sábado, 21 de julho de 2012

BARBRA STREISAND – A Star Born


Ela é a mulher mais talentosa do planeta, pelo menos é o que parece. Barbra Streisand inspirou a realização do site Barbra Streisand Brasil e com certeza inspira milhões de pessoas a lutarem por seus ideais, crenças e sonhos. Uma das artistas mais consagradas do século, Barbra se auto entitulou como apenas uma "atriz que canta". As informações abaixo foram baseadas e retiradas do site "The Barbra Streisand Music Guide" e do livro "Barbra Streisand, sua vida". Aqui você saberá como começou a jornada desta atriz, cantora e diretora, com vocês: Barbra Streisand.

Ao longo de quase quatro décadas, ela consolidou uma das carreiras mais fenomenais da história do show business. Inspirou adulações delirantes e críticas amargas. Quebrou regras, pisou calos, e nunca desistiu. Foi cortejada por alguns dos homens mais bonitos do mundo, e ainda assim conseguiu manter sua vida íntima em segredo quase que absoluto. Barbra é com certeza uma das mulheres mais criativas, complexas, controversas e fascinantes do século XX. Seu nome de batismo era Barbara e mais tarde resolveu mudar para Barbra.


O seu primeiro disco se chamou The Barbra Streisand Album, ela ganhou em 1963 dois Grammy Awards. Um deles foi pelo Álbum do Ano e na época ela era a mais jovem concorrente do evento.
Barbra foi honrada com um Emmy Award e também com o Peabody Award pelo seu primeiro especial de televisão, My Name Is Barbra, em 1965. O programa lhe rendeu cinco Emmys. Durante a cerimônia , em 15 de Setembro de 1965, Barbra aparentando um certo cansaço, mas bronzeada e luminoza, conta uma piada: "Acho que correu um fio de minhas meias - brincou - Logo nesta noite!". O momento Emmy se repetiu 30 anos mais tarde com sua produção musical para televisão do seu show ao vivo (1994 - Barbra Streisand: The Concert), Barbra recebeu dois Emmys (diretos para ela) e mais três para serem divididos com outros membros da equipe de produção do especial.
O filme O Princípe das Marés foi o primeiro filme dirigido por Barbra a ser indicado ao prêmio de melhor direção diretamente do Directors Guild of America e do Academy Award nominations ao mesmo tempo. Barbra produziu, dirigiu e atuou nele.

"A Star Born" (Nasce uma Estrela), com Kris Kristofferson.

Sua estréia no cinema foi com o musical Funny Girl, em que ganhou um Oscar como melhor atriz em 1968. ComYentl em 1983, Barbra se tornou e primeira mulher a produzir, dirigir, escrever e atuar em um longa metragem.
Barbra Streisand foi a primeira compositora a ganhar um Oscar e isso aconteceu por sua música "Evergreen", o love theme do filme "Nasce uma Estrela" ( A Star is Born ). Ela foi nomeada novamente em 1997 como co-compositora da música "I Finally Found Someone", baseado no love theme do filme "O Espelho Tem Duas Faces" (The Mirror Has Two Faces).
Ela é a única artista que já recebeu TODOS os prêmios já existentes: Oscar, Tony, Emmy, Grammy, Golden Globe, Cable Ace e Peaboy Awards.
Barbra Streisand: The Concert, se tornou o maior evento musical visto da história da HBO. Ganhou o prêmio de Platina Triplo para video e um Disco de Platina Duplo para o cd. Ganhou também 5 Emmys, o Peaboy Award e 3 Cable Ace Awards.
No dia 1° de Julho de 1998, Barbra se casou com o ator e diretor James Brolin. Barbra diz que nunca foi tão feliz como agora, dedicou um álbum em homenagem ao seu amor por James e declara que agora seu objetivo é curtir a vida ao lado do seu grande amor.

