sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cidadão Kane...


Orson Welles
(Ator e diretor de cinema norte-americano)
6-5-1915, Kenosha, Wisconsin(EUA) 
10-10-1985, Los Angeles (EUA)

Foi uma das figuras mais excêntricas de Hollywood. Genial ator e diretor, Welles era capaz de conjugar direções magistrais com a mais sombria das interpretações, evidenciando as tendências mais lúgubres, malignas e intolerantes do ser humano. A indústria cinematográfica fixou nele a atenção quando, em 1938, realizou uma emissão radiofônica inspirada em A Guerra dos Mundos de H. G. Wells. A interpretação foi tão realista que o pânico alastrou entre os ouvintes, convencidos de que estava ocorrendo um ataque extraterrestre. Com o seu primeiro filme, Cidadão Kane (1941), Welles criou uma das obras-primas da história do cinema. O filme narra o caminho implacável para o sucesso de um empresário da comunicação, personagem baseada provavelmente na figura de William R. Hearst, cujo protagonista foi o próprio Welles. As ambições artísticas de Welles foram limitadas pelos estúdios para os quais trabalhou, obrigando-o a cortar grande quantidade de material de filmagem e levando-o ao colapso financeiro. Os seus filmes mais célebres são Soberba (1942), A Dama de Xangai (1946, juntamente com a sua mulher Rita Hayworth) e O Processo (1962, com Romy Schneider). O ponto culminante da sua carreira foi, sem dúvida, as adaptações que realizou dos dramas de Shakespeare, como Macbeth — Reinado de Sangue (1948), Otelo (1952) e Falstaff (1966), ao que tudo indica, devido à vasta experiência de Welles nos palcos. Como ator, realizou provavelmente sua mais célebre interpretação em O Terceiro Homem (1949), um filme policial de Carol Reed.

Orson Welles narrando uma suposta invasão de marcianos no "A Guerra dos Mundos".

Com o sucesso de Cidadão Kane, vieram os problemas. O diretor foi acusado de basear-se na vida de William Randolph Hearst, um dos mais poderosos homens da época e que por 40 anos foi o maior magnata das comunicações nos Estados Unidos. O próprio Hearst encabeçou a campanha contra Welles e seu filme. Chegou-se a cogitar um valor para que fossem destruídos os negativos e todas as cópias.


Ao retornar, o diretor ficou furioso, mas ainda supervisionou ''Jornada do Pavor'' (1942), e assinou a direção ao lado de Norman Foster. ''Soberba'' foi um fracasso comercial, e Welles e sua equipe foram demitidos.Felizmente isso não ocorreu, mas apesar de o público e a crítica terem aceitado ''Cidadão Kane'', o filme deu prejuízo no início. Somente nos relançamentos, ao transformar-se num clássico, começou a render dinheiro. Em seu segundo filme, ''Soberba'' (1942), Welles decidiu expor sua visão da sociedade americana. Utilizou praticamente os mesmos recursos técnicos que havia em ''Cidadão Kane''. Assim que concluiu as filmagens, veio ao Brasil para rodar no Rio de Janeiro e em Fortaleza (CE), o documentário ''É Tudo Verdade''. Enquanto isso, nos Estados Unidos, os executivos da RKO decidiram editar ''Soberba'', cortando 43 minutos do original.

Primeira página de um dos jornais de Fortaleza,(CE), no ano de 1942.


O reconhecimento da genialidade de Welles só aconteceu muito mais tarde. ''Cidadão Kane'' ganhou o Oscar de melhor roteiro e Welles, em 1970, recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obra. Sua filmografia, como diretor ou ator, inclui: ''A Dama de Shangai'' (1948), ''Macbeth'' (1948), ''Othello'' (1952), ''A Marca da Maldade'' (1958). Não se pode deixar de mencionar também "Verdades e Mentiras", de 1974. Welles em toda a sua carreira envolveu-se em projetos diversos e fez tudo para conseguir produzir seus filmes, o que nem sempre era possível. Muitos de seus projetos permaneceram inacabados, como ''It's All True'', e ''Don Quixote'', filme em que Welles trabalhou durante dez anos e que chegou a ser exibido em Cannes em 1986.



Saiba tudo sobre o documentário "É Tudo Verdade", que o diretor Orson Welles rodou no Rio de Janeiro e no Ceará. Infelizmente não chegou a ser concluído mas as fotos e várias imagens estão AQUI  

Fontes e Fotos: IMDB, Net Saber, Sites sobre o ator. 
Caricatura: João de Deus Netto - Blog CinemaScope

