quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Macunaíma...

Grande Otelo
18 /08/1915, Uberlândia, (MG) Brasil
26/11/1993
, Paris, França
Sebastião Bernardes de Sousa Prata era o nome verdadeiro de Grande Otelo, um grande ator com uma vida marcada pela superação de tragédias. Seu pai morreu esfaqueado e sua mãe era uma cozinheira que não largava o copo de cachaça. Sebastião fugiu com uma Companhia de teatro mambembe que passava por Uberlândia e foi adotado pela diretora do grupo, Abigail Parecis, que o levou para São Paulo.

Mas ele fugiu de novo e, após várias entradas e saídas do Juizado de Menores, foi adotado pela família de Antonio de Queiroz, um político influente. A mulher de Queiroz, Dona Eugênia, tinha ido ao Juizado para conseguir uma ajudante na cozinha. Mas foi convencida a levar para casa o menino que sabia declamar, dançar e fazer graça.

Sebastião estudou no Colégio Sagrado Coração de Jesus, onde cursou até a terceira série ginasial. Nos anos 20, integrou a Companhia Negra de Revistas, cujo maestro era Pixinguinha. Em 1932, entrou para a Companhia Jardel Jércolis, pai de Jardel Filho e um dos pioneiros do teatro de revista. Ganhou o apelido de pequeno Otelo, mas ele preferiu "The Great Otelo". Depois traduziu para o português, virando o Grande Otelo.

O ator passou pelos palcos dos cassinos, dos grandes shows e do teatro. Trabalhou no cinema em "Futebol e Família" (1939) e "Laranja da China" (1940), e em 1943 fez seu primeiro filme pela Atlântida: "Moleque Tião". Junto com Oscarito, participou de mais de dez chanchadas como "Carnaval no Fogo", "Aviso aos Navegantes" e "Matar ou Correr". Em 1942, participou de "It's all true", filme realizado por Orson Welles no Brasil.

Outra tragédia viria a abalar a vida de Otelo nessa época: sua mulher matou o filho do casal, de seis anos de idade antes de se suicidar.

Em 1969, fez "Macunaíma", sendo inesquecível a cena de seu nascimento. Como ator dramático, marcou presença em vários filmes, dentre os quais "Lúcio Flávio - Passageiro da Agonia" e 'Rio, Zona Norte". Em "Fitzcarraldo" (1982), do alemão Werner Herzog, filmado na selva do Peru, Otelo precisava fazer uma cena em inglês, mas resolveu falar espanhol. Quando o filme estreou na Alemanha, aquela foi a única cena aplaudida pelo público.

Em 1993, Grande Otelo morreu de enfarte ao desembarcar na França, onde receberia uma homenagem no Festival de Nantes.

Matar ou Correr...

Oscarito
16 /08/1906, Málaga, Espanha
04 /08/1970
, Rio de Janeiro (RJ)
Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Tereza Dias era filho de atores circenses. O pai era alemão, a mãe portuguesa. Oscarito nasceu na Espanha, mas com um ano de idade veio para o Brasil. Estreou aos cinco anos no circo, no papel de índio, numa adaptação de "O Guarani" de José de Alencar. Trabalhou como violinista, palhaço, acrobata e trapezista, antes de fazer sucesso como ator.
Em 1932, época do teatro de revista, Oscarito foi convidado por Alfredo Breda, a satirizar o presidente Getúlio Vargas em "Calma, Gegê", no Rio de Janeiro. Em 1935 estreou no cinema em "Noites cariocas", junto a Grande Otelo, com quem faria dupla em 34 chanchadas do estúdio da Atlântida, entre as quais "É com este que eu vou", "Três vagabundos", "E o mundo se diverte", "Carnaval de fogo" e "Aviso aos navegantes".

Seus filmes mais expressivos foram dirigidos por Carlos Manga: "Nem Sansão nem Dalila", "O Homem do Sputnik", "De vento em Popa" e "Matar ou Correr" (uma paródia de um sucesso de Hollywood). Após vê-lo imitando Rita Hayworth no papel de Gilda, o humorista americano Bob Hope convidou Oscarito para filmar nos Estados Unidos, mas ele recusou, com medo do fracasso. Na televisão não alcançou o mesmo sucesso do cinema.

Casado com Margot Louro, também de família circense, teve dois filhos. Faleceu aos 64 anos.

Marido de Mulher Boa...

Zé Trindade

Humorista e poeta. Milton da Silva Bittencourt nasceu em Salvador no dia 18 de abril de 1915. Sua infância não foi das melhores. O pai, um boêmio deserdado por abastada família porque casara com uma moça pobre de apenas 13 anos, morreu cedo, vítima de tuberculose. Sozinha, Esther, quase uma menina, passou grandes dificuldades para sustentar o filho. Nessa época o garoto Milton passou fome em Salvador. Foi quando arranjou emprego no melhor hotel da cidade. Começou a trabalhar aos 11 anos de idade como office-boy e ascensorista de um hotel em Salvador. Com 13 anos, já frequentava cabarés e tinha amantes. No hotel, contando piadas, fazendo trovas num grupo em que pontificavam Dorival Caymmi e Jorge Amado, o baiano Milton da Silva Bittencourt acabou ganhando um programa de rádio e tendo de trocar de nome para não chocar os conservadores da família com seu humor.
No Rio de Janeiro atuou nas rádios Clube do Brasil, Mayrink Veiga e Nacional. Durante quinze anos seguidos, a Rádio Mayrink Veiga, celeiro dos grandes nomes do humorismo brasileiro, concedeu-lhe o prêmio de Melhor Cômico. No rádio ele criou bordões como “Com licença da má palavra”, “É lamentável”, “O negócio é experimentar” que eram repetidos nas ruas. Ele inventava expressões que logo passava a fazer parte do vocabulário nacional. Uma delas virou título de um de seus filmes: Mulheres, Cheguei. Ele viveu a fase áurea da Rádio Mayrink Veiga nos programas humorísticos Vai de Valsa, A Cidade se Diverte, Este Norte é de Morte e Alegria de Rua, entre outros, programas com ‘scripts’ de Chico Anísio, Haroldo de Andrade e Antônio Maria. Nos anos 80 ele continuava a gravar quadros para o programa A Impecável Maré Mansa, com que a Rádio Tupi carioca atendia a sua assídua platéia de nordestinos. O comediante Zé Trindade ficou famoso com o bordão “Meu negócio é mulher”, que sempre dizia em tom enfático. Ele criou o homem mulherengo e paquerador, a imagem profissional de bom malandro que a cada filme ia ganhando beijos das mais lindas mulheres do elenco.

