domingo, 24 de abril de 2011

A General



Buster Keaton
4/10/1895, Piqua, EUA.
1/2/1966, Los Angeles, EUA.

Joseph Francis K. Keaton foi um cômico popular do cinema mudo. Mesmo nas situações mais constrangedoras, não se descontrolava, e por isso o público o chamava de "o homem que nunca ri". Trabalhou em filmes como Nossa Hospitalidade (1923), A General (1927) e Marujo de Encomenda (1928). Quando encenava com máquinas incontroláveis, deixava transparecer uma certa melancolia. No cinema sonoro, interpretou papéis secundários como em Crepúsculo dos Deuses (1949), de Billy Wilder, e Luzes da Ribalta, de Charles Chaplin.
Diz a tradição que o famoso mágico Harry Houdini, vendo o bebê de seis meses de seu parceiro Joseph Keaton cair da escada sem um arranhão, batizou-o de "Buster" (o destruidor). Keaton e Houdini eram donos de um teatro de "vaudeville" que se apresentava de cidade em cidade. Buster Keaton cresceu fazendo números cômicos com seus pais. Tornou-se um ator de muitos recursos e de impressionante presença cênica.

Aos 21 anos de idade, com o encerramento da carreira de seu pai, que se tornara alcoólatra, Buster Keaton rendeu-se à atração que tinha pelo cinema e mudou-se para Nova York. Lá, encontrou um antigo companheiro, o ator Roscoe "Fatty" Arbuckle, que o convidou para trabalhar com ele no filme "The Butcher Boy" (o Menino Açougueiro). A dupla cômica fez um sucesso tão grande que logo foi convidada para estrelar uma sucessão de onze comédias. Keaton passou a escrever seus próprios esquetes e trabalhar como assistente de direção nos filmes de que participava. Logo passou a escrever seus próprios filmes.

Em 1928 Keaton vendeu seu estúdio de produção para a MGM - o que ele consideraria mais tarde seu maior erro. Obrigado a adaptar-se ao esquema de produção de um grande estúdio e trabalhando como assalariado, Keaton envolveu-se com o álcool, assim como o pai.

Keaton passou a década de 1930 em relativa obscuridade, escrevendo "gags" para vários filmes, inclusive alguns dos Irmãos Marx, como "Uma Noite na Ópera" e "No Circo". Também fez aparições em filmes como "Crepúsculo dos Deuses", de 1950, e "Mundo Maluco", de 1963.

Um dos momentos mais significativos da sua carreira de ator aconteceu em 1952, quando participou do filme de Charles Chaplin "Luzes da Ribalta". Keaton e Chaplin fazem um número de dez minutos em dueto - em que dois velhos atores de "vaudeville" tentam resgatar os bons tempos.

Nos anos 1950, Keaton estreou duas séries bastante populares para TV: o "Buster Keaton Show", e o "Ao Vivo com Buster Keaton". O ator também chegou a trabalhar em comerciais de TV.

Em 1965, poucos meses antes de sua morte, Buster Keaton protagonizou o único filme realizado pelo teatrólogo Samuel Beckett, chamado simplesmente "Filme". Além de trenzinhos de brinquedo, o que mais atraía Buster Keaton era representar. Foi o que fez até 1966, quando morreu vítima de um câncer no pulmão.

Fonte: Net Saber e UOL Educação

Assista o ótimo filme “A General"


Tristeza do Jeca


Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari, Mazzaropi estréia seu primeiro filme, intitulado Sai da Frente, em 1952, rodado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde filmaria mais duas películas. Com as dificuldades financeiras da Vera Cruz, Mazzaropi faz, até 1958, mais cinco filmes por diversas produtoras. Naquele mesmo ano, vende sua casa e cria a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi). O primeiro filme da nova produtora é Chofer de Praça, que agora passa não só a produzir, mas distribuir as películas em todo o Brasil.

Em 1959 é convidado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o famoso Boni, na época da TV Excelsior de São Paulo, a fazer um programa de variedades que fica no ar até 1962. Neste mesmo ano começa a produzir um de seus filmes mais famosos, o Jeca Tatu, que vai aos cinemas no ano seguinte. Em 1961, Mazzaropi adquire uma fazenda onde inicia a construção de seu primeiro estúdio de gravação, que produzirá seu primeiro filme em cores, Tristeza do Jeca, que também será o primeiro filme veiculado na televisão pela Excelsior e a ganhar prêmios para melhor ator coadjuvante, e melhor canção.

Seis anos mais tarde, lança o filme O Corintiano, recorde de bilheteria do cinema nacional daquela temporada. Em 1972 é recebido pelo então presidente da República, o general Garrastazu Médici, ao qual pede mais apoio ao cinema brasileiro. No ano seguinte, começa a construir em Taubaté um grande estúdio cinematográfico, oficina de cenografia e um hotel para os atores e técnicos. A partir de então produz e distribui mais cinco filmes até 1979. Seu 33º filme, Maria Tomba Homem, nunca será terminado. Depois de 26 dias internado, Mazzaropi morre vítima de um câncer na medula óssea.

Em 1994 é inaugurado o Museu Mazzaropi, localizado na mesma propriedade dos antigos estúdios, recolhendo a história da carreira de um dos maiores nomes do cinema, do teatro e da televisão brasileira. Foi somente na década de 90 que a cultura brasileira começou a ver de uma outra óptica a obra de Mazzaropi, que durante sua vida sempre foi duramente atacado (ou ignorado) pela crítica e pela intelectualidade.

MAIS DA VIDA E DA FILMOGRAFIA DE AMÁCIO MAZZAROPI AQUI

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Maior Espetáculo da Terra!