MAIS SOBRE A PREMIADA BARBRA STREISAND

sábado, 14 de julho de 2012

LANA TURNER - O Destino Bate a Sua Porta



Julia Jean Mildred Frances Turner foi uma atriz norte-americana nascida em Wallace (EUA) em 1920 – Morreu em Century City (EUA), 1995 de câncer na garganta. A filha de um professor, foi descoberta por um dos caçadores regulares de novos rostos a serviço dos produtores de Hollywood em todo o país, em busca de meninos e meninas que poderiam renovar a insaciável necessidade de fornecer estrelas a uma indústria em constante evolução. No seu caso foi a MGM (Metro Golwyn Mayer) que descobriu e a apresentou ao cinema. Tudo começou com um papel de segunda categoria em um filme dirigido por Mervyn Le Roy, intitulado Esquecer, nunca (1937), que logo atingiu os principais lugares nas bilheterias.
No início dos anos quarenta foi envolvida na adaptação do clássico de Victor Fleming, onde fez Stevenson no filme O Médico e o Monstro (1941), onde contracenou com com Spencer Tracy e Ingrid Bergman. No começo as duas atrizes foram trocadas de papéis, decidiu Fleming que Lana interpretaria a "boa menina", no que ficou acertado entre elas.
Mais tarde, desempenha dois filmes que vão torná-la uma atriz de grande sucesso e popularidade. O primeiro é O Destino Bate a Sua Porta (1946), Tay Garnett, a versão mais interessante de tudo o que foi feito a partir do romance de James M. Caim. Lana Turner estrelou ao lado de John Garfield e o filme tornou-se uma das peças emblemáticas do romântico cinema em preto e branco.

O outro filme que empulsionou mais ainda sua carreira foi Os Três Mosqueteiros (1949), George Sidney, outra adaptação cinematográfica do famoso romance de aventura de Alexandre Dumas, filmado muitas vezes. Esta versão, que tem um ritmo e coreografia que, por vezes, tornam quase um delicioso balé, foi estruturada em duas partes: a primeira tem mais o caráter de D'Artagnan, interpretado por Gene Kelly, enquanto a segunda é centrada na sinistra Milady de Clarick, ou seja, Lana Turner, que tem a responsabilidade de interpretar a mulher fatal da história.
A partir deste momento Lana Turner torna-se uma atriz de grande primeira grandeza, uma mais importantes bilheterias da MGM (Metro Goldwyn Mayer. Durante a década dos anos cinquenta, Lana Turner  continuou sua carreira com papéis importantes, não só pela popularidade de seus sucessos, mas também como obras que alcançaram um lugar na história pela mesma qualidade e estrutura cinematográfica. A este respeito deve-se incluir necessariamente Assim Estava Escrito (1952), Vincente Minnelli, uma visão de mundo do cinema nos Estados Unidos, na verdade é um profundo estudo psicológico do comportamento humano.
Entre o final dos anos cinquenta e início dos anos sessenta, Lana Turner lança três melodramas centrados num novo estilo que nascia com Peyton Place (1957), Mark Robson, o filme apoiado por um famoso best-seller dos EUA, que depois geraria mais versões, Imitation of Life (1959), dirigido por Douglas Sirk, com John Gavin como o ator principal masculino e que foi bem recebido pelo público, e Retrato em branco (1960), de Michael Gordon.
Manchete de tabloides sensacionalistas pelo namoro com o gangster Johnny Stompanato, depois morto pela filha da atriz. Início do fim da estrela.

Estabelecida no auge da popularidade e em plena maturidade, um evento levado à primeira página dos jornais abalou o firme reinado de Lana: sua filha adolescente, Cheryl, matou o gangster Johnny Stompanato, o namorado de Lana. Publicidade adversa, incluindo a publicação das cartas tórridas para Johnny, foi totalmente explorada pelos tabloides sensacionalistas, mas que não chegou a afetar sua carreira. Durante os anos sessenta deu continuidade a sua carreira, mas a importância de seus filmes já não repercutem como antes, são anos em que tenta fazer comédias, em uma tentativa de mudar a sua imagem e para esquecer os acontecimentos negativos. Nos anos setenta acontece o declínio fatal com o horroroso filme A Poção Mágica (1980), Richard Shorr, onde finaliza a sua carreira.
Lana Turner nunca foi considerada uma grande atriz, não tinha prêmio significativo para o seu trabalho, mas às vezes mostrou que tinha qualidades que a maioria dos diretores reconheciam. No entanto, a maior lembrança permanece na beleza bem adaptada aos gostos da classe média americana nos anos quarenta e cinquenta. Sua forma de sedução e de se vestir foi tomada por uma geração inteira de mulheres.

Final de carreira da grande estrela de Hollywood, nos anos 80no filmeco "Poção Mágica".

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ernest Borgnine



O ator Ernest Borgnine morreu aos 95 anos, em Los Angeles, de insuficiência renal, no hospital Cedars Sinai, acompanhado pela família.
Borgnine ganhou o Oscar de melhor ator em 1955, por sua atuação no filme "Marty", dirigido por Delbert Mann, ganhador da estatueta de diretor pelo mesmo longa.
Na filmografia do ator constam filmes como "A um passo da eternidade" (1953), "Os doze condenados" (1967), "Meu ódio será sua herança" (1969), "Vamos fazer a guerra?" (1970), "O imperador do Norte" (1973), "O destino do Poseidon" (1972), "Fuga de Nova York" (1981) e "Blueberry - Desejo de vingança" (2004). Ele também esteve em séries de TV, com destaque para "Marujos muito loucos" e "Águia de fogo" (1984–1986).