Zé fez sucesso nos anos 50 e 60, quando interpretou tipos cômicos e mulherengos em 35 filmes, na maioria produzidos pela Atlântida e pela Herbert Richers. No cinema, sete entre dez chanchadas produzidas por Herbert Richers ou pela Atlântida levavam seu nome no elenco. Na televisão, integrou os elencos da Tupi e da Globo, participando durante oito anos do programa Balança mas Não Cai. Zé Trindade faleceu no Rio de Janeiro no dia 03 maio de 1990, aos 75 anos, vítima de câncer nos pulmões. Foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tarzan, O Filho da Selva...


Johnny Weissmuller
(Esportista e ator americano)
2-6-1904, Freidorf (atual Romênia)
20-1-1984, Acapulco, México
Weissmuller ganhou três medalhas nos Jogos Olímpicos realizados em Paris em 1924, nas distâncias de 100 m, 400 m e revezamento 4x200 m. Nas Olimpíadas de Amsterdã de 1928, voltou a vencer nos 100m e nos revezamentos. Entre 1922 e 1928, obteve 67 recordes mundiais e foi o primeiro nadador a cobrir os 100 m livres em menos de um minuto. Ao terminar a carreira esportiva, mudou-se para Hollywood onde, a partir de 1932, rodou mais de 30 filmes, em 19 dos quais interpretou o personagem Tarzan.

Em 1934 imortalizou no cinema o famoso personagem Tarzan. O cinema transformou Tarzan, já conhecido através dos romances de Edgar Rice Burroughs, em mito conhecido universalmente e Weissmuller fez doze filmes como o homem macaco, celebrizando o famoso e estilizado grito do personagem.

Depois de Tarzan, ele interpretou com sucesso o personagem Jim das Selvas na série do mesmo nome, feita para a Columbia entre 1948  e 1955. Foram dezesseis filmes ao todo. Em 1955, a série transferiu-se para a TV, tendo sido feitos vinte e seis episódios. Já envelhecido e obeso, Weissmuller tentava dar vida a um personagem atlético e aventureiro, calcado na legendária figura de Tarzan. Esse final melancólico marcou sua despedida das câmaras, tendo retornado apenas em pequenos papéis em dois filmes na década de 1970.
Aposentou-se em 1965  e no ano seguinte juntou-se aos ex-Tarzans Jock Mahoney e James Pierce para a campanha publicitária de lançamento da série de TV Tarzan, estrelada por Ron Ely. Em 1967, sua imagem foi imortalizada na capa do LP Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.
Morreu vítima de um edema pulmonar em Acapulco no México, onde vivia com a sexta esposa há sete anos para se recuperar de uma trombose.

Tarzan e a Escrava...


Lex Barker
(Ator americano)
8-5-1919, Rye, N.York, EUA
11-5-1973, Nova York, EUA


Alexander Crichlow Barker Jr era o nome verdadeiro de Lex Barker nascido de uma família abastadíssima e proeminente de Nova York, Lex Barker era descendente direto do fundador de Rhode Island - o Cônsul  Roger Williams. Foi excepcional nos esportes tais como o Futebol e Atletismo quando ainda cursava o curso secundário e, posteriormente, a Universidade de Phillips-Exeter, em Fessenden.
Foi à Princenton com a intenção de tornar-se ator, a contragosto de seus pais que o queriam nos negócios da família. Barker soube inteligentemente dissolver toda esta situação, pois estava determinado em seu propósito.
Em 1948, a RKO andava em busca de um substituto para Johnny Weissmuller, que "pendurava as chuteiras" para o personagem Tarzan. Os agentes daquele estúdio, vendo alguns testes e fotos de Barker para a 20th Century Fox, imediatamente o chamaram. E, logo, o alto e belo ator louro de olhos azuis assinou contrato para 5 filmes iniciais do Homem-Macaco, na RKO. Tanzan e a Fonte Mágica (1949, RKO), forneceu seu primeiro papel para estrelato. Após cinco filmes atuando como Tarzan, entrou em outras produções de aventura e drama.
Em 8 de setembro de 1953, Barker casa-se com Lana Turner. Os dois eram tidos como o casal mais lindo de Hollywood, e tudo parecia ótimo, até o momento em que, supostamente, Lex invadiu o quarto da filha de Lana, então com 12 anos, e a teria estuprado. Lana chegou a pegar uma arma para atirar em Barker, que saiu imediatamente de casa. O processo foi movido, e em 22 de julho de 1957, Lex e Lana estavam divorciados.
Após o divórcio de seu quinto e último casamento, em 1972, Barker decidiu fixar- se de vez em Nova York, sua terra natal, com o restante de seus familiares. Três dias depois de completar 54 anos de idade, em 11 de maio de 1973, Lex sofreu um enfarte fulminante no calçadão de uma rua de Nova York, morrendo poucos instantes depois.

Tarzan, O Magnífico...