Mary Leta Dorothy Slaton
(Atriz americana)
1914 – 1996

Dorothy Lamour - pseudônimo de Mary Leta Dorothy Slaton nasceu em Nova Orleans, no dia 10 de dezembro de 1914 — e faleceu em Los Angeles, no dia 22 de setembro de 1996,vítima de ataque cardíaco, foi uma atriz de cinema norte-americana.
Nascida na Louisiana, Lamour possuía o sonho de ser cantora. Foi Miss Nova Orleans no ano de 1931. Chegou a trabalhar como ascensorista até que veio a se tornar vocalista na banda de Herbie Kay, seu primeiro marido (1935). Logo se separa, dando vazão ao sonho de conquistar Hollywood: aos 22 anos consegue seu primeiro papel num filme - uma "ponta" em "The Stars Can't Be Wrong", de 1936.
Ainda neste mesmo ano participa de outra película - justamente o papel que veio a construir sua imagem - como uma "moça da selva", num filme ao estilo de Tarzan, célebre personagem de Edgar Rice Burroughs, como a selvagem Ulah, vestida em trajes mínimos e sensuais. Este papel alavancou-lhe a carreira, tornando-a por muitos anos uma das atrizes mais cobiçadas, sex-symbol do cinema norte-americano.
A partir de 36 seu nome passa a figurar dentres as divas das telas. A figura sensual, minimamente vestida para os padrões da época, despertaram a fantasia dos adolescentes de todo o mundo.
Mas não apenas nas selvas atuou Lamour: realizou sete comédias globe-trotters com a dupla Bing Crosby e Bob Hope, entre os anos de 1940 e 1962.
Sua extensa filmografia apresenta mais de sessenta filmes no cinema e, na fase final da carreira, com a idade, inúmeras aparições na televisão. Atuou até 1987, ano de seu último trabalho no cinema.
Era chamada de "a rainha do sarongue", teve dois filhos e tem duas estrelas na Calçada da Fama, uma por suas contribuições ao rádio e outra pelas contribuições ao cinema.
Também a música traz referência à sua figura sensual. O chorinho "Dorothy Lamour", de Fausto Nilo Nilo e Petrúcio Maia deixa claro que não apenas nos jovens americanos a bela atriz despertava emoções, mas por todo o mundo:
"A tua cor, o teu nome
Mentira azul
Tudo passou, teu veneno,
Teu sorriso blue
Hoje eu sou
Água-viva dos mares do sul
Não quero mais chorar
Te rever, Dorothy Lamour"

Fontes: Netsaber e Wikipedia

Road to... 100 Anos!!!


Leslie Towne Hope, o Bob Hope
(Ator e comediante britânico )
1903 - 2003
Bob nasceu em Londres, mas mudou-se para os Estados Unidos ainda criança, com a família. Começou carreira artística como dançarino e comediante de teatro. Estreou no cinema nos anos 30 com o filme Folia a Bordo. Nele, cantava Thanks for the Memory, tema que passou a identificá-lo ao longo de sua carreira. Vieram depois O Valente Treme-Treme, de 48, O Rei da Confusão, de 53, e Como Cometer Um Casamento, de 69, entre muitos outros títulos que se destacam dos 60 em filmes em que atuou. Seus principais parceiros no cinema foram os também lendários Dorothy Lamour e Bing Crosby.
Hope estrelou com Bing Crosby e Dorothy Lamour uma série de produções que ficaram conhecidas como os filmes "Road To", pois todos traziam no título original esta expressão. Foram sete filmes cômicos e aventureiros entre 1940 e 1962 que consolidaram a dupla Hope/Crosby. A lista começa com A Sereia das Ilhas (Road To Singapore), de 1940, e segue com A Tentação de Zanzibar (Road To Zanzibar), de 1941, A Sedução do Marrocos (Road To Morocco), de 42, Road To Utopia, de 46, A Caminho do Rio (Road To Rio), de 47, Road To Bali, de 52, e Dois Errados no Espaço (Road To Hong-Kong), de 62. 

Mas vários outros títulos se destacam na lista total de filmes em que Hope atuou. A maior parte de seus filmes ajudou a compor a enorme produção de comédias comerciais da Hollywood pós 2ª Guerra Mundial. Seus muitos serviços prestados ao cinema americano lhe renderam uma fortuna de US$ 200 milhões e uma marca no livro Guiness dos recordes: Bob Hope é o ator mais premiado da história. Mesmo assim, o prêmio máximo do cinema ele só ganhou de forma honorária, por cinco vezes. Hope nunca foi sequer indicado a um Oscar por sua atuação em um filme. Sua participação nas cerimônias anuais da Academia, no entanto, é histórica. Ele apresentou 18 entregas do prêmio. 

Nos anos 40, começou a atuar como comediante no front, primeiramente na Segunda Guerra. Ao mesmo tempo em que entretinha soldados, ganhou a antipatia de muitos que se opunham a intervenções americanas em países como Coréia e Vietnã. Para estes, Bob passou a representar um tipo de humor conservador e grosseiro. Bob se tornou o único civil nomeado veterano honorário das Forças Armadas. Sobre o centenário, ele disse: "estou tão velho que cancelaram meu tipo sangüíneo". O presidente dos Estados Unidos, na época, George W. Bush, comentou a morte do ator. "Hoje a nação perdeu um grande cidadão. Bob Hope serviu à nação ao ir aos campos de batalha no estrangeiro para entreter soldados de distintas gerações", disse Bush. Bob Hope faleceu aos 100 anos, em 27 de julho de 2003.
Pai de Linda, Bob era casado havia quase 70 anos com a mulher Dolores. 

