o título de Miss Burbank (um município da grande Los Angeles) e foi descoberta pela Warner Bros. Que não sabia muito bem o que fazer com ela.

Estreou numa ponta (aliás, difícil de ver) numa comédia de Bette Davis, mas depois fez uma adorável adolescente num musical de June Haver (Vocação Proibida).
A Debbie jovenzinha era das coisas mais cheias de energia e vida que já se viu numa tela. Basta confirmar isso com Cantando na Chuva. Quando a Metro a escolheu para ser a estrela, ela nem sequer sabia dançar, aprendeu na marra, no suor, sob as ordens do mestre Gene Kelly.


A mesma coisa com a voz, inicialmente não cantava bem, mas o esforço fez com que hoje em dia seja capaz mesmo de imitar em seus shows  Barbra Streisand. Debbie é famosa por essa garra e vitalidade, e também o humor e charme com que faz os personagens. Não atrapalhou também o fato de que a amiga Elizabeth Taylor tenha lhe roubado o marido Eddie Fisher.
Como vítima, ficou ainda mais famosa e ainda teve (antes) outro êxito musical com a canção Tammy, de A Flor do Pântano, que fez emprestada para a Universal,  outro sucesso que rendeu mais de um milhão de discos vendidos. 

Tammy foi o que consolidou sua imagem de “garota do vizinho”, uma boa moça, que canta, dança, representa, mas também se casa virgem e cuida dos filhos. Não por coincidência a filha dela Carrie Fisher se tornou também famosa aos 19 anos sendo escolhida por George Lucas para fazer a princesa Lea, da trilogia Star Wars.
Debbie pode ser vista como uma sobrevivente que não para de trabalhar também na televisão. Fez o papel da mãe excêntrica da heroína na série de teve Will and Grace, mas foram os musicais que a tornaram inesquecível.
Até hoje continua viajando, trabalhando, incansável, a inconquistável. Debbie até já brincou dizendo: “Tenho certeza que quando eu morrer, vão mandar me empalhar e colocar num museu. Aí quando colocarem uma moedinha eu novamente canto Tammy...”


sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Eterno Sansão


Victor Mature
(Ator americano)
29-01-1913, Kentucky,EUA. 04-8-1999, Califórnia.

Ator de escassos recursos interpretativos e considerado como discreto na cena, foi no entanto uma estrela de Hollywood graças a sua imponencia física, que lhe converteu em um dos primeiros musculosos do cinema, onde trabalhou com alguns dos melhores diretores americanos.
Mature foi um astro que nunca se levou muito a sério. Nos anos 60, por exemplo, ao ter seu pedido de inscrição no requintado e selecionadíssimo Country Club de Los Angeles, negado porque ele era um ator, reagiu com escracho: "Isso não é verdade, e tenho 70 filmes para provar". Contra a vontade do pai, um imigrante austríaco que o queria no mundo dos negócios, Mature estreou num papel minúsculo em 1939, aos 26 anos, no filme The Housekeeper's Daughter.
Após alguns papéis pequenos, Mature conseguiu aclamação em seus primeiros papéis principais, sobretudo no público feminino, que o considerava “Um pedaço de Homem” ou “o sorriso mais cativante do mundo”, graças ao seu porte de 1m89 e de seus ombros largos. A crítica jamais o levou a sério como ator (e ele mesmo admitia que não atuava bem), embora tenha se tornado um dos atores mais populares e requisitados por grandes diretores das décadas de 1940 e 1950, devido a sua máscula presença nas telas.