Gordon Scott
(Ator americano)
3-7-1926, Portland, Oregon, EUA
20-4-2007, Baltimore, EUA
A formação e aprimoramento físico de Gordon Scott (musculação e lutas) tiveram sua origem na Universidade de Oregon.
Com a II Guerra Mundila, tornou-se instrutor da infantaria, no Exército americano, ensinando aos soldados o manuseio de rifles, pistolas e baionetas, além de ensinar judô e outras modalidades de luta e combate corpo a corpo.
Depois do término da guerra, tornou-se policial. E após sua honorável dispensa em 1947, ele fez de tudo um pouco: bombeiro, vaqueiro, pescador, e por pouco tempo também foi lutador profissional de wresting. Em 1953, ao trabalhar como salva-vidas em um hotel de Las Vegas, foi descoberto por um grupo de agentes de Hollywood, que notaram o seu biceps de 49 centímetros, além do seu desenvolvido tórax. Por esta época, os agentes já haviam conduzido 200 testes, com vários atores, na busca de um novo Tarzan para as telas, para substituir Lex Barker. Finalmente, Scott foi escolhido com o novo "Rei das Selvas". O produtor Sol Lesser (que vinha produzindo os filmes de Tarzan desde os tempos de Johnny Weissmuller para a RKO) deu-lhe um contrato de sete anos, e o nome artístico.
Em 1954, durante as gravações do seu primeiro filme, "Tarzan e a Selva Misteriosa", ele se apaixonou pela atriz e estrela do longa, Vera Miles. Casaram-se naquele ano e se divorciaram quatro anos depois.

Depois de Tarzan, Scott apareceu em longas sobre gladiadores e sobre o Velho Oeste.

Eternamente, Jane...


Maureen O’Sullivan
(Atriz do cinema americano)
17-5-1911, Boyle, Irlanda
23-6-1998, Arizona, EUA
A mais popular de todas as Jane, companheira de Tarzan, nasceu em 17 de maio de 1911 em Boyle, County Roscommon, Irlanda. Após estudar em colégios de Dublim, londres e Paris, Maureen foi convidada pelo diretor frank Borzage para trabalhar em Hollywood quando este se encontrava rodando um filme na capital Irlandesa.
A Jovem Maureem aceitou e foi para a California com Borzarge e sua mãe.Tinha 19 anos quando chegou a Los Angeles e estreou no musical "Song o'my Heart", (1930) da Fox dirigida pelo próprio Bozarge.logo a seguir trabalhou em outros musicais como "Just Imagine" (1930) de David Butler. Com Butlre filmou também uma versão da obra de Mark Twain "A Connecticut Yankee" (1931) ao lado de Will Rogers.
A grande oportunidade para a morena O'Sullivan chegou quando mudou de estudio e firmou contrato com a Metro Goldwin Mayer em 1932. Entre os projetos do estudio estava filmar uma série de filmes com Tarzan, celebre personagem de Edgar Rice Burrouges que seria protagonizado por Johnny Weismuller, e "Tarzan dos Macacos" (1932) de W.S.Van Dike em produção de Irving Talberg. O papel de Jane que Maureen interpretou deveria se repetir em outro cinco filmes da série.Os últimos quatro dirigidos por Richard Torpe.
Nos créditos de "A Fuga de Tarzan" aparecia pela primeira vez um jovem assistente e futuro diretor chamado John Farrow. Maureen e John se conheceram em filmagem e se casaram em setembro de 1936. Do casamento tiveram varios filhos entre eles uma filha que posteriormente seria a famosa atriz Mia Farrow.
Maureen O'Sullivan, que havia ficado viuva em 1963 após a morte de John Farrow, voltou a casar-se em 1983 com james Cushing que deixou viuvo em 23 de junho de 1998 devido a um ataque de coração em sua residencia no Arizona, tinha então 87 anos.

O "Pai" do Tarzan...


Edgar Rice Burroughs
(Escritor americano)
1-9-1875, Chicago, EUA
19-3-1950, Encino, EUA
Edgar Rice Burroughs nasceu no ano de 1875 em Chicago, nos EUA. Foi o criador de Tarzan e de John Carter, herói da guerra civil americana que foi abduzido por marcianos verdes, salvou uma princesa inimiga e se meteu na guerra civil marciana. A série de ficção cientifica foi escrita inicialmente como contos, iniciados em 1912, e depois se transformaria numa coleção de 11 livros. Ele também foi jornalista antes de se tornar escritor.
Graduado pela Academia Militar de Michigan em 1895, teve a carreira militar abreviada após dispensa em razão de um diagnóstico de cardiopatia, apenas dois anos depois de formado.

Após uma série de trabalhos temporários, Burroughs passou a escrever para publicações periódicas. Ao questionar a qualidade dos textos produzidos nas pulp fictions da época, lançou-se no mercado de ficção. Ao longo de quatro décadas, Burroughs escreveu mais de oitenta histórias, dentre as quais se destacam as séries Barsoom – cujo primeiro livro é Uma Princesa de Marte – e Tarzan.

Morto em 1950, Edgar Rice Burroughs foi sepultado em Tarzana, Califórnia, cidade que surgiu em torno de uma antiga propriedade sua e que foi assim batizada em homenagem ao seu personagem mais famoso.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Em Cada Coração Um Pecado...


Anne Sheridan
(Atriz de cinema norte-americana)
21-2-1915, Denton. Texas, EUA
21-1-1967, Los Angeles, Cal. EUA
Clara Lou Sheridan nasceu em fevereiro de 1915 em Denton, Texas. Em 1933, a irmã de Sheridan enviou sua foto para um concurso dos estúdios Paramount, "À Procura da Beleza", o qual selecionava 30 participantes masculinos e femininos. Seu nome foi incluído entre os ganhadores e ela foi presenteada com uma passagem de ida e volta para Hollywood, 250 dólares e uma participação no filme "Search for Beauty" (1934, com Buster Crabbe). Em seguida, o estúdio contratou-a, dando-lhe a oportunidade de participar em doze filmes entre 1934 e 1935. Entretanto, eram pequenas aparições e seu nome não constava dos créditos.