Fonte: Memorial da Fama

sábado, 9 de abril de 2011

Um Dia de Cão


O aclamado diretor americano Sidney Lumet morreu sábado (9/4), aos 86 anos, em Nova York, vítima de um linfoma, informou sua enteada.
Lumet dirigiu mais de 40 filmes, incluindo clássicos como 12 Homens e uma Sentença (1957), Serpico (1973) e Um Dia de Cão (1975).
Suas obras receberam dezenas de indicações ao Oscar – como diretor ou roteirista, ele foi indicado cinco vezes. Recebeu o prêmio em caráter honorário em 2005.
Segundo o site especializado IMDB, Lumet nasceu na Filadélfia, em 1924, de pais acostumados ao showbusiness: sua mãe era dançarina, e seu pai, ator e diretor.
Na infância, Lumet participou de dezenas de peças da Broadway e, nos anos 1950, após servir o Exército americano durante a 2ª Guerra Mundial, ele se tornou diretor.
Notoriedade
Ele ganhou notoriedade já com seu primeiro filme, o drama de baixo orçamento 12 Homens e uma Sentença, que acompanhava um corpo de jurados tentando decidir o destino de um homem acusado de assassinato.
Na obra, Henry Fonda interpretava um jurado determinado a desmascarar os preconceitos de seus colegas de júri.
“Enquanto o objetivo da maioria dos filmes é entreter, eu acredito no tipo de filme que vai um passo adiante”, disse Lumet ao The New York Times. “(Esses filmes) levam o espectador a examinar uma ou outra faceta de sua própria consciência.”
Seu último filme foi Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto, de 2007.
Fonte: Site IMDB

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Mágico de Oz


Frances Ethel Gumm
10/06/1922, Grand Rapids, EUA
22/06/1969, Londres, Inglaterra, overdose acidental (?)

por Carla Marinho


Judy Garland, uma das estrelas mais brilhantes da história de Hollywood, pouco tinha a ver com as personagens de seus 36 filmes. Em Nasce uma estrela, no qual interpretou uma atriz em ascenção, talvez tenha passado perto, pelo fato de que, no filme, seu marido (James Mason) era um astro de cinema decadente e alcoólatra que descobre e se casa com uma cantora que ele ajuda a transformar em estrela.
Mas sua vida teve momentos bem mais dramáticos e trágicos do que os que viveu nas telas. Judy Garland morreu em 1969, aos 47 anos, vítima de constantes dietas, de seu alcoolismo e do vício em remédios.
10 de junho de 1969. No seu último aniversário, Judy Garland estava sozinha.  
Sua carreira no cinema já havia declinado há anos, e ela sobrevivia fazendo alguns shows. As dívidas se acumulavam aos montes, o quinto casamento ia de mal a pior.
Segundo a biografia de David Shipman (Judy Garland: A primeira biografia completa), ela ainda alimentava sonhos: queria ser uma estrela da Broadway!
Mas o tempo era curto já então. Problemas com alcoolismo, depressão que a acompanhou por toda a vida e medicamentos, fizeram com que se tornasse uma pessoa instável. Mesmo assim ela tentava. E assim foi filmada para o triste documentário “A Day in the Life of Judy Garland”, projeto do seu então marido-playboy Mickey Deans. De tão ruim que era, não houve ninguém que se interessasse pelo projeto, que chegava a mostrar algumas cenas dela bêbada e nua.
Triste sob vários aspectos, porque mostrava uma Judy que mal cabia dentro de um corpo delicado e frágil.
Judy também sofria, pelo desprezo dos filhos. Sim. Liza Minelli dera ordens expressas para que não lhe passassem mais ligações da mãe. Lorna e Joey eram ausentes.

Bebê Lyza Minnelli fazendo seus primeiros ensaios vocais no colo da mamãe Judy Garland.
Mas eles reapareceram! Sim, reapareceram quando souberam da morte da mãe. Liza teve a sensatez de pagar o funeral, e Lorna Luft lançou um livro de memórias fantasiosas onde dizia que ela cuidava da mãe a ponto de adoecer e ser tirada de sua guarda pelo bom pai Sidney Luft. O mesmo que explorou sua mãe anos antes, quando ainda era seu empresário.
De repente a mãe era amada e podia lhe render alguns trocadinhos. Os direitos de seu livro foram vendidos e viraram um filme para a TV chamado “Me and my Shadows”.
No livro/filme, Lorna relata que os filhos ligaram para a mãe no dia de seu aniversário. Juntos, sorridentes! E que ela estava bem.
Mentira. Judy morreria 12 dias depois, em um banheiro. O corpo exausto, e sem forças para lutar contra o vício que carregava há anos: remédios.
Fico a me perguntar em que determinado momento a garotinha do Kansas começou a morrer dentro dela. E ainda a vejo assim, tão pura e cheia de sonhos:
Quanto a seus filhos, cada qual tomou seu rumo. Liza tornou-se uma das maiores cantoras do nosso tempo, Joe é um obscuro fotógrafo. Lorna? Uma atriz e cantora frustrada, que vive a regravar as músicas de sua mãe.


Liza May Minnelli (Los Angeles, 12 de março de 1946) é atriz e cantora e filha do diretor Vincent Minnelli e da atriz e cantora Judy Garland. Eternizou-se no cinema como a dançarina Sally Bowles, no filme que lhe rendeu um Oscar de melhor atriz no filme Cabaret.
Fontes: Editora Record e Cinema Clássicos - http://www.cinemaclassico.com/
Caricaturas: João de Deus NETTO

domingo, 3 de abril de 2011

Cinema Brasil - Humberto Mauro

Maior que um século
por Ronaldo Werneck

Humberto Mauro, cineasta nascido na Fazenda São Sebastião, arredores de Volta Grande, Zona da Mata Mineira, em 30.04.1897. “Cinema é Cachoeira”, ele dizia. E também Cataguases, cidade onde realizou seus primeiros filmes nos anos 1920. Morreu em Volta Grande, em 04.11.1983.
Além Paraíba, Minas Gerais, outubro de 1983. Interior, noite. O velho cineasta acorda num hospital, a família grande e em volta: “Ué, eu já morri?”. Corta para Fazenda São Sebastião, 30 de abril de 1897, madrugada. O italiano Caetano Mauro viaja sempre a trabalho. Sua mulher, Thereza, grávida, fica com os pais. Parto difícil: arrancada a ferros, a criança é dada como morta. Só se cuida de Thereza, em estado grave. Quando ela se recupera, sua mãe descobre que ¬– largado numa esteira num canto da casa – seu primeiro neto está vivo. Três dias mais e a criança é batizada em Volta Grande. Chama-se Humberto, homenagem à monarquia italiana.
Cataguases, 1910. Os Mauro chegam à cidade onde Humberto vai viver nos próximos 20 anos, sendo de tudo um muito: goleiro de futebol, remador, jogador de xadrez, de sinuca, fotógrafo, radioamador, tradutor de tupi-guarani, músico, dramaturgo, ator, roteirista, montador e diretor de cinema. Humberto Mauro fará em Cataguases as melhores fitas da primeira fase do cinema brasileiro. E, no Rio de Janeiro, a partir da década de 30, grandes filmes da segunda e demais fases do nosso cinema.  
Cataguases, anos 20. Com o fotógrafo Pedro Comello – e unindo-se aos comerciantes Homero Cortes e Agenor de Barros – ele funda uma produtora, Phebo Sul America Film, mais tarde a Phebo Brasil Filme. No início, uma filmadora Pathé-Baby 9,5 mm, logo depois uma Enermann 35 mm: este o modesto maquinário usado por Humberto Mauro para implantar nos anos 20 a verdadeira indústria que vai mover o nome de Cataguases do interior para todo o país, e até mesmo para fora dele.
CONTINUE ASSISTINDO CINEMAURO