O relativo sucesso lhe rendeu seu primeiro papel principal, o de um homem das cavernas em Um Milhão de Anos Antes de Cristo, de 1940. Em 1949, fez o papel que o consagraria, o de Sansão em Sansão e Dalila, de Cecil B. DeMille.
Com o fim da guerra, voltou para Hollywood e trabalhou mais do que nunca. Seus papéis em “Paixão dos Fortes”, de John Ford, em 1946, e “O Beijo da Morte”, de Henry Hathaway, são considerados seus trabalhos mais consagrados. Posteriormente, locomoveu-se para papéis mais exóticos, principalmente em épicos, como “Sansão e Dalila”, de Cecil B.DeMille, em 1949; “O Manto Sagrado”, de Henry Koster, em 1953; “Demétrius e os Gladiadores”, de Delmer Daves, em 1954; e em “O Egípcio”, de Michael Curtiz, em 1954. Até o surgimento de Charlton Heston, Mature foi o astro dominante do cinema “Épico Bíblico” que vigorava em Hollywood. Victor ainda atuou em diversas películas de comédia, criminais, guerra, e faroestes, interpretando aventureiros, caubóis, policiais, soldados, e até índios. Jamais foi um astro de pretensões artísticas, mas continuou se mantendo como um dos maiores campeões de bilheteria da década de 1950.
Nos últimos anos, vivia de jogar golfe e monitorar seus investimentos, em um rancho em San Diego, na Califórnia onde morreu de câncer. Seu corpo foi enterrado em Louisville, Kentucky, cidade onde nasceu.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pacto de Sangue


EDWARD G. ROBINSON - Ator do cinema norte-americano nascido em 12 de dezembro de 1893 em Bucarest, na época, Reino da Romênia, sendo seu nome na vida real Emanuel Goldemberg. Emigrou para os Estados Unidos ainda jovem, tendo estudado na Columbia University, em Nova York. Iniciou na carreira artística atuando em peças teatrais, mas pouco depois foi descoberto pelo cinema. Estreou nas telas em 1930 e no mesmo ano participou do primeiro filme de gangster rodado em Hollywood, Alma no Lodo (Little Caesar, produção da Warner Brothers). Em 1949, foi premiado como melhor ator em Cannes por sua participação em Sangue do Meu Sangue (House of Strangers), ao lado de Susan Hayward e Richard Conte. 

 Desde sua primeira aparição nas telas, Robinson passou a representar somente personagens sinistros, motivo suficiente para que o ator detestasse assistir seus próprios filmes, ainda mais que ele era um homem culto, refinado e apaixonados pelas artes. Foi o primeiro ator de Hollywood a fazer sucesso interpretando gângsters, estilo que depois foi seguido por James Cagney e Humphrey Bogart, por exemplo.

Na projeção em estúdio de sua primeira atuação, Gladys, sua esposa, achou que o marido estava perfeitamente simpático e elegante com a cartola e a casaca, mas Robinson assombrou-se em ver sua vilania na tela. Recusou-se a ir à brilhante estréia no Paramount Theater de Nova York e recebeu o seguinte telegrama de Claudette Colbert, com quem contracenou: Caro Ed, acabo neste momento de assistir nossa obra prima. Não estivemos tão mal, querido, não estivemos tão mal. Sua Claudette. 

Robinson e outro "durão", Bogart

No ano seguinte de seu falecimento, morria também o filho do ator, Edward G. Robinson Jr., aos 40 anos: frustrado por não conseguir continuar na carreira do pai na década de 50, metia-se com frequência em brigas de bar e complicações com a polícia. Sua mãe, Gladys Loyd, falecida em 1972, deixou-lhe de herança apenas um jogo de chá, por causa de sua conduta insuportável; o pai deixou-lhe uma mesada e o capítulo de sua autobiografia: As agonias do espírito de meu filho. Edward G. Robinson faleceu aos 80 anos, em 27 de janeiro de 1973 em Hollywood, Califórnia.

Neste mesmo ano este grande ator foi mais um que só recebeu o Oscar póstumo pelo “conjunto da obra”.
 Atuou em clássicos das décadas de 30 e 40: Grilhão Eterno (1932), Alma no Lodo (1930), O Fugitivo (1932), Pacto de Sangue (1944), Almas Perversas (1945), O Estranho (1946) e Paixões em Fúria (1948). Ainda atuou no épico Os Dez Mandamentos (1956) e seu último filme foi No Mundo de 2020 (1973).
Fontes: Memorial da Fama - iMDB