segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ernest Borgnine



O ator Ernest Borgnine morreu aos 95 anos, em Los Angeles, de insuficiência renal, no hospital Cedars Sinai, acompanhado pela família.
Borgnine ganhou o Oscar de melhor ator em 1955, por sua atuação no filme "Marty", dirigido por Delbert Mann, ganhador da estatueta de diretor pelo mesmo longa.
Na filmografia do ator constam filmes como "A um passo da eternidade" (1953), "Os doze condenados" (1967), "Meu ódio será sua herança" (1969), "Vamos fazer a guerra?" (1970), "O imperador do Norte" (1973), "O destino do Poseidon" (1972), "Fuga de Nova York" (1981) e "Blueberry - Desejo de vingança" (2004). Ele também esteve em séries de TV, com destaque para "Marujos muito loucos" e "Águia de fogo" (1984–1986).


Entre seus trabalhos mais recentes, está o desenho "Bob Esponja Calça Quadrada". Ele dublava o herói Homem Sereia, do qual Bob sempre se dizia fã. "Red - Aposentados e perigosos" (2010) e o ainda não lançado "The man who shook the hand of Vicente Fernandez" também estão na filmografia.
Em uma entrevista concedida à AFP em 2007, Borgnine recomendou aos jovens aspirantes a atores: "Consigam um trabalho de verdade antes de tentar seguir uma carreira de ator". "Aprendam sobre a vida e depois aprendam sobre seu ofício. E não usem óculos escuros na tela para parecerem legais. Os olhos são o melhor recurso de um ator", completou.
Ernest Borgnine no set de “O Ódio Será Tua Herança”, de Sam Peckinpah, 1969.

Ermes Effron Borgnino, 24 de janeiro de 1917- 8 de julho de 2012

“Acho que todos nós temos o desejo de sermos palhaços, quer tenhamos consciência ou não. O palhaço representa emoção profunda, alegria de viver. É um modo de expressar nossos sentimentos mais profundos, protegidos por uma máscara.”

FONTE: Agência France Press

MAIS DE ERNEST BORGNINE

SOBRE O CLÁSSICO MEU ÓDIO SERÁ TUA HERANÇA



2 comentários:

  1. Em dois dias este é o terceiro comentário que faço, embora sempre prazeirosamente, deste magnifico, fantástido e sempre coadjuvante ator.

    Mesmo nesta posição menos destacada nos filmes onde atuou, Borgnine sempre parecia mostrar aos demais, e até os atores principais, como se fazer para se ter uma boa presença em cena.
    Não era nada proposital, mas sim algo muito próprio seu, pessoal, interno, parte de seu eu.

    Uma pessoa maravilhosa como humano, um ator formidável na profissão, um homem que viveu o que merecia e precisava viver, já que com este longo tempo de vida conseguiu nos ofertar muito mais de seu nato talento.

    Falar de Borgnine é algo que engrandece nosso ego e espirito. Ele foi sensacional como Marty, violento como Barriga no filme de Zinnemam, bandido formidável em J guitar e Vera Cruz, um viking pai e formidável em Viking, Os Conquistadores, e um homem perfeito em Homens das Berras Bravas.

    Apanhou no cinema feito um condenado. E a cada momento das surras que tomava, exalava talento e enlevava os papéis dos herois, seus surradores.

    Isto aconteceu com Sterling Hayden em J Guitar/54, de Ray, com Gary Cooper em Vera Cruz, do Aldrich, com Spencer Tracy em Conspiração do Silencio/55, do Sturges.

    Borgnine apanhava e sabia fazer isso com arte, dando grandes momentos ao cinema, aos filmes e à sua magistral e irretocável carreira.
    Um adeus que deixa imensas saudades.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  2. Que blog fantástico.Adorei as caricaturas.Muito bom mesmo.

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