quarta-feira, 23 de março de 2011

Cleópatra...

(clique para ampliar)
Elizabeth Taylor(Atriz americana)
27-2-1932, Londres (UK)
23-3-2011, Los Angeles (EUA)
Sexo, escândalos, corrupção e fama: a diva
Elizabeth Taylor e os bastidores de 'Cleópatra', o filme de
35 milhões de dólares que pode quebrar a Fox.
(Outubro de 1962)

“O comentado namoro entre os protagonistas da película pode até atiçar a curiosidade do público e amenizar o desastre financeiro de Cleópatra quando o filme enfim chegar aos cinemas. Mas a verdade é que o caso amoroso entre a inglesa Taylor, de 30 anos, em seu terceiro casamento e mãe de três filhos, e o galês Burton, de 36, também casado e pai de duas filhas, foi uma das razões para o fiasco das filmagens. Desde o dia 22 de janeiro, quando se encontraram pela primeira vez no estúdio italiano – Burton de ressaca, Liz louca para cuidar dele –, a atração entre os dois foi evidente para todos (inclusive para o marido da atriz, o crooner Eddie Fisher, sempre junto dela no set). O flerte tornou-se o grande assunto das colunas de fofocas nas revistas e jornais americanos. Quando a coisa esquentou para valer, a produção praticamente parou. Burton, que já era um sujeito movido a elevados teores etílicos, passou a beber ainda mais para afogar a culpa pelo adultério. Abatido, prometia voltar para a mulher, Sybil, mas sempre acabava desistindo, hipnotizado pelos olhos azul-violeta da inglesinha. Liz, por sua vez, repetia uma mesma rotina: ignorava o marido para ficar com Burton e depois, arrependida, implorava por uma reconciliação. Fontes ligadas à produção dizem que ela chegou a tentar o suicídio depois de uma briga. Recentemente, porém, o casal parece ter superado seus remorsos. Ao notar que o namoro fascinava e até divertia o público, o par problemático assumiu de vez o relacionamento, abandonando os respectivos cônjuges”.

Fonte: Variety

Liz Taylor representou o glamour de Hollywood com a sua interpretação de Cleópatra no monumental filme de mesmo título (1963), que punha em cena a sua beleza imaculada e que a tornou uma das atrizes mais solicitadas da época. Sua vida privada, repleta de escândalos, despertou sempre grande curiosidade, com destaque para os seus dois casamentos frustrados com Richard Burton que, como ator, com ela contracenara em Cleópatra e em A Megera Domada (1967). Após a morte de Rock Hudson, que havia trabalhado com Elizabeth em Assim Caminha a Humanidade (1955), abraçou a causa da luta contra a Aids. Em 1993, foi premiada com um Oscar honorário. Já havia recebido a estatueta em 1960 por sua interpretação em Disque Butterfield 8 (O Número do Amor) e, em 1965, por Quem Tem Medo de Virginia Woolf?. Taylor, que ultimamente não tem sido pródiga em suas aparições no cinema (A Maldição do Espelho, 1980, ou O Jovem Toscanini, 1988), publicou suas memórias em 1988.


quinta-feira, 10 de março de 2011

Paixão dos Fortes...

*16-10-1923 - Dallas, EUA
+10-04-1965 - Chicago, EUA

Linda Darnell, nome artístico de Monetta Eloyse Darnell, nasceu em Dallas, Texas, no dia 16 de outubro de 1923, e foi modelo desde os 11 anos, estreando no teatro aos 13 anos. Foi descoberta por um caçador de talentos de Hollywood, e aos 15 anos assinou um contrato com a 20th Century Fox, passando a fazer vários papéis coadjuvantes a partir de então. Fez seu primeiro filme, 'Hotel for Women', em 1939, trabalhando a seguir em 'A Marca do Zorro' (1940), 'Sangue e Areia' (1941), 'Concerto Macabro' (1945) e 'Paixão dos Fortes' (1946). Em 1943, ele interpretou, não-creditada, a Virgem Maria no filme 'A Canção de Bernadete'.

Em 1947, Darnell foi a vencedora para o papel principal no filme 'Entre o Amor e o Pecado', baseado em um romance que havia sido denunciado como imoral para a época. A personagem, Amber, que era assim chamada devido à sua cor, foi o único filme em que Darnell – normalmente conhecida pela sua aparência latina, aparecia com os cabelos vermelhos. A publicidade da época comparou o romance 'Entre o Amor e o Pecado' com '...E o Vento Levou'. A procura da atriz para o papel de Amber, uma bela mulher que usa os homens para enriquecer, na Inglaterra do século XVII, foi inspirada pelo extenso processo da escolha de Vivien Leigh para o papel de Scarlett O'Hara. Mas o filme não correspondeu à grande expectativa que era feita em torno de sua produção.

No ano seguinte, Darnell interpretou Daphne de Carter na comédia de Preston Sturges, 'Odeio-te, Meu Amor' (1948), também estrelado por Rex Harrison, e intepretou uma das três esposas em 'Quem é o Infiel?' (1949). A partir de então, sua carreira começou a declinar e, aparte o papel ao lado de Richard Widmark e Sidney Poitier em 'O Ódio É Cego' (1950), seus filmes posteriores raramente foram reconhecidos, e seus papéis cada vez mais esporádicos. Alguns fatores do declínio da atriz foram o alcoolismo e o ganho de peso. Seu último trabalho foi em uma peça produzida em Atlanta, em 1965.