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Pássaro Azul

(clique e amplie a ilustração)
Shirley Jane Temple nasceu em Santa Mônica (Califórnia) a 23 de abril de 1928. Ela não só foi a maior estrela mirim da década de 30 como também é considerada a mais famosa de todos os tempos.
Ganhadora de um Oscar especial aos seis anos de idade, Temple foi a salvadora do Studio Fox e do público na época da Grande Depressão. Inclusive o presidente norte-americano Franklin Roosevelt sucumbiu a seus encantos e lhe agradeceu por "ter feito a América atravessar a Grande Depressão com um sorriso".
Depois de adulta, porém, não teve o mesmo sucesso como atriz, e aposentou-se do cinema em 1949. Em 1967, se candidatou ao cargo de representante do estado da Califórnia no congresso norte-americano, mas não obteve êxito. A partir dos anos 1969/1970 virou diplomata, chegando à embaixadora dos Estados Unidos em Ghana e na antiga Tchecolováquia.
CURIOSIDADES
Shirley, com apenas 6 anos, ganhou uma mini-estatueta simbólica em 1935 por sua contribuição ao cinema.
Em 2004, a Legende Films restaurou e colorizou todos os filmes de Shirley Temple produzidos originalmente em preto e branco nos anos 30.
Shirley Temple foi a criança mais fotografada no mundo, e estrelou mais de 40 filmes e 50 produções para televisão.
Shirley contou depois de adulta que deixou de acreditar em Papai Noel aos seis anos de idade, quando a mãe dela a levou em uma loja para o conhecer, e o homem vestido de Papai Noel lhe pediu um autógrafo.
Em Hollywood conta-se que um diretor ao rodar uma cena que exigia muitas lágrimas da pequena atriz, mentiu para Shirley, dizendo que seu cachorrinho de estimação havia morrido. Neste dia o diretor conseguiu rodar só esta cena, porque depois desta notícia, Shirley não conseguiu mais se concentrar nos textos seguintes.
Em um dos primeiros filmes de Shirley Temple, "Baby Take a Bow" de 1934, há cenas que hoje em dia podem ser consideradas fortes para as crianças, que envolvem armas ou objetos perigosos. Como uma cena em que Shirley Temple ainda com 5 anos, tem que manusear uma grande faca quando vai ajudar a libertar um homem que estava amarrado, e usa a faca para cortar as cordas.
O penteado que Shirley Temple usava tinha exatamente 52 cachos. A mãe de Shirley, Gertrude, era quem prendia os seus cabelos e os dava forma, e os amarrava pouco antes dela ir dormir. Também aplicava produtos para que ficassem mais loiros. Shirley quando ia nadar não podia mergulhar os cabelos na piscina, podia apenas umedece-los, usando tocas de banhos uma sobre a outra. Ela também tinha que ter cuidado nas ruas com a perseguição de "caçadores de souvenirs", que queriam um cacho de seus cabelos como recordação.
Na época da popularidade de Shirley, surgiam vários boatos sobre ela, um deles dizia que seria na verdade uma atriz anã de 30 anos; outros rumores diziam que ela era uma órfã adotada pelo casal Temple com o propósito de exploração, ou que depois de algum tempo ela já estava tão crescida, que o estúdio tinha que colocar nos cenários, móveis especiais em tamanho grande para que ela parecesse menor.
Outro rumor, era que obrigavam-na a lixar os dentes, para os manter sempre pequenos, conservando assim sua aparência infantil. Mas ao contrário do que diziam os boatos, o único trabalho artificial que já foi feito nos dentes de Shirley, foi quando ela perdeu um dente de leite da frente, e os diretores a aconselharam a substituir por um minúsculo dente falso durante as filmagens.
Em 1938 Shirley Temple entregou a Walt Disney um Oscar especial e sete mini estatuetas, representando a Branca de Neve e os Sete Anões, uma das maiores obras animadas da história. Durante a entrega, Disney tentou conter a emoção. Mas quando a pequena Shirley lhe disse: "Não são bonitos e brilhantes, não está orgulhoso Sr. Disney?" Ele respondeu: "Sim, estou tão orgulhoso que poderia chorar". Shirley então pediu graciosamente: "Não faça isso!". Os dois foram aplaudidos de pé pelos convidados, admirados.
Shirley chegou a ser escalada para interpretar o papel de Dorothy no filme O Mágico de Oz, mas a 20th. Century Fox negou-se a emprestá-la. Então a atriz de 16 anos Judy Garland, que já havia sido cogitada antes, mas era considerada a princípio velha demais para o papel, acabou protagonizando o filme, após um trabalho de maquiagem que ajudou a disfarçar sua idade.
Shirley Temple diplomata.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sissi...

(clique para ampliar)


por Maria Luísa de Paiva Boléo
Romy Schneider foi uma maravilhosa Sissi (Imperatriz austríaca) no cinema, em cinco filmes de enorme sucesso e teve alguma dificuldade em se separar dessa imagem, mas como tinha verdadeiro talento acabou por se impor como atriz universal. Quando foi convidada, em 1958, para fazer o filme Christine com Alain Delon, a mãe, já uma famosa atriz, acompanhou-a a Paris, vigiando-a de perto. Como Romy não sabia francês, nem inglês os primeiros tempos das filmagens não foram nada fáceis e sabe-se que o amor entre Romy e Delon só surgiu com as filmagens já iam adiantadas e puderam finalmente ficar sós numa viagem que fizeram a Bruxelas para participarem do Baile do Cinema. Aí sim, apaixonaram-se de vez com Romy, num ato de independência, passando a viver em Paris, enquanto a mãe se viu forçada a regressar à Alemanha, com o padrasto, percebendo que tinha “perdido” a filha. Romy Schneider tinha 20 anos e Alain Delon 23 e durante anos os fotógrafos não os deixaram em paz. Nesse período de euforia amorosa, os “eternos namorados” chegaram, em Março de 1959, a declarar “oficialmente” que estavam noivos. Jamais se casariam. Foram o par mais harmonioso e bonito do cinema europeu, como o foram, nos anos 90 Tom Cruise e Nicole Kidman.
Sob a direção de Visconti, uma obra de John Ford com Romy e Delon foi adaptada ao teatro, em Paris, na primavera de 1961: Domage qu’elle soit une putain. Mais um desafio para Romy, que teve de dominar o francês e que foi um razoável sucesso. Esteve oito meses em cartaz. A partir de então Romy passou a ser encarada como uma verdadeira atriz, não faltando convites para filmar. A ex-Sissi fez questão de mostrar ao mundo que era muito mais que uma mulher deslumbrante, de uma beleza delicada, com uns olhos entre o verde e o azul num rosto perfeito, uma voz doce e um corpo de Afrodite. Podemos ver a sua beleza plena em fotos de vários fotógrafos, especialmente na série produzida pela fotógrafa britânica Eva Sereny em que posou nua, sem quaisquer inibições. Em 1963 já tinha na sua carreira dez filmes, pois iniciara a carreira aos 15 anos, num filme ao lado da mãe. Embora austríaca filmou também na Alemanha, em início de carreira.