Em 1936, Sheridan firmou um novo contrato, desta vez com a Warner Brothers, e o estúdio trocou seu nome de Clara Lou para Ann. No mesmo ano, ela casou-se com Edward Norris. Seu primeiro sucesso aconteceu em 1937, com sua atuação no filme "O Grande O'Malley", ao lado de Humphrey Bogart. Embora com a carreira em ascensão, Ann atravessou uma fase tumultuada em seu relacionamento com Norris, resultando em divórcio no ano de 1939.

Ann se tornou um sex symbol, além de ser reconhecida como boa atriz, principalmente em filmes como "Dodge City" (1939), "Torrid Zone" e "They Drive by Night" ambos em 1940, "The Man Who Came to Dinner" (1942) e "Kings Row" ("Em cada coração um pecado") de 1942.

No final dos anos 50, com o declínio de sua carreira em Hollywood, Ann dedicou-se à televisão, participando de telenovelas. Obteve sucesso com "Another World" (entre 1965 e 1966) e "Pistols 'n' Petticoats" (entre 1966 e 1967).

Fumante inveterada, a atriz foi diagnosticada com câncer nos pulmões e no fígado, vindo a falecer em janeiro de 1967, aos 51 anos. Estava casada com Scott McKay, seu quarto marido.

Anne Sheridan e Ronald Reagan - Em Cada Coração Um Pecado (Kings Row).

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Crepúsculo dos Deuses...


Gloria Swanson
(Atriz de cinema norte-americana)
27-3-1899, Chicago, Illinois
4-4-1983, Nova York
Seu verdadeiro nome era Gloria Josephine Mae Swenson. Iniciou a carreira como figurante e, nos anos de 1920, já era uma estrela do cinema mudo (Macho e Fêmea, 1919; Zaza, 1923; Sadie Thompson, 1928). Personificou mulheres extravagantes e seguras, que agiam segundo os seus sentimentos e a sua lógica, mas a interpretação, sempre fria, apoiava-se na força expressiva de seu rosto. Como figura de primeiro plano em Hollywood, conseguiu manter a popularidade com o advento do cinema sonoro, com filmes como The Trespasser (1929) ou What a Widow! (1930). Em 1950, ensaiou a sua reaparição em O Crepúsculo dos Deuses, realizado por Billy Wilder, no qual interpreta uma atriz do cinema mudo incapaz de aceitar que tinha caído no esquecimento. Após alguns projetos no teatro e no rádio, Swanson interpretou a si mesma no seu último filme, Aeroporto (1975). Em sua vida privada, ficou famosa por seus sete casamentos, que despertaram sempre o interesse dos meios de comunicação.

Sua sensualidade foi o motivo do extraordinário sucesso. Nunca houve outra como Gloria, durante todos os seus anos de trabalho diante das câmeras. Sua carreira é a história do cinema. Ela subiu degrau por degrau, desde as comédias de Mack Sennett aos dramas luxuosos de Cecil B. DeMille. Tornaram-se lendários seus banhos em banheiras de mármore, deixava-se fotografar ao lado de leopardos e de conversar (na década de 20) com o motorista de seu luxuosíssimo carro através de telefone. Foi a primeira a entrar em cena com plumas, franjas e colantes e tendo na boca uma enorme piteira. Viajava por Hollywood ou ia até os estúdios num trem particular, presente de um dos maridos, o marquês de La Falaise De La Doudray. Esbugalhando uns olhos enormes e magnéticos, lançou o tango ao lado de Rodolfo Valentino e influenciou a moda entre 1920 e 1925, a tal ponto que as silhuetas da revista Vogue eram as mesmas da atriz.


A Marca do Zorro...


Tyrone Power
(Ator de cinema norte-americana)
5-5-1914, Cincinnati, Ohio, EUA
15-11-1958, Madrid, Espanha

Filho de um casal de atores, Tyrone Power Sr. e Patia Riaume, Tyrone Power foi uma criança com problemas de saúde que levou seus pais a se mudarem para a Califórnia por conta de seu clima mais quente.  Quando eles se divorciaram, em 1916, ele e sua irmã Anne voltaram com a mãe a morar em Cincinnati.
Desde cedo, enquanto freqüentava a escola, ele desenvolveu uma verdadeira obsessão pela arte de representar, talvez influenciado pela carreira dos pais.  Embora tenha crescido ao lado da mãe, sempre se correspondeu com o pai, que o encorajava em seus sonhos de vir a ser ator.
Embora tendo o porte de um verdadeiro galã, Tyrone lutou muito para conseguir trabalho em Hollywood.  Ele chegou a fazer alguns pequenos papéis, mas decidiu ir para o Leste a fim de trabalhar no teatro.
Em 1936, após ser aprovado num teste para o cinema, foi contratado pela 20th Century Fox e, inicialmente, atuou na comédia "Ladies in Love".  Um ano depois, ele já era um dos principais atores da Fox.
No cinema, Tyrone atuou em mais de 50 filmes.  Embora não tenha sido um ator premiado, sempre era chamado para interpretar papéis importantes.  Dentre os melhores filmes protagonizados por ele, acham-se "O Fio da Navalha", "Testemunha de Acusação" e "O Beco das Almas Perdidas".
Durante a 2ª Guerra Mundial, serviu na Marinha como piloto, tendo participado de várias ações no Pacífico Sul.
Tyrone Power casou-se três vezes: inicialmente, com a atriz francesa Annabella (23/04/1939 a 26/01/1948); em seguida, com a atriz mexicana Linda Christian (27/01/1949 a 07/08/1956), com quem teve duas filhas, Romina e Taryn Power, ambas atrizes; e, finalmente, com Debbie Ann Minardos (07/05/1958 até sua morte em 15/11/1958), com quem teve um filho, Tyrone William Power IV, também ator.
Em 1959, durante a produção do filme "Salomão e a Rainha de Sabá", Tyrone duelava com George Sanders quando sofreu um ataque do coração, vindo a falecer antes de chegar ao hospital, em Madrid. Seu velório nos Estados Unidos durou seis dias.

Pacto de Sangue...