Darnell foi casada com o cameraman J. Peverell Marley de 1943 a 1952, com Philip Leibmann de 1954 a 1955, e com o piloto Merle Roy Robertson de 1957 a 1963. Darnell e seu primeiro marido adotaram uma filha, Charlotte Mildred "Lola" Marley, que foi a única filha da atriz. Darnell morreu em 10 de abril de 1965, aos 41 anos, devido à queimaduras que tivera em um incêndio numa casa, onde estava com amigos, preparando-se para um papel numa peça em Chicago. Seu filme de 1940, 'Estrela Luminosa', havia passado na televisão na noite do incêndio, e aventou-se a possibilidade de ela ter deixado o cinzeiro cair enquanto assistia o filme.

De Pernas pro Ar...


* Santa Fé, Argentina (01/08/1925)
+ Rio de Janeiro, RJ (15/04/2008)

Quem não se lembra de Renata Fronzi, que ao lado de Zeloni, Jô Soares, Golias, Cidinha Campos comandavam a inesquecível "Família Trapo"?

Renata Mirra Ana Maria Fronzi Ladeira era filha e neta de artistas de teatro e nasceu em uma excursão, quando os pais estavam na província de Santa Fé, Argentina.

Renata Fronzi começou sua vida artística estudando balé no Teatro Municipal de São Paulo. Na mesma cidade estudou no famoso colégio italiano Dante Alighieri.

A família de Renata Fronzi mudou-se para a cidade de Santos. Forte e atlética, Renata começou a fazer natação. Na época, há participava de algumas peças teatrais montadas por seu pai. Aos 15 anos de idade, conheceu Heitor de Andrade, que era de Rádio e depois da Televisão Tupi.

Renata Fronzi estreou profissionalmente na Companhia de Eva Todor, na peça “Sol de Primavera”, em 1940. Logo, a família de Renata se transferiu para o Rio de Janeiro, a convite do famoso Walter Pinto. Na Companhia de Revista, Renata cantava, fazia esquetes e dançava, tornando-se a estrela da companhia.

Ela estava excursionando com a Companhia, em Buenos Farias, quando seu pai faleceu. Renata voltou para o Rio de Janeiro, onde conheceu o grande amor de sua vida, o locutor Cesar Ladeira, com quem se casou e teve dois filhos.

Renata Fronzi tornou-se conhecida na televisão como a personagem Helena, do seriado Família Trapo, da TV Record, onde atuou com Jô Soares, Ronald Golias, Otello Zeloni, Cidinha Campos e Renato Corte Real. O programa foi ao ar de 1967 e 1971.

Depois, já na TV Globo, Renata Fronzi fez os programas humorísticos “Faça Humor, Não Faça Guerra” e “Chico City”, programa de Chico Anysio, além de participar de novelas.
Participou, ainda, de “Bronco”, outro seriado de humor, em São Paulo, ao lado de Ronald Golias.

No cinema, Renata Fronzi participou de mais de 30 filmes, dentre os quais “Treze Cadeiras”, com Oscarito, “Carnaval em Lá Maior”, “Guerra no Samba”, “De Pernas pro Ar”, “Hoje o Galo Sou Eu”, “Vai que é Mole”, “Quero Essa Mulher Assim Mesmo”, “Assim era a Atlântica”.

Os últimos trabalhos de Renata Fronzi no cinema foram os filmes "Copacabana" (2001), de Carla Camurati, e "Coisa de Mulher" (2005), de Eliana Fonseca.

Renata Fronzi morreu no Rio de Janeiro no dia 15 de abril de 2008, aos 82 anos, de falência múltipla dos órgãos em decorrência de diabetes.

Segredo da Múmia...


10-12-1923, Rio de Janeiro, RJ
3-10-1993, Rio de Janeiro, RJ
(Ator Brasileiro)

Adilson Marcelino
Pra quem não sabe Wilson Grey, ou, Wilson Chaves, é o ator que mais fez filmes no Brasil, aparecendo em mais de 200 longas. Nasceu em 10 de dezembro de 1923. Teve a vontade de ser ator desde cedo. Outro formado pela universidade da vida, teve diversas profissões antes de ingressar na carreira artística como anotador do jogo do bicho e até entregador de refeição de prostitutas. Ingressou no cinema pelas chanchadas cariocas trabalhando com todos os diretores importantes do período (Carlos Manga, José Carlos Burle) e com todos os grandes cômicos da época (Oscarito, Grande Othelo, Ankito). Sempre fez pontas.

Esteve presente em dezenas de filmes policiais cariocas, como no clássico “Assalto ao Trem Pagador”, “Mineirinho Vivo ou Morto” ou o lendário “Sete Homens Vivos ou Mortos” do gênio Leogivildo Cordeiro, vulgo Radar. Este filme Grey considerou sua melhor performance.

Trabalhou com diretores cinema novistas (como Nelson Pereira dos Santos, Arnaldo Jabor, Carlos Diegues,) e principalmente do Cinema Marginal (Rogério Sganzerla, Júlio Bressane e Ivan Cardoso). Para essa geração, era considerado um dos maiores atores do cinema brasileiro. Foi Ivan, que deu a Grey pela primeira vez a chance de ser protagonista em “As Sete Vampiras”, pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília. Por “A Dança dos Bonecos” de Helvécio Ratton, recebeu o mesmo prêmio em Gramado.

Mesmo assim, nunca teve nenhum tipo de preconceito, participando de dezenas de pornochanchadas e filmes populares de toda a espécie.

Teve longa parceria com diretores como Hugo Carvana e mesmo em filmes dos comediantes Trapalhões. Raros foram os atores que se dedicaram mais integralmente ao cinema do que a qualquer outra arte. Grey foi um deles.