Numa manhã triste de Maio de 1982 encontraram Romy morta. Tinha 43 anos. O mundo ficou consternado com a sua morte. A França que sempre considerou Romy Scnheider como “sua”, em 1995 fez a emissão de uma moeda de ouro de cem francos com o seu rosto.
Para culminar, em Dezembro de 1999 a Fígaro Magazine fez um grande inquérito sobre as dez mais belas mulheres do século XX e Romy Schneider ficou em primeiro lugar, logo seguida de Ava Gardner. Embora as gerações mais novas não a conheçam, um dia, quem sabe, um qualquer canal de televisão exibirá os seus melhores filmes e provavelmente será moda imitar Romy Schneider, como se copiam Elvis Presley, James Dean, Marylin, Diana de Gales... Os ídolos têm mortes trágicas! 

Maria Luísa de Paiva Boléo é historiadora e biógrafa em Potugal.

O Sol por Testemunha


Alain Delon nasceu na região da Borgonha, próximo a Paris. Quando tinha apenas quatro anos, seus pais, Edith e Fabian, se divorciaram. Delon foi adotado por um casal, mas pouco tempo depois o casal foi assassinado, e Delon retornou para sua mãe verdadeira, agora casada com um outro homem. Neste ponto, tinha uma meia-irmã e dois meio-irmãos. Teve uma infância problemática, sendo expulso de várias escolas. Aos 15 anos parou de estudar e, aos 17 anos alistou-se na marinha francesa, lutando na Indochina.
Em 1956, passou a viver em Paris. Sem dinheiro, trabalhou como porteiro, garçom, vendedor. Em 1957, foi ao Festival de Cannes com o amigo Jean-Claude Brialy, onde chamou a atenção dos presentes pela sua beleza, entre eles David O. Selznick, que lhe ofereceu um contrato, desde que aprendesse a falar inglês. Delon, então, retornou a Paris para aprender inglês, mas lá conheceu o cineasta Yves Allégret, que o convenceu a começar sua carreira na França.
Com ele, Delon fez seu primeiro filme, Uma tal Condessa (Quand la femme s'en mele, 1957). No filme Christine contracenou com a atriz Romy Schneider, e por ela se apaixonou. Em 1959, foram morar juntos, e o relacionamento deles durou cinco anos.
O primeiro grande papel de Delon no cinema foi como Tom Ripley no clássico suspense O Sol por Testemunha (1959), dirigido pelo cineasta francês René Clément, baseado num livro da escritora Patricia Highsmith. Em 1960, Delon atuou em Rocco e Seus Irmãos, dirigido por Luchino Visconti, um dos filmes mais adorados da história do cinema. Ator e diretor tornaram-se amigos e trabalhariam juntos mais uma vez em outro clássico O Leopardo (1963), vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.
A beleza física de Delon transformou-o em símbolo sexual dos anos 60 e 70. Apesar disso, sempre lutou para ser reconhecido como um grande ator, e não apenas um rostinho bonito. Em 1962, trabalhou com o cineasta Michelangelo Antonioni, no filme O Eclipse, última parte da célebre trilogia da incomunicabilidade desse diretor. Com o cineasta Jean-Pierre Melville, atuou em filmes como Le samouraï (1967), O Círculo Vermelho (1970) e O Expresso para Bourdeaux (Un flic, 1971). Trabalhou ainda com outros grandes cineastas, como Valerio Zurlini, em A primeira noite de tranqüilidade (1972), Joseph Losey, emCidadão Klein (1976) e O Assassinato de Trotsky (1972), Jean-Luc Godard, em Nouvelle vague (1990).

Os Brutos Também Amam...

De descendência ucraniana, Jack Palance nasceu Volodymir Ivanovich Palahniuk em 18 de fevereiro de 1919, na Pensilvânia rural de carvão. Seu pai, um mineiro, morreu da doença do pulmão preto. O rapaz, de sensibiliadde artística, trabalhou nas minas nos seus primeiros anos, mas evitou o mesmo destino de seu pai. Atletismo foi a sua passagem para fora das minas, quando ele ganhou uma bolsa de futebol para a Universidade da Carolina do Norte. Em seguida, saiu para tentar a sua sorte no boxe profissional. Embora ele certamente tivesse talento e registro de um bom boxeador, ele se decidiu por uma forma menos abusiva da vida. Depois de condecorados serviço na Segunda Guerra Mundial com a Força Aérea do Exército como um piloto de bombardeiro, ele retomou os estudos universitários como jornalista na Universidade de Stanford e tornou-se um jornalista esportivo do jornal San Francisco Chronicle. Ele também trabalhou para uma estação de rádio até perto de começar a carreira de ator.
CURIOSIDADES