Barbara Stanwyck
(Atriz de cinema norte-americana)
16-7-1907, Brooklyn, New York, EUA
20-1-1990

Aos 13 anos,Ruby Stevens (Barbara) deixou a escola e passou a se sustentar como empacotadora de uma Loja de Departamentos e, em seguida, como funcionária de uma Companhia Telefônica.  No ano seguinte, quando já trabalhava como datilógrafa para a Remick Music Company, um dos gerentes conseguiu um emprego para ela no Strand Roof Nightclub, onde o produtor Earl Lindsay a ensinou a dançar como corista. 
Aos 15 anos, conseguiu uma pequena ponta no "Ziegfeld Follies", de 1922.  Apresentada ao produtor e diretor Willard Mack, foi por este contratada como corista para seu novo musical.  Em 1927, conseguiu um pequeno papel, como dançarina, no filme mudo, "Broadway Nights".  Assim, nascia Barbara Stanwyck.

Em 1928, casou-se com o comediante Frank Fay, indo morar em Hollywood.  Depois de seis meses fazendo testes, sem sucesso, Barbara finalmente conseguiu ser contratada para o filme de George Fitzmaurice, "The Locked Door", de 1929.  Começava, assim, uma carreira bem-sucedida como atriz de cinema e televisão.  Em cerca de 60 anos, atuou em mais de 70 filmes, além de ter participado de várias séries e shows para a TV.

Atriz versátil, recebeu 4 indicações ao Oscar de Melhor Atriz, não vencendo em nenhuma delas: Por "Stella Dallas, Mãe Redentora", de 1937, perdeu a estatueta para Luise Rainer, por sua atuação em "Terra dos Deuses";  por "Bola de Fogo", de  1941, perdeu para Joan Fontaine, por sua atuação no filme de Hitchcock, "Suspeita";  por "Pacto de Sangue", de 1944, perdeu para Ingrid Bergman, por sua atuação em "À Meia Luz";  e por "Uma Vida por um Fio", de 1948, perdeu para Jane Wyman, por sua atuação em "Belinda".  Em 1982, entretanto, a Academia Cinematográfica de Hollywood lhe conferiu um Prêmio Honorífico por sua reconhecida contribuição à arte do cinema.

Além de ter sido casada com Frank Fay, de quem se divorciou em dezembro de 1935, Barbara Stanwyck casou-se ainda com Robert Taylor, em 13/05/1939, de quem veio a se divorciar em 21/02/1951.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Julgamento em Nuremberg...


TRACY, O SENHOR CARISMA E SIMPATIA

De uma família de origem irlandesa, Spencer Tracy apareceu aos 21 anos no papel principal de uma peça amadora chamada "The Truth". Seguiu para a Broadway, atuando em vários espetáculos. Finalmente, em 1930, o renomado diretor John Ford o viu em cena e o convidou para seu filme "Up the River". Nos próximos 5 anos atuou em 25 longa-metragens, até ser despedido pela Fox após ser preso por embriaguez. Em 1935, contratado pela Metro-Goldwyn-Mayer – onde ficou por 20 anos como um dos grandes trunfos do estúdio -, tornou-se uma estrela de primeira grandeza, ganhando seguidamente dois prêmios Oscar de Melhor Ator por "Marujo Intrépido", de 1937, e "Com os Braços Abertos", de 1938, num fato inédito até então. Ao longo de sua vitoriosa carreira recebeu 7 outras indicações. Mesmo casado, Tracy teve um namoro apaixonado com a atriz Loretta Young nos anos 30. Em 1941, durante as filmagens da comédia “A Mulher do Dia”, iniciou um secreto relacionamento amoroso com Katharine Hepburn, o qual durou até sua morte. Terminou por separar-se de sua esposa Louise, mas como católico praticante nunca se divorciou dela. Com Katie fez 9 filmes, numa parceria que transbordava cumplicidade e talento, desenvoltura e classe, coração e alma, quase sempre dirigidos por excelentes diretores como George Cukor, Elia Kazan, Frank Capra ou George Stevens.

Conhecido por sua personalidade complexa, Tracy era duro, seco, de poucas palavras, depressivo. No final dos anos 1940, o ator foi diagnosticado com diabetes, agravada pelo alcoolismo. Ele costumava se isolar durante dias em quartos de hotéis, bebendo sem parar. Em 1963 sofreu um ataque cardíaco, que acabou por afastá-lo do cinema. Retornou em 1967 para protagonizar a comédia romântica anti-racista “Adivinhe Quem Vem para Jantar”. Com a saúde debilitada, três semanas após a conclusão das filmagens, levantou-se para beber em plena madrugada, caiu e morreu de ataque cardíaco nos braços da amante Katharine Hepburn, aos 67 anos. Exalando simpatia, mesmo interpretando inúmeros personagens resmungões, ele é recordado como um dos maiores atores da história do cinema. Atuou em mais de setenta filmes em quatro décadas, realizando impressionantes interpretações como as de “Paraíso de um Homem” (1933), “Fúria” (1936), “O Médico e o Monstro” (1941), “A Costela de Adão” (1949), “A Lança Partida” (1954), “O Velho e o Mar” (1958) e “Julgamento em Nuremberg” (1961).

Fonte: Blog Falcão Maltez

Romeu e Julieta...


Spencer Tracy(Ator norte-americano)
5-4-1900, Milwaukee, Wisconsin
10-6-1967, Hollywood

Laura...