Entre seus trabalhos mais recentes, está o desenho "Bob Esponja Calça Quadrada". Ele dublava o herói Homem Sereia, do qual Bob sempre se dizia fã. "Red - Aposentados e perigosos" (2010) e o ainda não lançado "The man who shook the hand of Vicente Fernandez" também estão na filmografia.
Em uma entrevista concedida à AFP em 2007, Borgnine recomendou aos jovens aspirantes a atores: "Consigam um trabalho de verdade antes de tentar seguir uma carreira de ator". "Aprendam sobre a vida e depois aprendam sobre seu ofício. E não usem óculos escuros na tela para parecerem legais. Os olhos são o melhor recurso de um ator", completou.
Ernest Borgnine no set de “O Ódio Será Tua Herança”, de Sam Peckinpah, 1969.

Ermes Effron Borgnino, 24 de janeiro de 1917- 8 de julho de 2012

“Acho que todos nós temos o desejo de sermos palhaços, quer tenhamos consciência ou não. O palhaço representa emoção profunda, alegria de viver. É um modo de expressar nossos sentimentos mais profundos, protegidos por uma máscara.”

FONTE: Agência France Press

MAIS DE ERNEST BORGNINE

SOBRE O CLÁSSICO MEU ÓDIO SERÁ TUA HERANÇA



sábado, 30 de junho de 2012

GRACE KELLY - Disque M para Matar



Diva eterna do cinema, Grace Kelly viveu o que pode ser definido como um conto de fadas. Atriz bem-sucedida na sétima arte, tendo no currículo trabalhos com o mestre Alfred Hitchcok, ela virou princesa de Mônaco e manteve-se no centro das atenções até sua trágica morte, em 1982, num acidente de carro.

Grace Patricia Kelly nasceu na Filadélfia, nos Estados Unidos, em 12 de novembro de 1929. Depois de alguns trabalhos como modelo, Grace Kelly estreou na Broadway em 1949. Em 1951, aos 22 anos, ela estreou no cinema com Fourteen Hours. 

Demorou pouco para que a jovem se tornasse uma estrela de cinema. Em 1954, um ano depois de brilhar com Clark Gable e Ava Gardner em Mogambo (1953), Grace Kelly ganhou o papel de protagonista no clássico suspense Disque M para Matar, de Alfred Hitchcok. Ainda em 54, novamente sob a direção de Hitchcok, ela deslanchou com outro clássico da telona: Janela Indiscreta. 

A carreira meteórica e cheia de sucesso de Grace Kelly foi interrompida de forma espontânea depois que ela conheceu o príncipe Rainier, em 1955, ao ser convidada pelo governo francês para participar do festival de Cannes. 

O conto de fadas se concretizou com o casamento dos dois. Rainier finalmente encontrou uma mulher, fato que garantiria a manutenção da independência de Mônaco após sua morte - sem herdeiros, o principado voltaria ao comando da França -, e Grace Kelly se casou com um pretendente que agradava aos pais. 


Longe das telas, mas não dos holofotes, Grace teve três filhos com Rainier: Caroline (nascida em 1957), Albert (1958) e Stephanie (1965). 

Apesar da vida de princesa em Mônaco, biógrafos e amigos relatam que a atriz não era muito feliz longe de casa e sentia falta da vida nos Estados Unidos. Ciumento, Rainier determinou que os filmes da mulher fossem banidos do principado. O conto de fadas terminou em 14 de setembro de 1982, quando Grace Kelly morreu em um acidente de carro em Mônaco, aos 52 anos. 



Muitos boatos cercaram a morte trágica da princesa. Uma das teorias sobre o acidente afirma que Grace Kelly foi vítima de uma conspiração armada por tradicionalistas insatisfeitos com o fato de uma estrangeira ser a primeira-dama do principado. 

Heranças


Caroline, a filha mais velha do casal, é considerada a "herdeira legítima" de Grace Kelly, especialmente pela beleza e pela elegância. 

Conhecida por ajudar a patrocinar eventos ligados às artes, a atriz foi homenageada após sua morte com o lançamento da Fundação Princesa Grace, presidida por Caroline. Anualmente, o grupo promove uma concorrida festa em Nova York para celebridades do mundo artístico.