Antes da carreira artística, Jack Palance foi lutador profissional de boxe, com muitos acreditando que sua face desfigurada se devesse aos golpes recebidos, mas na verdade a desfiguração foi causada por um acidente aéreoquando tomava aulas de pilotagem.
Nunca assistiu nenhum dos seus próprios filmes.
Frequentou a Universidade da Carolina do Norte. Falou seis idiomas: ucraniano, russo, italiano, espanhol, francês e Inglês.
Sua estrela na Calçada da Fama fica em frente da vitrine da loja  Fredericks, do ramo de roupas íntimas.
Durante o dia lutava, à noite trabalhou como cozinheiro, garçom e nas folgas como salva-vidas na praia e modelo fotográfico.
Certa vez, durante as filmagens de uma cena de luta com Burt Lancaster, Palance realmente deu um soco no desavisado Lancaster. O não menos truculento Lancaster respondeu com um golpe no intestino de Palance que o fez vomitar.
Por ocasião da entrega do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Amigos, Sempre Amigos (1991) na 64 Annual Academy Awards (1992), o já velho Palance comentou sobre o porque dos diretores de elencos questionarem a capacidade física dos atores veteranos. Ali mesmo no palco, abaixou-se e fez várias flexões com apenas um braço. Levantou-se e ainda fez piadas sobre.
Foi pintor e poeta contumaz. Era vegetariano, mas manteve um rancho com um mil hectares de criação de gado no Tehachapi montanhas da Califórnia e uma fazenda de 500 acres no condado de Luzerne, na Pensilvânia.
Pai de Cody Palance (nascido em dezembro 1955, morto em 15 de julho de 1998), com quem atuou no filme Os Jovens Pistoleiros (1988).
Em um talk show transmitido nacionalmente pela TV, Palance abordou a repetida história sobre como ele supostamente teria feito tais danos em seu rosto com a cirurgia plástica que lhe deu a cara todos nós sabemos. Ele disse: "Eu sei que não sou a beleza, mas estas são as características da Estónia. Eu nasci assim".
Recusou o papel que foi de Telly Savalas em Os Doze Condenados (1967), porque acreditava que o filme tinha muita violência desnecessária.
Membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Sucursal Atores).
No final de 1930 e início dos anos 1940 Palance foi pugilista profissional na categoria peso pesado e lutava com o nome de Jack Brazzo. Depois de ganhar seu primeiro cinturão, Jack se alistou no Exército quando a Segunda Guerra Mundial estourou. Após a guerra ele virou ator e nunca mais retomou sua carreira de boxe.
Ele pronunciava seu sobrenome "PAL UNSE," não "pah-LAHNSE" como algumas pessoas acreditam.
Para os mais jovens, Palance se tornou conhecido no Brasil pela atração "Acredite Se Quiser!" (Ripley's Believe It or Not!"), que exibia casos bizarros nos anos 80, na extinta TV Manchete.
Fonte: IMDB

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gilda


17/10/1918, Nova York, EUA
14/5/1987, Nova York, EUA

Rita Hayworth, a diva dos anos 1940, encantou o mundo com sua beleza, seu carisma e sua dança. Seu nome original era Margarita Carmen Cansino e não era loira de nascença. Além de mudar a cor dos cabelos, ela aumentou a testa.

Na adolescência, o pai, Eduardo Cansino, um bailarino espanhol, a obrigava a rigorosos treinos de dança. Sua mãe, Volga Haworth, era de origem irlandesa e artista do Ziegfeld Folies.

Desde muito pequena, Margarita começou a trabalhar na companhia familiar "The Dancing Cansino". Depois seu pai montaria uma academia de baile em Hollywood, uma vez que trabalhava como coreógrafo na Fox.
Margarita chamou a atenção de um produtor da Fox e estreou em 1935 em papéis menores, até que se casou com o milionário Edward Judson.

Até 1937, ano em que foi contratada pela Columbia, apareceu nos créditos como Rita Cansino, adotando o nome Hayworth a partir de "Criminals of the Air".

Em 1939, interpretou um papel secundário em "Só os Anjos Têm Asas" e começou a alcançar popularidade, até conquistar a fama definitiva em "Gilda". A personagem foi criada especialmente para Rita, que inicialmente não queria interpretá-la, aceitando apenas após o roteiro ser alterado de forma a valorizar sua presença.

Com direção de Charles Vidor, o filme foi lançado nos EUA em 1946, com Glenn Ford fazendo o papel de Johnny Farrell, gerente de um clube noturno em Buenos Aires, que reconhece em Gilda, mulher de seu amigo, um amor do passado. Foi o terceiro de sete filmes em que Rita atuou com Glenn Ford.

Em "A Dama de Shangai" (1948), Orson Welles interpreta um homem inocente envolvido numa perigosa trama que envolve a bela personagem de Rita e seu marido aleijado. Em 59 filmes, Rita atuou ainda com atores de talento, como Gene Kelly e Fred Astaire, e ficou na 98ª posição na lista das 100 maiores estrelas do cinema de todos os tempos.

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz, por "O Mundo do Circo" (1964). Nunca recebeu uma indicação para o Oscar, o que não a impediu de comparecer às festas de premiação. Teve uma vida sentimental agitada, casando-se cinco vezes, com Edward Judson (1947-1943), Orson Welles (1943-1947), príncipe Ali Khan (1949-1953), com quem teve sua filha Yasmine, Dick Haynes (1953-1955) e James Hill (1958-1961).

Em 1972, abandonou o cinema e pouco depois começou a sofrer do mal de Altzheimer, doença que a fez sofrer de depressão e alcoolismo. Morreu em 1987, antes de completar 69 anos.