Gene Tierney
(Atriz norte-americana)
19-11-1920, Brooklin, New York, EUA
6-11-1991, Houston, Texas, EUA

Uma das atrizes mais belas do cinema, Gene Eliza Tierney nasceu em Nova Iorque, no dia 20 de novembro de 1920 e faleceu em Houston, pouco antes de completar 71 anos. De uma família rica, estudou na Suíça. Iniciou a carreira artística no teatro, em 1938. Foi Darryl F. Zanuck, poderoso produtor da 20th Century Fox, quem a levou para Hollywood, onde estreou em 1940 no filme "A Volta de Frank James", ao lado de Henry Fonda e dirigida por Fritz Lang. Contratada pela Fox, atuou em uma série de filmes brilhantes, consagrando-se como estrela e atriz com “Laura”, “O Fio da Navalha” e “Amar Foi Minha Ruína”, pelo qual foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Elegante e boa intérprete, foi dirigida por grandes diretores como Lubitsch, John Ford, Preminger, Mankiewicz, Dassin e Sternberg.
Casou-se com o famoso figurinista francês Oleg Cassini, com quem teve duas filhas, uma delas deficiente mental. Abandonada pelo marido, passou a ter uma vida desregrada, marcada por múltiplos amantes, dentre os quais o então senador John F. Kennedy, o príncipe Ali Khan e os atores Spencer Tracy e Tyrone Power. Em 1957, no auge do sucesso, abandonou o cinema ao ser hospitalizada com suspeita de esquizofrenia. Em 1962, retornou às telas no excelente filme de Otto Preminger, "Tempestade Sobre Washington", aparecendo ainda em três outros filmes e alguns episódios para a TV, sendo o último, "Scruples", em 1980.
Laura... Assista o Trailer

Investigando a morte da diretora de uma agência de propaganda, Laura Hunt (Gene Tierney), que teve o rosto destruído por tiros de espingarda, o detetive Mark McPherson (Dana Andrews) interroga Waldo Lydecker (Clifton Webb), seu mentor e um influente jornalista, que considerava Laura não apenas sua maior "criação" mas também sua propriedade pessoal. Laura estava noiva de Shelby Carpenter (Vincent Price), um playboy, para desgosto de Lydecker e da tia de Laura, Ann Treadwell (Judith Anderson), uma mulher rica que era apaixonada por Carpenter. Enquanto a investigação evolui McPherson sente-se atraído pela vítima e, ao ir ao apartamento dela em busca de provas, contempla uma pintura de Laura pendurada na parede. Repentinamente acontece o inesperado, pois Laura surge na sua frente viva e com o rosto sem nenhum ferimento.

O Que Terá Acontecido a Baby Jane?...


Joan Crawford
(Atriz  norte-americana)
23-3-1905, San Antonio, Texas, EUA
10-5-1977, New Yoek, EUA


Pouco tempo depois de chegar à terra do cinema, Lucile Fay LeSuer, Crawford, conseguiu uma pequena participação, como corista, no filme "A Mosca Negra" (Pretty Ladies).  A esse, seguiram-se três outros filmes nos quais, basicamente, ela não tinha nenhuma fala.  Somente em 1928, aos 23 anos, Joan Crawford conseguiu seu primeiro papel principal no filme "Garotas Modernas" (Our Dancing Daughters).
Nos anos 30, tornou-se uma das principais estrelas da MGM, com filmes como "Grande Hotel" (Grand Hotel), de 1932, "Três Amores" (Sadie McKee), de 1934 e "Do Amor Ninguém Foge" (Love on the Run), de 1936.  Em 1943, deixou os Estúdios da MGM, ao assinar um contrato com a Warner Bros.  Nessa Companhia, ganhou o Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em "Alma em Suplício" (Mildred Pierce), de 1945 e foi indicada à estatueta por seu trabalho em "Fogueira de Paixão" (Possessed), de 1947.  Joan Crawford recebeu uma outra indicação ao Oscar por sua atuação em "Precipícios d'Alma" (Sudden fear), de 1952, uma produção dos Estúdios da RKO.
Depois de quatro casamentos e divórcios, casou-se em janeiro de 1956 com Alfred Steele, chairman do Board da Pepsi Cola, empresa da qual se tornou executiva após a morte do marido.  Sua última aparição nas telas do cinema ocorreu em 1970, com o filme "Trog".
No final de sua vida, tornou-se reclusa e alcoólatra, morrendo solitária.  Tendo adotado quatro filhos, os dois mais velhos, Christina e Christopher foram excluídos de seu testamento.

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CONFISSÕES...
"Estive com a Metro durante muitos anos e fiz vários filmes de sucesso, quando o estúdio anunciou a produção de “Uma Alma livre”. Queria ser a protagonista, mais do que em qualquer outro filme de minha carreira. Disso isso a Louis B. Mayer. “Joan, você é uma das nossas estrelas mais valiosas, porém, você ainda não tem a experiência necessária como atriz dramática para interpretar esse papel”, ele respondeu. Procurei sair do seu escritório antes que começasse a chorar, mas as lágrimas não esperaram até eu chegar em casa. Senti-me insultada como atriz. Hoje compreendo que foi uma das melhores bofetadas que recebi em minha carreira. Porque o meu trabalho fora, tão profundamente, ferido, que trabalhei, arduamente, em meus filmes subseqüentes. Percebo que, na verdade, não estava apta para o papel que foi dado à Norma Shearer. Mas a bofetada mais severa que senti, por certo, foi quando não fazia um filme havia dois anos, antes de interpretar “Almas em suplício”. Parte do tempo estive sob contrato... esperando. Outra parte passei sentada por minha própria conta, pois, voluntariamente, deixara de receber o salário, para aguardar uma boa história. Durante aqueles dias desanimadores, aprendi o valor da humildade e da gratidão, e a rezar com mais fervor."

"A minha vida particular é só minha, e tenho aprendido muito à minha custa, ou melhor, à custa das bofetadas que tenho levado. Mas, graças a Deus, sou feliz, porque sem pai e sem mãe para me guiar, lágrimas e reflexões não me faltaram após cada látego, para me ensinar a lutar e a alcançar o que desejo.”

Fonte: revista “O Cruzeiro”, agosto de 1955)

Desejos Proibidos...