Fontes: Grace Kelly Site - Terra – IMDb

MAIS SOBRE O CONTO DE FADAS DE GRACE KELLY

quarta-feira, 27 de junho de 2012

2001: Uma Odisséia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968)



por Amilcar Figueiredo
Desde o início da história, a capacidade de olhar para o céu e indagar seu significado é um dos elementos que mais individualizam a espécie humana dos demais animais que habitam o planeta Terra. Todos nós, mamíferos, aves, invertebrados, bactérias, temos invariavelmente as mesmas necessidades básicas: se alimentar, crescer, transmitir nossos genes, perpetuar a espécie. Mas a curiosidade, a reflexão e o respeito pela imensidão do infinito, que fazem tão bem a qualquer ser senciente, estão indubitavelmente entre nossos mais inspirados atributos.

Furor e poder do homem pré-histórico
Em contraponto, basta olhar ao redor para perceber como o ser humano vem se tornando cada vez mais inadaptado ao meio em que vive. A busca por novos alimentos para o corpo e para o espírito levou, paradoxalmente, à necessidade de uma artificialização progressiva. À medida que o homem invadia novos espaços, precisava cada vez mais de artefatos para subsistir; não bastava conquistar o novo território, era preciso mantê-lo. E isso ele jamais poderia fazer tendo sua própria carne como único veículo.
O que produziu essa aberração que é o ser humano? Por que isso aconteceu apenas conosco nesse planeta, e como? No final da década de 60, Arthur C. Clarke e Stanley kubrick propuseram, sob a forma de sons e imagens em película, uma resposta arrojada para tais perguntas: somos produto de uma intervenção externa. Este é o mote central de 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odissey, 1968), um filme no qual o ciclo da vida, da morte e da transcendência que lhes permeia é retratado da pré-história a um futuro que ficou no passado e que, por estas e outras razões, foi imortalizado para sempre em nossas consciências.
Comandante Dave Bowman (Kleir Dullea)

O início de 2001 é inteiramente dominado por um grupo de humanos, anônimos, do tempo em que éramos mais assemelhados aos demais símios do que somos hoje. Os afazeres de então, em sua essência, não mudaram muito ao longo dos séculos: alimentação, vestuário, segurança, conforto. O rompimento das preocupações com as tarefas mundanas e a busca pelo significado da própria existência são proporcionados por um monólito negro, a fagulha da auto-consciência materializada em um objeto de formas e dimensões perfeitas.

Em um sensacional salto no tempo, o osso que havia sido usado como arma há poucos segundos se transforma em uma estação espacial, momento em que é apresentada uma nova humanidade, mais proficiente tecnicamente porém igualmente orgulhosa de si própria e ainda apegada às mesmas atividades mundanas. O monólito precisa agir mais uma vez e é o que ele faz, apresentando-se na Cratera Raiada de Tycho, na Lua. Se antes ele havia sido a faísca do desenvolvimento tecnológico, agora ele desencadeia reflexões de ordem filosófica: Alguém além de nós fez isso. Quem? E por que? Para obter tais respostas a humanidade rompe novas barreiras físicas e vai a Júpiter a bordo da nave Discovery, em uma missão comandada por três seres. Dois deles são humanos, Dave Bowman (Kleir Dullea, excepcional) e Frank Poole (Gary Lockwood). O terceiro é mecânico: o supercomputador HAL 9000. Independentemente de serem compostos de carbono ou de silício, os três têm aspirações, desejos e medos, os quais invariavelmente colidirão em eventos de proporções trágicas.

Diálogo dentro da nave 
Na concepção de 2001, HAL é tão consciente e digno de consideração quanto os demais componentes da tripulação, pois tem memória – o que lhe possibilita criar sentimentos –, curiosidade e desejo de aprender. Um universo de máquinas humanizadas e humanos mecânicos, tecnologicamente dominantes porém amarrados a paradigmas cartesianos, representa uma subversão tão grande dos conceitos da humanidade sobre si própria que não poderia ser apresentado de maneira superficial ou rápida ao espectador. Por esta razão é que Stanley Kubrick optou por uma estrutura narrativa que mais se assemelha a um balé. Seu filme se desenvolve cadenciada e harmoniosamente, associando uma trilha sonora clássica (tendo Assim Falou Zaratustra, de Richard Strauss, como ícone) a imagens de um apuro visual ainda hoje impressionante. Repletos de simbolismos, os poéticos frames de 2001 parecem pinturas dispostas em seqüência, acompanhados de uma música suave e contrastante com a brutalidade das idéias apresentadas.
Super computador HAL de olho e “ouvidos” na tripulação