Alguns de seus filmes inesquecíveis foram: "O Sétimo Mandamento" (1962), "Salomé" (1953), "Uma Viúva em Trinidad" (1952), "Os Amores de Carmen" (1948), "Quando os Deuses Amam" (1947), "Minha Namorada Favorita" (1942), "Sangue e Areia" (1941) e "O Protegido de Papai" (1940).
Fontes: IMDB, Net-Saber, Wikipedia





Os Corruptos...



Glenn Ford, que nasceu Gwilyn Ford em Quebec, no Canadá, em 1916, começou profissionalmente no teatro, em 1935. Seus êxitos na Broadway chamaram a atenção de Hollywood e ele foi contratado pela Fox. Fez seu primeiro filme em 1939 e até 91, quando interpretou o último, participou de 85 títulos. É o que garante sua biografia oficial. São filmes pertencentes a vários gêneros - westerns, comédias, dramas, policiais, muitos deles assinados por grandes diretores e que se tornaram marcos do cinema.

Memorável cena de strip-tease de "Gilda"

Em 1958, foi eleito o maior galã hollywoodiano, com atuações consagradas no teatro e na TV. O motivo foram suas atuações magistrais em clássicos como "Gilda", de 1946, "Os Amores de Carmem", de 48, "Sementes da Violência", de 55, ou alguns bons faroestes como "Cimarron" (1960), "O Pistoleiro do Rio Vermelho" (1967) e "A Pistola do Mal" (1968).
A cena que o eternizou na memória dos fãs foi seu semblante de arrebatamento diante de Rita Hayworth, quando ela simula um strip-tease só tirando a luva, em "Gilda".
Havia algo de especial na presença cênica de Glenn Ford. Talvez fosse o sorriso franco mas um pouco tímido, de menino, que o fragilizava. Construindo sua carreira no cinema de ação - e, eventualmente, no cinema dito psicológico -, ele não tinha a força da presença dos mocinhos lendários. Glenn Ford não era durão como John Wayne e Gary Cooper ao empunhar a pistola. Também não tinha as vacilações que tornam tão dúbios os heróis de James Stewart e Randolph Scott. Era menino, um menino crescido, adulto, mas, ainda assim, com algo de infantil.
Não por acaso, seus personagens característicos são homens que lutam contra as próprias debilidades para recuperar a força que perderam (ou está ameaçada). A carreira sofreu um hiato durante a 2ª Guerra Mundial, quando Glenn Ford entrou para a Marinha. De volta a Hollywood, ele iniciou sua fase mais rica.

Casou-se três vezes e teve um filho

Casou-se três vezes (com Eleanor Powell, Kathryn Hays e Cynthia Hayward). Com Eleanor teve seu único filho, Peter. E contracenou com grandes estrelas - entre elas Rita Hayworth. Entre os filmes que interpretou estão "Gilda", de Charles Vidor, de 1946, no auge do mito de Rita como mulher fatal; "Os Corruptos" e "Desejo Humano", de Fritz Lang, de 1953 e 54; "Sementes da Violência", de Richard Brooks, de 1955; "O Irresistível Forasteiro", de George Marshall, de 1958; "Cimarron", de Anthony Mann, de 1960. 

domingo, 24 de abril de 2011

A General



Buster Keaton
4/10/1895, Piqua, EUA.
1/2/1966, Los Angeles, EUA.

Joseph Francis K. Keaton foi um cômico popular do cinema mudo. Mesmo nas situações mais constrangedoras, não se descontrolava, e por isso o público o chamava de "o homem que nunca ri". Trabalhou em filmes como Nossa Hospitalidade (1923), A General (1927) e Marujo de Encomenda (1928). Quando encenava com máquinas incontroláveis, deixava transparecer uma certa melancolia. No cinema sonoro, interpretou papéis secundários como em Crepúsculo dos Deuses (1949), de Billy Wilder, e Luzes da Ribalta, de Charles Chaplin.
Diz a tradição que o famoso mágico Harry Houdini, vendo o bebê de seis meses de seu parceiro Joseph Keaton cair da escada sem um arranhão, batizou-o de "Buster" (o destruidor). Keaton e Houdini eram donos de um teatro de "vaudeville" que se apresentava de cidade em cidade. Buster Keaton cresceu fazendo números cômicos com seus pais. Tornou-se um ator de muitos recursos e de impressionante presença cênica.

Aos 21 anos de idade, com o encerramento da carreira de seu pai, que se tornara alcoólatra, Buster Keaton rendeu-se à atração que tinha pelo cinema e mudou-se para Nova York. Lá, encontrou um antigo companheiro, o ator Roscoe "Fatty" Arbuckle, que o convidou para trabalhar com ele no filme "The Butcher Boy" (o Menino Açougueiro). A dupla cômica fez um sucesso tão grande que logo foi convidada para estrelar uma sucessão de onze comédias. Keaton passou a escrever seus próprios esquetes e trabalhar como assistente de direção nos filmes de que participava. Logo passou a escrever seus próprios filmes.

Em 1928 Keaton vendeu seu estúdio de produção para a MGM - o que ele consideraria mais tarde seu maior erro. Obrigado a adaptar-se ao esquema de produção de um grande estúdio e trabalhando como assalariado, Keaton envolveu-se com o álcool, assim como o pai.

Keaton passou a década de 1930 em relativa obscuridade, escrevendo "gags" para vários filmes, inclusive alguns dos Irmãos Marx, como "Uma Noite na Ópera" e "No Circo". Também fez aparições em filmes como "Crepúsculo dos Deuses", de 1950, e "Mundo Maluco", de 1963.