Sempre fez papéis como de ajudante de bandido, bicheiro, camelô, barbeiro, cientista, garçon, vizinho chato, entre outros. Mesmo em papéis pequenos, deixou milhares de atuações extraordinárias e que roubam a cena.

Participou de algumas novelas e de alguns programas humorísticos, mas se firmou mesmo no cinema, veículo para o qual nasceu, viveu e deu sua vida. Se a cinematografia nacional tem um gigante, WG com certeza é um deles.

Deixo aqui um pouquinho do que significa pra mim, pessoas da grandeza desse homem extraordinário. Eu não me apaixonaria pelo cinema nacional, não existia a própria Zingu! se não existissem pessoas da altura e da grandeza de um Wilson Grey. Se ele não está no céu, pra mim é obvio que nem existe céu.
@@@@@@@
Adilson Marcelino tem paixão pelo cinema nacional em geral e acredita piamente na máxima atribuída a Paulo Emílio Salles Gomes, de que o pior filme brasileiro nos diz mais que o melhor estrangeiro. Chamado por um grupo de jornalistas como o Super Adilson do Cinema Brasileiro, é graduado em Letras e em Jornalismo. Trabalha com cinema desde 1991: foi bilheteiro, gerente, assessor de imprensa, programador, redator e apresentador de programa de rádio. É pesquisador, editor do site Mulheres do Cinema Brasileiro – premiado com o troféu Quepe do Comodoro, outorgado pelo Carlão Reichenbach -, e do blog Insensatez. É o atual Editor-Chefe da Zingu!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Macunaíma...

Grande Otelo
18 /08/1915, Uberlândia, (MG) Brasil
26/11/1993
, Paris, França
Sebastião Bernardes de Sousa Prata era o nome verdadeiro de Grande Otelo, um grande ator com uma vida marcada pela superação de tragédias. Seu pai morreu esfaqueado e sua mãe era uma cozinheira que não largava o copo de cachaça. Sebastião fugiu com uma Companhia de teatro mambembe que passava por Uberlândia e foi adotado pela diretora do grupo, Abigail Parecis, que o levou para São Paulo.

Mas ele fugiu de novo e, após várias entradas e saídas do Juizado de Menores, foi adotado pela família de Antonio de Queiroz, um político influente. A mulher de Queiroz, Dona Eugênia, tinha ido ao Juizado para conseguir uma ajudante na cozinha. Mas foi convencida a levar para casa o menino que sabia declamar, dançar e fazer graça.

Sebastião estudou no Colégio Sagrado Coração de Jesus, onde cursou até a terceira série ginasial. Nos anos 20, integrou a Companhia Negra de Revistas, cujo maestro era Pixinguinha. Em 1932, entrou para a Companhia Jardel Jércolis, pai de Jardel Filho e um dos pioneiros do teatro de revista. Ganhou o apelido de pequeno Otelo, mas ele preferiu "The Great Otelo". Depois traduziu para o português, virando o Grande Otelo.

O ator passou pelos palcos dos cassinos, dos grandes shows e do teatro. Trabalhou no cinema em "Futebol e Família" (1939) e "Laranja da China" (1940), e em 1943 fez seu primeiro filme pela Atlântida: "Moleque Tião". Junto com Oscarito, participou de mais de dez chanchadas como "Carnaval no Fogo", "Aviso aos Navegantes" e "Matar ou Correr". Em 1942, participou de "It's all true", filme realizado por Orson Welles no Brasil.

Outra tragédia viria a abalar a vida de Otelo nessa época: sua mulher matou o filho do casal, de seis anos de idade antes de se suicidar.

Em 1969, fez "Macunaíma", sendo inesquecível a cena de seu nascimento. Como ator dramático, marcou presença em vários filmes, dentre os quais "Lúcio Flávio - Passageiro da Agonia" e 'Rio, Zona Norte". Em "Fitzcarraldo" (1982), do alemão Werner Herzog, filmado na selva do Peru, Otelo precisava fazer uma cena em inglês, mas resolveu falar espanhol. Quando o filme estreou na Alemanha, aquela foi a única cena aplaudida pelo público.

Em 1993, Grande Otelo morreu de enfarte ao desembarcar na França, onde receberia uma homenagem no Festival de Nantes.

Matar ou Correr...

Oscarito
16 /08/1906, Málaga, Espanha
04 /08/1970
, Rio de Janeiro (RJ)
Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Tereza Dias era filho de atores circenses. O pai era alemão, a mãe portuguesa. Oscarito nasceu na Espanha, mas com um ano de idade veio para o Brasil. Estreou aos cinco anos no circo, no papel de índio, numa adaptação de "O Guarani" de José de Alencar. Trabalhou como violinista, palhaço, acrobata e trapezista, antes de fazer sucesso como ator.
Em 1932, época do teatro de revista, Oscarito foi convidado por Alfredo Breda, a satirizar o presidente Getúlio Vargas em "Calma, Gegê", no Rio de Janeiro. Em 1935 estreou no cinema em "Noites cariocas", junto a Grande Otelo, com quem faria dupla em 34 chanchadas do estúdio da Atlântida, entre as quais "É com este que eu vou", "Três vagabundos", "E o mundo se diverte", "Carnaval de fogo" e "Aviso aos navegantes".

Seus filmes mais expressivos foram dirigidos por Carlos Manga: "Nem Sansão nem Dalila", "O Homem do Sputnik", "De vento em Popa" e "Matar ou Correr" (uma paródia de um sucesso de Hollywood). Após vê-lo imitando Rita Hayworth no papel de Gilda, o humorista americano Bob Hope convidou Oscarito para filmar nos Estados Unidos, mas ele recusou, com medo do fracasso. Na televisão não alcançou o mesmo sucesso do cinema.

Casado com Margot Louro, também de família circense, teve dois filhos. Faleceu aos 64 anos.

Marido de Mulher Boa...