Charles Boyer
(Ator francês naturalizado norte-americano)
28-8-1897, Figeac,França
26-8-1978, Phoenix, EUA

Além de francês e inglês, o ator Charles Boyer falava italiano, alemão e espanhol. Da estréia em 1920, aos 23 anos, em “L'Homme du Large até “Questão de Tempo, realizado em 1976, e seu último trabalho, fez mais de oitenta filmes. Foi indicado quatro vezes ao Oscar, mas não venceu em nenhuma delas. Contudo, foi um dos atores mais prestigiados e atuantes do cinema nos anos 30, 40 e 50. Nascido na França, estreou nos palcos parisienses em 1920 com sucesso imediato, aparecendo logo a seguir em vários filmes mudos. Partindo para Hollywood, teve sua primeira chance num pequeno papel ao lado da platinum-blonde Jean Harlow em "Cabelos de Fogo” (1932). No entanto, sua voz arrebatadora e porte charmoso logo fez dele uma estrela romântica, contracenando com as principais atrizes da época: Claudette Colbert, Katharine Hepburn, Marlene Dietrich, Greta Garbo etc. O bandido sedutor Pepe Le Moko - de “Argélia” (1938) - foi a sua interpretação mais popular. 
Em contraste com sua imagem glamourosa, Boyer perdeu cedo o cabelo, tinha uma acentuada barriga e era baixinho. Em 1940, quando Bette Davis o viu pela primeira no set de “Tudo Isso e o Céu Também”, não o reconheceu e tentou impedi-lo de trabalhar no filme. Felizmente não conseguiu. Na década de 50 voltou a fazer teatro, além de atuar na televisão. Fez sucesso com “Desejos Proibidos” (1953), de Max Ophuls, e “Naná” (1955). Ficou dois anos em cartaz na Broadway com a peça The Marriage- Go-Round” (1958-1960), ao lado de Claudette Colbert. Continuou a fazer bons filmes nos anos 60 e 70, destacando-se em “Fanny” (1961), “Como Roubar um Milhão de Dólares” (1966), “Descalços no Parque” (1967) e “Stavisky” (1974), pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante dos Críticos de Cinema de Nova York e recebeu homenagem no Festival de Cannes. Em 1966 gravou um disco romântico muito vendido, “Where Does Love Go?”. Uma das maiores tragédia de sua vida aconteceu em 1965: o suicídio de seu filho único, Michael, aos 22 anos, após romper com sua namorada. Inconformado com o fim de um casamento de 44 anos, Boyer também se suicidou - com uma overdose de Seconal -, em 1978, aos 80 anos e dois dias depois do falecimento de sua esposa, a atriz Pat Paterson, acentuando ainda mais a sua mitologia romântica.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

HOLLYWOOD GAY...



Rodolfo Valentino
(Ator de cinema italiano)
6-5-1895, Castellaneta
23-8-1926, Nova York
Seu verdadeiro nome era Rodolfo Pietro Filiberto Raffaello Guglielmi, conhecido mundialmente pelos seus filmes mudos, tornou-se uma lenda devido à sua morte prematura, e foi venerado como o primeiro símbolo sexual da história do cinema. Aos 17 anos, emigrou para Nova York, onde trabalhou como jardineiro, bailarino e figurante. Nos seus filmes, que deixavam entrever um certo magnetismo erótico, interpretou sempre o amante romântico, com um olhar penetrante que o transformou em ídolo do público feminino. Os seus filmes foram pouco apreciados pela crítica, o mesmo sucedendo com as interpretações. Dentre os seus trabalhos, salientam-se: "Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse" (1921), "O Sheik" (1921), "Sangue e Areia" (1922), "A Águia" (1925) e "O Filho do Sheik" (1926), sendo os dois últimos filmes produzidos por ele mesmo. A sua morte provocou o suicídio de numerosas admiradores, e o seu funeral foi seguido por mais de 100 mil pessoas
Bastidores - Efeminado, mas ainda capaz de arrebatar corações de mulheres, Valentino relacionou-se com muitos homens ao longo de sua vida, entre eles Paul Ivano, Douglas Gerrad e Norman Kerry. Foi o primeiro grande galã do cinema antes de aparecerem outros como Randolph Scott, Rock Hudson, Gary Cooper e Montgomery Clift, todos bissexuais.

Os Quatro Cavaleiros do Apocalypse

HOLLYWOOD GAY - No final do post do James Dean, tem um CONTINUE...

Gigi...


Vincente Minellit
(Ator de cinema norte-americano)
28-02-1903, Chicago, EUA
25-07-1986, Berveli Hills, Cal. EUA
Pseudônimo de Lester Anthony Minelli foi um cineasta norte-americano e considerado um dos criadores do moderno musical.Era o filho mais novo de Mina Le Beau (uma franco-americana) e de Vincent Charles Minnelli (um ítalo-americano), condutor musical do Minnelli Brothers´ Tent Theater. Começou a sua carreira com os pais como actor de espectáculos itinerantes e depois trabalhou como cenarista e figurinista..
Em 1936 estreou na direção teatral fazendo na Broadway, "All home abroad". Em Hollywood,assinou contrato aom a Metro Goldwin Mayer e entre 1942 e 1962 dirigiu 29 filmes.
Ele dirigiu Meet me in Saint Louis (1944), quando namorou a estrela Judy Garland. Eles se casaram no ano seguinte tiveram sua filha única, Liza Minnelli, que cresceu e tornou-se uma estrela do cinema e dos palcos como cantora e atriz, inclusive vencedora do Oscar pelo filme "Cabaret".