Um dos momentos mais significativos da sua carreira de ator aconteceu em 1952, quando participou do filme de Charles Chaplin "Luzes da Ribalta". Keaton e Chaplin fazem um número de dez minutos em dueto - em que dois velhos atores de "vaudeville" tentam resgatar os bons tempos.

Nos anos 1950, Keaton estreou duas séries bastante populares para TV: o "Buster Keaton Show", e o "Ao Vivo com Buster Keaton". O ator também chegou a trabalhar em comerciais de TV.

Em 1965, poucos meses antes de sua morte, Buster Keaton protagonizou o único filme realizado pelo teatrólogo Samuel Beckett, chamado simplesmente "Filme". Além de trenzinhos de brinquedo, o que mais atraía Buster Keaton era representar. Foi o que fez até 1966, quando morreu vítima de um câncer no pulmão.

Fonte: Net Saber e UOL Educação

Assista o ótimo filme “A General"


Tristeza do Jeca


Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari, Mazzaropi estréia seu primeiro filme, intitulado Sai da Frente, em 1952, rodado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde filmaria mais duas películas. Com as dificuldades financeiras da Vera Cruz, Mazzaropi faz, até 1958, mais cinco filmes por diversas produtoras. Naquele mesmo ano, vende sua casa e cria a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi). O primeiro filme da nova produtora é Chofer de Praça, que agora passa não só a produzir, mas distribuir as películas em todo o Brasil.

Em 1959 é convidado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o famoso Boni, na época da TV Excelsior de São Paulo, a fazer um programa de variedades que fica no ar até 1962. Neste mesmo ano começa a produzir um de seus filmes mais famosos, o Jeca Tatu, que vai aos cinemas no ano seguinte. Em 1961, Mazzaropi adquire uma fazenda onde inicia a construção de seu primeiro estúdio de gravação, que produzirá seu primeiro filme em cores, Tristeza do Jeca, que também será o primeiro filme veiculado na televisão pela Excelsior e a ganhar prêmios para melhor ator coadjuvante, e melhor canção.

Seis anos mais tarde, lança o filme O Corintiano, recorde de bilheteria do cinema nacional daquela temporada. Em 1972 é recebido pelo então presidente da República, o general Garrastazu Médici, ao qual pede mais apoio ao cinema brasileiro. No ano seguinte, começa a construir em Taubaté um grande estúdio cinematográfico, oficina de cenografia e um hotel para os atores e técnicos. A partir de então produz e distribui mais cinco filmes até 1979. Seu 33º filme, Maria Tomba Homem, nunca será terminado. Depois de 26 dias internado, Mazzaropi morre vítima de um câncer na medula óssea.

Em 1994 é inaugurado o Museu Mazzaropi, localizado na mesma propriedade dos antigos estúdios, recolhendo a história da carreira de um dos maiores nomes do cinema, do teatro e da televisão brasileira. Foi somente na década de 90 que a cultura brasileira começou a ver de uma outra óptica a obra de Mazzaropi, que durante sua vida sempre foi duramente atacado (ou ignorado) pela crítica e pela intelectualidade.

MAIS DA VIDA E DA FILMOGRAFIA DE AMÁCIO MAZZAROPI AQUI

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Maior Espetáculo da Terra!



Mary Leta Dorothy Slaton
(Atriz americana)
1914 – 1996

Dorothy Lamour - pseudônimo de Mary Leta Dorothy Slaton nasceu em Nova Orleans, no dia 10 de dezembro de 1914 — e faleceu em Los Angeles, no dia 22 de setembro de 1996,vítima de ataque cardíaco, foi uma atriz de cinema norte-americana.
Nascida na Louisiana, Lamour possuía o sonho de ser cantora. Foi Miss Nova Orleans no ano de 1931. Chegou a trabalhar como ascensorista até que veio a se tornar vocalista na banda de Herbie Kay, seu primeiro marido (1935). Logo se separa, dando vazão ao sonho de conquistar Hollywood: aos 22 anos consegue seu primeiro papel num filme - uma "ponta" em "The Stars Can't Be Wrong", de 1936.
Ainda neste mesmo ano participa de outra película - justamente o papel que veio a construir sua imagem - como uma "moça da selva", num filme ao estilo de Tarzan, célebre personagem de Edgar Rice Burroughs, como a selvagem Ulah, vestida em trajes mínimos e sensuais. Este papel alavancou-lhe a carreira, tornando-a por muitos anos uma das atrizes mais cobiçadas, sex-symbol do cinema norte-americano.
A partir de 36 seu nome passa a figurar dentres as divas das telas. A figura sensual, minimamente vestida para os padrões da época, despertaram a fantasia dos adolescentes de todo o mundo.
Mas não apenas nas selvas atuou Lamour: realizou sete comédias globe-trotters com a dupla Bing Crosby e Bob Hope, entre os anos de 1940 e 1962.
Sua extensa filmografia apresenta mais de sessenta filmes no cinema e, na fase final da carreira, com a idade, inúmeras aparições na televisão. Atuou até 1987, ano de seu último trabalho no cinema.
Era chamada de "a rainha do sarongue", teve dois filhos e tem duas estrelas na Calçada da Fama, uma por suas contribuições ao rádio e outra pelas contribuições ao cinema.
Também a música traz referência à sua figura sensual. O chorinho "Dorothy Lamour", de Fausto Nilo Nilo e Petrúcio Maia deixa claro que não apenas nos jovens americanos a bela atriz despertava emoções, mas por todo o mundo:
"A tua cor, o teu nome
Mentira azul
Tudo passou, teu veneno,
Teu sorriso blue
Hoje eu sou
Água-viva dos mares do sul
Não quero mais chorar
Te rever, Dorothy Lamour"

Fontes: Netsaber e Wikipedia

Road to... 100 Anos!!!