Zé Trindade

Humorista e poeta. Milton da Silva Bittencourt nasceu em Salvador no dia 18 de abril de 1915. Sua infância não foi das melhores. O pai, um boêmio deserdado por abastada família porque casara com uma moça pobre de apenas 13 anos, morreu cedo, vítima de tuberculose. Sozinha, Esther, quase uma menina, passou grandes dificuldades para sustentar o filho. Nessa época o garoto Milton passou fome em Salvador. Foi quando arranjou emprego no melhor hotel da cidade. Começou a trabalhar aos 11 anos de idade como office-boy e ascensorista de um hotel em Salvador. Com 13 anos, já frequentava cabarés e tinha amantes. No hotel, contando piadas, fazendo trovas num grupo em que pontificavam Dorival Caymmi e Jorge Amado, o baiano Milton da Silva Bittencourt acabou ganhando um programa de rádio e tendo de trocar de nome para não chocar os conservadores da família com seu humor.
No Rio de Janeiro atuou nas rádios Clube do Brasil, Mayrink Veiga e Nacional. Durante quinze anos seguidos, a Rádio Mayrink Veiga, celeiro dos grandes nomes do humorismo brasileiro, concedeu-lhe o prêmio de Melhor Cômico. No rádio ele criou bordões como “Com licença da má palavra”, “É lamentável”, “O negócio é experimentar” que eram repetidos nas ruas. Ele inventava expressões que logo passava a fazer parte do vocabulário nacional. Uma delas virou título de um de seus filmes: Mulheres, Cheguei. Ele viveu a fase áurea da Rádio Mayrink Veiga nos programas humorísticos Vai de Valsa, A Cidade se Diverte, Este Norte é de Morte e Alegria de Rua, entre outros, programas com ‘scripts’ de Chico Anísio, Haroldo de Andrade e Antônio Maria. Nos anos 80 ele continuava a gravar quadros para o programa A Impecável Maré Mansa, com que a Rádio Tupi carioca atendia a sua assídua platéia de nordestinos. O comediante Zé Trindade ficou famoso com o bordão “Meu negócio é mulher”, que sempre dizia em tom enfático. Ele criou o homem mulherengo e paquerador, a imagem profissional de bom malandro que a cada filme ia ganhando beijos das mais lindas mulheres do elenco.

Zé fez sucesso nos anos 50 e 60, quando interpretou tipos cômicos e mulherengos em 35 filmes, na maioria produzidos pela Atlântida e pela Herbert Richers. No cinema, sete entre dez chanchadas produzidas por Herbert Richers ou pela Atlântida levavam seu nome no elenco. Na televisão, integrou os elencos da Tupi e da Globo, participando durante oito anos do programa Balança mas Não Cai. Zé Trindade faleceu no Rio de Janeiro no dia 03 maio de 1990, aos 75 anos, vítima de câncer nos pulmões. Foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tarzan, O Filho da Selva...


Johnny Weissmuller
(Esportista e ator americano)
2-6-1904, Freidorf (atual Romênia)
20-1-1984, Acapulco, México
Weissmuller ganhou três medalhas nos Jogos Olímpicos realizados em Paris em 1924, nas distâncias de 100 m, 400 m e revezamento 4x200 m. Nas Olimpíadas de Amsterdã de 1928, voltou a vencer nos 100m e nos revezamentos. Entre 1922 e 1928, obteve 67 recordes mundiais e foi o primeiro nadador a cobrir os 100 m livres em menos de um minuto. Ao terminar a carreira esportiva, mudou-se para Hollywood onde, a partir de 1932, rodou mais de 30 filmes, em 19 dos quais interpretou o personagem Tarzan.

Em 1934 imortalizou no cinema o famoso personagem Tarzan. O cinema transformou Tarzan, já conhecido através dos romances de Edgar Rice Burroughs, em mito conhecido universalmente e Weissmuller fez doze filmes como o homem macaco, celebrizando o famoso e estilizado grito do personagem.

Depois de Tarzan, ele interpretou com sucesso o personagem Jim das Selvas na série do mesmo nome, feita para a Columbia entre 1948  e 1955. Foram dezesseis filmes ao todo. Em 1955, a série transferiu-se para a TV, tendo sido feitos vinte e seis episódios. Já envelhecido e obeso, Weissmuller tentava dar vida a um personagem atlético e aventureiro, calcado na legendária figura de Tarzan. Esse final melancólico marcou sua despedida das câmaras, tendo retornado apenas em pequenos papéis em dois filmes na década de 1970.
Aposentou-se em 1965  e no ano seguinte juntou-se aos ex-Tarzans Jock Mahoney e James Pierce para a campanha publicitária de lançamento da série de TV Tarzan, estrelada por Ron Ely. Em 1967, sua imagem foi imortalizada na capa do LP Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.
Morreu vítima de um edema pulmonar em Acapulco no México, onde vivia com a sexta esposa há sete anos para se recuperar de uma trombose.

Tarzan e a Escrava...


Lex Barker
(Ator americano)
8-5-1919, Rye, N.York, EUA
11-5-1973, Nova York, EUA


Alexander Crichlow Barker Jr era o nome verdadeiro de Lex Barker nascido de uma família abastadíssima e proeminente de Nova York, Lex Barker era descendente direto do fundador de Rhode Island - o Cônsul  Roger Williams. Foi excepcional nos esportes tais como o Futebol e Atletismo quando ainda cursava o curso secundário e, posteriormente, a Universidade de Phillips-Exeter, em Fessenden.
Foi à Princenton com a intenção de tornar-se ator, a contragosto de seus pais que o queriam nos negócios da família. Barker soube inteligentemente dissolver toda esta situação, pois estava determinado em seu propósito.
Em 1948, a RKO andava em busca de um substituto para Johnny Weissmuller, que "pendurava as chuteiras" para o personagem Tarzan. Os agentes daquele estúdio, vendo alguns testes e fotos de Barker para a 20th Century Fox, imediatamente o chamaram. E, logo, o alto e belo ator louro de olhos azuis assinou contrato para 5 filmes iniciais do Homem-Macaco, na RKO. Tanzan e a Fonte Mágica (1949, RKO), forneceu seu primeiro papel para estrelato. Após cinco filmes atuando como Tarzan, entrou em outras produções de aventura e drama.
Em 8 de setembro de 1953, Barker casa-se com Lana Turner. Os dois eram tidos como o casal mais lindo de Hollywood, e tudo parecia ótimo, até o momento em que, supostamente, Lex invadiu o quarto da filha de Lana, então com 12 anos, e a teria estuprado. Lana chegou a pegar uma arma para atirar em Barker, que saiu imediatamente de casa. O processo foi movido, e em 22 de julho de 1957, Lex e Lana estavam divorciados.
Após o divórcio de seu quinto e último casamento, em 1972, Barker decidiu fixar- se de vez em Nova York, sua terra natal, com o restante de seus familiares. Três dias depois de completar 54 anos de idade, em 11 de maio de 1973, Lex sofreu um enfarte fulminante no calçadão de uma rua de Nova York, morrendo poucos instantes depois.