Mas onde abrir-se-lhe-iam as portas da Academia seria com sua seguinte produção, Gigi (1958). O filme narra a vida de um conquistador mujeriego e suas relações com uma bela colegiala em um Paris idílico de primeiros de século e supõe um extraordinário retrato cheio de colorido e vida. Mas o mais importante deste filme, foi o reconhecimento unânime de seus colegas nominando o filme a nove Oscar e conseguindo as nove, entre elas as de Melhor director, Melhor filme e Melhor canção (a deliciosa canção interpretada por Maurice Chevalier (Thank Heaven for Little Girls). Minelli entrava já no selecto clube dos directores oscarizados.  Ele se divorciou de Judy Garland em 1951 e quando morreu, em casa, dormindo, aos 83 anos, estava casado com Lee Minnelli.
Bastidores - "A homossexualidade de Vincente Minnelli não era tratada pela indústria como do mesmo tipo "livro aberto" que a do Diretor George Cukor. Isso, apesar do fato de Minnelli ser muito mais efeminado do que Cukor ou seu colega Charles

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Uma Aventura na África


Katharine Hepburn
(Atriz de cinema norte-americana)
12-5-1907, Connecticut, EUA
20-6-2003, Connecticut,EUA
Ao freqüentar o Bryn Mawr College, na Pennsylvania, decidiu tornar-se atriz, aparecendo em várias produções universitárias.  Em 1928, deixou a faculdade graduada em história e filosofia. Logo a seguir, começou a pegar pequenos papéis em peças da Broadway e de outros teatros.  Mesmo interpretando papéis sem maior importância, seu trabalho começava a receber a atenção dos críticos, especialmente por sua atuação em "Art and Mrs. Bottle", em 1931.  No ano seguinte, alcançou o estrelado ao participar de "A Warrior's Husband". Ao longo de mais de 60 anos de carreira, foi a atriz a ganhar 4 Oscars.  Além de "Manhã de Glória", "Adivinhe Quem Vem Para Jantar", de 1967, "O Leão no Inverno", de 1968, e "Num Lago Dourado", de 1981, foram os outros filmes que lhe proporcionaram as demais estatuetas.  Adicionalmente, foi indicada a outros 8 Oscars, tornando-se a atriz a receber o maior número de indicações da história do cinema.
Uma Aventura na África
Rodada em pleno continente africano, África, essa apaixonante história de aventura e amor conta com a belíssima fotografia de Jack Cardiff, que tão bem consegue captar as belezas naturais do continente africano, tanto fauna quanto flora.  A música de Allan Gray é um outro ponto alto do filme. No elenco, Humphrey Bogart e Katharine Hepburn, no ápice de suas carreiras, estão magníficos e demonstram uma perfeita química entre eles.  Ambos indicados ao Oscar, por suas atuações, Bogart conseguiu levar a estatueta, enquanto Hepburn a perdeu para Vivien Leigh por seu trabalho em "Um Bonde Chamado Desejo". 
Em 1999, o American Film Institute a escolheu como a maior atriz de todos os tempos.A “lenda” foi casada com Ludlow Ogden Smith de 12/12/1928 a 19/09/1942, quando se divorciou. 
Bastidores -  Era notório seu relacionamento com outras mulheres. Casou-se uma única vez com um rico empresário da Inglaterra, mas a união durou pouco menos de três anos.

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Juventude Transviada


James Dean
(Ator de cinema norte-americano)
8-2-1931, Fairmont, Indiana
30-9-1955, Salinas, Califórnia
Dean tornou-se o ídolo de milhões de jovens, graças aos seus filmes Vidas Amargas (1955), Juventude Transviada (1955) e Assim Caminha a Humanidade (1956). Neles, o ator personificava o jovem que cresce inseguro, imerso na vida dos adultos, e que luta contra os valores burgueses. Sua roupa, seus gestos e o desejo de viver a vida intensamente foram imitados e marcaram um estilo próprio. Sua morte foi lamentada quase com histeria, embora o tenha consagrado como mito: morreu num acidente devido a excesso de velocidade, quando conduzia um carro esporte numa estrada secundária da Califórnia.

Bastidores - Conhecido por uma agitada vida social, Dean era, como Greta Garbo, um rapaz que não ligava para as ações publicitárias para manter sua imagem. Morreu jovem, mas deixou aqueles que afirmaram que já tinham se relacionado com ele, entre eles o biógrafo William Bast. Até hoje, em Hollywood, há quem diga que ele era exclusivamente homossexual.

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CONTINUE NESTE POST...

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A Pantera Cor-de-rosa...


Blake Edwards
(Cineasta americano)
26-6-1922, Tulsa, OK, USA
15-12-2010, Califórnia
Diretor, produtor e roteirista americano. Nasceu com o nome William Blake McEdwards, em Tulsa, Oklahoma. Vindo de uma família de atores, começou a trabalhar desde cedo, fazendo cinema como ator de 1942-1948.
Escreveu para o rádio e depois, associado a Richard Quine, fez o roteiro de sete filmes (quatro especialmente para Mickey Rooney).
De começo modesto, revelou mais tarde talento para a comédia em Um Convidado Bem Trapalhão e na longa série A Pantera Cor-de-rosa (ambos com Peter Sellers).
Casado com Julie Andrews desde 1969, passou a fazer filmes para ela. Isso não ajudou salvar sua carreira nem a dela (com exceção de Victor ou Victoria?).
A morte de Peter Sellers em 1981 não impediu que rodasse a Trilha da Pantera Cor-de-rosa em 1982. Com certa falta de ética (Blake e Sellers brigavam muito porque o comediante era praticamente um louco mental), usou cenas com Sellers não aproveitadas das outras versões da Pantera Cor-de-rosa, foi processado pela família de Sellers e perdeu.
Não contente e com pouca sorte, tentou continuar a série sem Sellers (A Maldição da Pantera-Cor-de-rosa). Em 1986 dirigiu um filme autobiográfico, rodando em sua casa com a família: That’s Life!. Apesar de irregular, foi o único diretor dos anos 1970-90 que soube fazer comédia visual, o velho e bom pastelão.
Dirigiu também na Broadway com sucesso mediano, a versão de Victor/Victoria?, sempre com Julie Andrews (gravado para a TV japonesa, em 2000 foi lançado em DVD), mas o filme é melhor.
É pai da atriz Jennifer Edwards. Seu avô foi diretor do cinema mudo, J. Gordon Edwards. E seu pai Jack McEdwards, foi diretor teatral e gerente de produção em cinema.
De acordo com informações da revista "Variety", Andrews e seus filhos estavam ao seu lado no leito de morte.