Leslie Towne Hope, o Bob Hope
(Ator e comediante britânico )
1903 - 2003
Bob nasceu em Londres, mas mudou-se para os Estados Unidos ainda criança, com a família. Começou carreira artística como dançarino e comediante de teatro. Estreou no cinema nos anos 30 com o filme Folia a Bordo. Nele, cantava Thanks for the Memory, tema que passou a identificá-lo ao longo de sua carreira. Vieram depois O Valente Treme-Treme, de 48, O Rei da Confusão, de 53, e Como Cometer Um Casamento, de 69, entre muitos outros títulos que se destacam dos 60 em filmes em que atuou. Seus principais parceiros no cinema foram os também lendários Dorothy Lamour e Bing Crosby.
Hope estrelou com Bing Crosby e Dorothy Lamour uma série de produções que ficaram conhecidas como os filmes "Road To", pois todos traziam no título original esta expressão. Foram sete filmes cômicos e aventureiros entre 1940 e 1962 que consolidaram a dupla Hope/Crosby. A lista começa com A Sereia das Ilhas (Road To Singapore), de 1940, e segue com A Tentação de Zanzibar (Road To Zanzibar), de 1941, A Sedução do Marrocos (Road To Morocco), de 42, Road To Utopia, de 46, A Caminho do Rio (Road To Rio), de 47, Road To Bali, de 52, e Dois Errados no Espaço (Road To Hong-Kong), de 62. 

Mas vários outros títulos se destacam na lista total de filmes em que Hope atuou. A maior parte de seus filmes ajudou a compor a enorme produção de comédias comerciais da Hollywood pós 2ª Guerra Mundial. Seus muitos serviços prestados ao cinema americano lhe renderam uma fortuna de US$ 200 milhões e uma marca no livro Guiness dos recordes: Bob Hope é o ator mais premiado da história. Mesmo assim, o prêmio máximo do cinema ele só ganhou de forma honorária, por cinco vezes. Hope nunca foi sequer indicado a um Oscar por sua atuação em um filme. Sua participação nas cerimônias anuais da Academia, no entanto, é histórica. Ele apresentou 18 entregas do prêmio. 

Nos anos 40, começou a atuar como comediante no front, primeiramente na Segunda Guerra. Ao mesmo tempo em que entretinha soldados, ganhou a antipatia de muitos que se opunham a intervenções americanas em países como Coréia e Vietnã. Para estes, Bob passou a representar um tipo de humor conservador e grosseiro. Bob se tornou o único civil nomeado veterano honorário das Forças Armadas. Sobre o centenário, ele disse: "estou tão velho que cancelaram meu tipo sangüíneo". O presidente dos Estados Unidos, na época, George W. Bush, comentou a morte do ator. "Hoje a nação perdeu um grande cidadão. Bob Hope serviu à nação ao ir aos campos de batalha no estrangeiro para entreter soldados de distintas gerações", disse Bush. Bob Hope faleceu aos 100 anos, em 27 de julho de 2003.
Pai de Linda, Bob era casado havia quase 70 anos com a mulher Dolores. 

Fonte: Memorial da Fama

sábado, 9 de abril de 2011

Um Dia de Cão


O aclamado diretor americano Sidney Lumet morreu sábado (9/4), aos 86 anos, em Nova York, vítima de um linfoma, informou sua enteada.
Lumet dirigiu mais de 40 filmes, incluindo clássicos como 12 Homens e uma Sentença (1957), Serpico (1973) e Um Dia de Cão (1975).
Suas obras receberam dezenas de indicações ao Oscar – como diretor ou roteirista, ele foi indicado cinco vezes. Recebeu o prêmio em caráter honorário em 2005.
Segundo o site especializado IMDB, Lumet nasceu na Filadélfia, em 1924, de pais acostumados ao showbusiness: sua mãe era dançarina, e seu pai, ator e diretor.
Na infância, Lumet participou de dezenas de peças da Broadway e, nos anos 1950, após servir o Exército americano durante a 2ª Guerra Mundial, ele se tornou diretor.
Notoriedade
Ele ganhou notoriedade já com seu primeiro filme, o drama de baixo orçamento 12 Homens e uma Sentença, que acompanhava um corpo de jurados tentando decidir o destino de um homem acusado de assassinato.
Na obra, Henry Fonda interpretava um jurado determinado a desmascarar os preconceitos de seus colegas de júri.
“Enquanto o objetivo da maioria dos filmes é entreter, eu acredito no tipo de filme que vai um passo adiante”, disse Lumet ao The New York Times. “(Esses filmes) levam o espectador a examinar uma ou outra faceta de sua própria consciência.”
Seu último filme foi Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto, de 2007.
Fonte: Site IMDB

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Mágico de Oz


Frances Ethel Gumm
10/06/1922, Grand Rapids, EUA
22/06/1969, Londres, Inglaterra, overdose acidental (?)

