domingo, 20 de novembro de 2011

Rastros de Ódio...

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Atriz de Hollywood, Natalie Wood, já famosa em idade adolescente, filha de russos e nascida em São Francisco, Califórnia, sendo seu nome verdadeiro, Natasha Gurdin. Estreou nas telas aos quatro anos com o filme Happy Land, mas a consagração veio definitivamente com Amor, Sublime Amor (West Side Story, 1965), no papel de Maria, uma porto-riquenha que se apaixona por um americano, contra a vontade de seu irmão e das duas gangs de raças diferentes. Os críticos adoravam hostilizar Natalie, que por diversas vezes ganhou os prêmios Limão e Maçã Azeda, de pior atriz do ano. Entretanto, a estrela não merecia. Era bonita, sensível e talentosa. 

Seus filmes marcaram época. Quando Elia Kazan lhe deu um papel altamente dramático em Clamor do Sexo, ela correspondeu às exigências do diretor. Sua cena de banho, que termina numa explosão histérica, mostra que ela era capaz de coisas verdadeiramente excepcionais. A história de sua morte teve lances trágicos, principalmente porque Natalie não sabia nadar. Ela deixara o iate do marido, o ator Robert Wagner, numa noite chuvosa, pegara um pequeno bote de borracha e se metera na escuridão da noite após uma violenta discussão com Bob e o ator Christopher Walken, com quem estava filmando Brainstorm. Ela estava tendo um romance com o ator e o marido, envolvido com a produção do seriado As Panteras e a participação em Casal 20, demorou a descobrir. Estranhamente, Bob convidou-o a passar um fim de semana com o casal em seu iate Splendour.
Havia fortes indícios de que ela tinha se suicidado, até o caso vir novamente à tona neste mês de novembro de final de 2011, levantando suspeitas na participação do marido Robert Wagner. Na noite fatídica, o trio havia consumido fartas quantidades de bebida alcóolica. Segundo a revista National Enquirer, o casal tinha um relacionamento explosivo: Amigos afirmam que Natalie e Wagner eram incrivelmente ciumentos, possessivos e não tinham a menor confiança um no outro. Em uma festa dias antes do fim de semana, Bob Wagner teria puxado uma pistola porque alguém estava lançando olhares para sua mulher. Natalie, por sua vez, era tão ciumenta que, frequentemente, insistia em que as cenas de amor entre Bob e Stephanie Powers, a estrela de "Casal 20", fossem abrandadas ou até eliminadas. Natalie Wood faleceu aos 43 anos, em 29 de novembro de 1981.

Natalie Wood foi indicada ao Oscar pelas participações nos filmes Juventude Transviada (1955), Clamor do Sexo (1961) e O Preço de Um Prazer (1963).

Outros filmes conhecidos com a participação da atriz foram: Rastros de Ódio, Amor Sublime Amor, Milagre da Rua 34 (clássico de filme natalino) e O Amanhã é Eterno.

Fonte: IMDB – National Enquirer  

Caricatura: João de Deus Netto - CinemaScope

7 comentários:

  1. Bela caricatura de Natalie Wood, musa eterna da sétima arte.

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  2. link indicado nos melhores da semana. http://blogsdecinemaclassico.blogspot.com/2011/11/links-da-semana-de-14-2011.html

    abraço

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  3. Da melhor qualidade.

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  4. Wilame Gomes de Abreu21 de novembro de 2011 03:27

    Ciúme trágico, a verdade apareceu!

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  5. Natalie, deusa da 7ª arte, era, definitivamente, uma senhora atriz. As circunstâncias de sua morte chegarão, espera-se, à luz do dia.

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  6. Mais um belo trabalho, João. Parabéns. Também estou com a Natalie por lá.

    O Falcão Maltês

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  7. Dona de uma beleza natural, e que ainda me encanta, Natalie Wood não é tão cultuada, como outras atrizes de sua geração, mas, certamente, possui um lugar importante na história do cinema. Merece a lembrança.

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