Tarzan, O Magnífico...


Gordon Scott
(Ator americano)
3-7-1926, Portland, Oregon, EUA
20-4-2007, Baltimore, EUA
A formação e aprimoramento físico de Gordon Scott (musculação e lutas) tiveram sua origem na Universidade de Oregon.
Com a II Guerra Mundila, tornou-se instrutor da infantaria, no Exército americano, ensinando aos soldados o manuseio de rifles, pistolas e baionetas, além de ensinar judô e outras modalidades de luta e combate corpo a corpo.
Depois do término da guerra, tornou-se policial. E após sua honorável dispensa em 1947, ele fez de tudo um pouco: bombeiro, vaqueiro, pescador, e por pouco tempo também foi lutador profissional de wresting. Em 1953, ao trabalhar como salva-vidas em um hotel de Las Vegas, foi descoberto por um grupo de agentes de Hollywood, que notaram o seu biceps de 49 centímetros, além do seu desenvolvido tórax. Por esta época, os agentes já haviam conduzido 200 testes, com vários atores, na busca de um novo Tarzan para as telas, para substituir Lex Barker. Finalmente, Scott foi escolhido com o novo "Rei das Selvas". O produtor Sol Lesser (que vinha produzindo os filmes de Tarzan desde os tempos de Johnny Weissmuller para a RKO) deu-lhe um contrato de sete anos, e o nome artístico.
Em 1954, durante as gravações do seu primeiro filme, "Tarzan e a Selva Misteriosa", ele se apaixonou pela atriz e estrela do longa, Vera Miles. Casaram-se naquele ano e se divorciaram quatro anos depois.

Depois de Tarzan, Scott apareceu em longas sobre gladiadores e sobre o Velho Oeste.

Eternamente, Jane...


Maureen O’Sullivan
(Atriz do cinema americano)
17-5-1911, Boyle, Irlanda
23-6-1998, Arizona, EUA
A mais popular de todas as Jane, companheira de Tarzan, nasceu em 17 de maio de 1911 em Boyle, County Roscommon, Irlanda. Após estudar em colégios de Dublim, londres e Paris, Maureen foi convidada pelo diretor frank Borzage para trabalhar em Hollywood quando este se encontrava rodando um filme na capital Irlandesa.
A Jovem Maureem aceitou e foi para a California com Borzarge e sua mãe.Tinha 19 anos quando chegou a Los Angeles e estreou no musical "Song o'my Heart", (1930) da Fox dirigida pelo próprio Bozarge.logo a seguir trabalhou em outros musicais como "Just Imagine" (1930) de David Butler. Com Butlre filmou também uma versão da obra de Mark Twain "A Connecticut Yankee" (1931) ao lado de Will Rogers.
A grande oportunidade para a morena O'Sullivan chegou quando mudou de estudio e firmou contrato com a Metro Goldwin Mayer em 1932. Entre os projetos do estudio estava filmar uma série de filmes com Tarzan, celebre personagem de Edgar Rice Burrouges que seria protagonizado por Johnny Weismuller, e "Tarzan dos Macacos" (1932) de W.S.Van Dike em produção de Irving Talberg. O papel de Jane que Maureen interpretou deveria se repetir em outro cinco filmes da série.Os últimos quatro dirigidos por Richard Torpe.
Nos créditos de "A Fuga de Tarzan" aparecia pela primeira vez um jovem assistente e futuro diretor chamado John Farrow. Maureen e John se conheceram em filmagem e se casaram em setembro de 1936. Do casamento tiveram varios filhos entre eles uma filha que posteriormente seria a famosa atriz Mia Farrow.
Maureen O'Sullivan, que havia ficado viuva em 1963 após a morte de John Farrow, voltou a casar-se em 1983 com james Cushing que deixou viuvo em 23 de junho de 1998 devido a um ataque de coração em sua residencia no Arizona, tinha então 87 anos.

O "Pai" do Tarzan...


Edgar Rice Burroughs
(Escritor americano)
1-9-1875, Chicago, EUA
19-3-1950, Encino, EUA
Edgar Rice Burroughs nasceu no ano de 1875 em Chicago, nos EUA. Foi o criador de Tarzan e de John Carter, herói da guerra civil americana que foi abduzido por marcianos verdes, salvou uma princesa inimiga e se meteu na guerra civil marciana. A série de ficção cientifica foi escrita inicialmente como contos, iniciados em 1912, e depois se transformaria numa coleção de 11 livros. Ele também foi jornalista antes de se tornar escritor.
Graduado pela Academia Militar de Michigan em 1895, teve a carreira militar abreviada após dispensa em razão de um diagnóstico de cardiopatia, apenas dois anos depois de formado.

Após uma série de trabalhos temporários, Burroughs passou a escrever para publicações periódicas. Ao questionar a qualidade dos textos produzidos nas pulp fictions da época, lançou-se no mercado de ficção. Ao longo de quatro décadas, Burroughs escreveu mais de oitenta histórias, dentre as quais se destacam as séries Barsoom – cujo primeiro livro é Uma Princesa de Marte – e Tarzan.

Morto em 1950, Edgar Rice Burroughs foi sepultado em Tarzana, Califórnia, cidade que surgiu em torno de uma antiga propriedade sua e que foi assim batizada em homenagem ao seu personagem mais famoso.