por Carla Marinho


Judy Garland, uma das estrelas mais brilhantes da história de Hollywood, pouco tinha a ver com as personagens de seus 36 filmes. Em Nasce uma estrela, no qual interpretou uma atriz em ascenção, talvez tenha passado perto, pelo fato de que, no filme, seu marido (James Mason) era um astro de cinema decadente e alcoólatra que descobre e se casa com uma cantora que ele ajuda a transformar em estrela.
Mas sua vida teve momentos bem mais dramáticos e trágicos do que os que viveu nas telas. Judy Garland morreu em 1969, aos 47 anos, vítima de constantes dietas, de seu alcoolismo e do vício em remédios.
10 de junho de 1969. No seu último aniversário, Judy Garland estava sozinha.  
Sua carreira no cinema já havia declinado há anos, e ela sobrevivia fazendo alguns shows. As dívidas se acumulavam aos montes, o quinto casamento ia de mal a pior.
Segundo a biografia de David Shipman (Judy Garland: A primeira biografia completa), ela ainda alimentava sonhos: queria ser uma estrela da Broadway!
Mas o tempo era curto já então. Problemas com alcoolismo, depressão que a acompanhou por toda a vida e medicamentos, fizeram com que se tornasse uma pessoa instável. Mesmo assim ela tentava. E assim foi filmada para o triste documentário “A Day in the Life of Judy Garland”, projeto do seu então marido-playboy Mickey Deans. De tão ruim que era, não houve ninguém que se interessasse pelo projeto, que chegava a mostrar algumas cenas dela bêbada e nua.
Triste sob vários aspectos, porque mostrava uma Judy que mal cabia dentro de um corpo delicado e frágil.
Judy também sofria, pelo desprezo dos filhos. Sim. Liza Minelli dera ordens expressas para que não lhe passassem mais ligações da mãe. Lorna e Joey eram ausentes.

Bebê Lyza Minnelli fazendo seus primeiros ensaios vocais no colo da mamãe Judy Garland.
Mas eles reapareceram! Sim, reapareceram quando souberam da morte da mãe. Liza teve a sensatez de pagar o funeral, e Lorna Luft lançou um livro de memórias fantasiosas onde dizia que ela cuidava da mãe a ponto de adoecer e ser tirada de sua guarda pelo bom pai Sidney Luft. O mesmo que explorou sua mãe anos antes, quando ainda era seu empresário.
De repente a mãe era amada e podia lhe render alguns trocadinhos. Os direitos de seu livro foram vendidos e viraram um filme para a TV chamado “Me and my Shadows”.
No livro/filme, Lorna relata que os filhos ligaram para a mãe no dia de seu aniversário. Juntos, sorridentes! E que ela estava bem.
Mentira. Judy morreria 12 dias depois, em um banheiro. O corpo exausto, e sem forças para lutar contra o vício que carregava há anos: remédios.
Fico a me perguntar em que determinado momento a garotinha do Kansas começou a morrer dentro dela. E ainda a vejo assim, tão pura e cheia de sonhos:
Quanto a seus filhos, cada qual tomou seu rumo. Liza tornou-se uma das maiores cantoras do nosso tempo, Joe é um obscuro fotógrafo. Lorna? Uma atriz e cantora frustrada, que vive a regravar as músicas de sua mãe.


Liza May Minnelli (Los Angeles, 12 de março de 1946) é atriz e cantora e filha do diretor Vincent Minnelli e da atriz e cantora Judy Garland. Eternizou-se no cinema como a dançarina Sally Bowles, no filme que lhe rendeu um Oscar de melhor atriz no filme Cabaret.
Fontes: Editora Record e Cinema Clássicos - http://www.cinemaclassico.com/
Caricaturas: João de Deus NETTO

domingo, 3 de abril de 2011

Cinema Brasil - Humberto Mauro

Maior que um século
por Ronaldo Werneck

Humberto Mauro, cineasta nascido na Fazenda São Sebastião, arredores de Volta Grande, Zona da Mata Mineira, em 30.04.1897. “Cinema é Cachoeira”, ele dizia. E também Cataguases, cidade onde realizou seus primeiros filmes nos anos 1920. Morreu em Volta Grande, em 04.11.1983.
Além Paraíba, Minas Gerais, outubro de 1983. Interior, noite. O velho cineasta acorda num hospital, a família grande e em volta: “Ué, eu já morri?”. Corta para Fazenda São Sebastião, 30 de abril de 1897, madrugada. O italiano Caetano Mauro viaja sempre a trabalho. Sua mulher, Thereza, grávida, fica com os pais. Parto difícil: arrancada a ferros, a criança é dada como morta. Só se cuida de Thereza, em estado grave. Quando ela se recupera, sua mãe descobre que ¬– largado numa esteira num canto da casa – seu primeiro neto está vivo. Três dias mais e a criança é batizada em Volta Grande. Chama-se Humberto, homenagem à monarquia italiana.
Cataguases, 1910. Os Mauro chegam à cidade onde Humberto vai viver nos próximos 20 anos, sendo de tudo um muito: goleiro de futebol, remador, jogador de xadrez, de sinuca, fotógrafo, radioamador, tradutor de tupi-guarani, músico, dramaturgo, ator, roteirista, montador e diretor de cinema. Humberto Mauro fará em Cataguases as melhores fitas da primeira fase do cinema brasileiro. E, no Rio de Janeiro, a partir da década de 30, grandes filmes da segunda e demais fases do nosso cinema.  
Cataguases, anos 20. Com o fotógrafo Pedro Comello – e unindo-se aos comerciantes Homero Cortes e Agenor de Barros – ele funda uma produtora, Phebo Sul America Film, mais tarde a Phebo Brasil Filme. No início, uma filmadora Pathé-Baby 9,5 mm, logo depois uma Enermann 35 mm: este o modesto maquinário usado por Humberto Mauro para implantar nos anos 20 a verdadeira indústria que vai mover o nome de Cataguases do interior para todo o país, e até mesmo para fora dele.
CONTINUE ASSISTINDO CINEMAURO