O clímax do filme é, em todos os aspectos, a seqüência final na qual Dave Bowman, já próximo a Júpiter, parte numa expedição extraveicular com o objetivo de salvar a missão e, em último grau, sua própria sanidade. Dave vivencia o mesmo gênero de transição que os humanos primitivos do início, porém numa escala muito maior; na pré-história, o monólito liberta a mente primeva das amarras de uma programação biológica incompleta (o DNA) para desenvolver a tecnologia; no presente/passado/futuro de 2001, o monólito ajuda uma mente um pouco mais evoluída a libertar-se da própria matéria.
O revolucionário Stanley Kubrick no set de filmagens da Odisseia


Caem as últimas barreiras, as da carne e de suas naturais limitações – o que nos remete ao início desse texto. Desta vez sem artefatos, a consciência livra-se de sua prisão corpórea. Dave Bowman vê a si próprio e a sua história; Dave Bowman envelhece; Dave Bowman morre. Vida longa a Dave Bowman, agora renascido sobre a forma da criança-estrela: ontem um humano, hoje um cidadão do universo. Toda a experiência, retratada sob a forma de uma verdadeira apoteose de sons e imagens, tem diferentes significados para cada pessoa que a vê, mas o sentido final, de libertação e transcendência, é acessível a qualquer um de nós. Assim como foi para Stanley Kubrick, cuja despedida de seu invólucro de carne não deve ter sido menos gloriosa.
Kubrick dirigindo o espetáculo de ficção científica nos estúdios.

DEBATE: Quase tudo sobre este marco da história do Cinema

Dirigido por Stanley Kubrick.
Elenco: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester, Leonard Rossiter, Margaret Tyrack, Robert Beatty, Sean Sullivan, Daniel Richter e Douglas Rain (voz de HAL 9000). 
Roteiro: Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke. 
Caricatura: João de Deus Netto/Cinemascope Blog
Produção: Stanley Kubrick. Fonte: Multiplot.wordpress

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Paullete Goddard



Artista norte-americana considerada uma das musas de Hollywood da década de 30, era dotada de extraordinária graça e vivacidade femininas, méritos que a consagraram nas telas. Nascida em Nova York, falava fluentemente o espanhol e o francês, idiomas que estudou com determinação. Aos 14 anos Paulette já era corista do Ziegfeld Follies, tendo abandonado a carreira ainda adolescente para se casar. Poucos meses depois se divorciava para alçar o estrelato nas telas. Conheceu Charles Chaplin, com quem veio a unir-se em matrimônio em 1936, numa sigilosa cerimônia em alto mar. Com ele trabalhou em Tempos Modernos (Modern Times, 1936) e O Grande Ditador (The Great Dictator, 1940). 

Sua coleção de 23 jóias foi avaliada em US$ 10 milhões pela famosa casa de leilões Sotheby's, de Nova York, e, entre as peças o diamante mais precioso havia sido presente de Chaplin. Entre cerca de 40 participações nas telas, Goddard atuou com Bob Hope em The Cat and the Canary (1939), O Castelo Sinistro (1940), A Verdade Acima de Tudo (1941) e Coquetel de Estrelas (1942). Com Ray Milland fez Vendaval de Paixões (1942), The Lady Has Plans (1942), The Crystal Ball (1943) e Kitty (1945). Contracenou com Fred MacMurray em The Forest Rangers (1942), Standing Room Only (1944), Suddenly, it's Spring (1947) e On Our Merry Way (1948). 


A atriz também foi casada com Burgess Meredith, o mais memorável “Pinguin” da antiga série Batman (Adam West) na televisão dos anos 60. O casal mudou-se para Santa Monica, California, numa mansão decorada por ela mesma. Sua coleção de pinturas incluía obras de grande valor, alvo de propostas de diversos museus americanos. Paulette Goddard faleceu aos 79 anos, em 23 de abril de 1990.


Fonte: IMDb

TÔNIA CARRERO



Maria Antonieta Portocarrero Thedim nasceu no Rio de Janeiro em 23 de agosto de 1922. Ao lado de Paulo Autran formou o casal de teatro mais famoso do Brasil. Após décadas de carreira, é considerada uma das mais consagradas atrizes do Brasil, com marcantes interpretações em cinema, teatro e televisão.

Apesar de graduada em educação física, a formação de Tônia como atriz foi obtida em cursos em Paris, quando já era casada com o artista plástico Carlos Arthur Thiré, pai do ator e diretor Cecil Thiré. Ao voltar da França, protagonizou o filme Querida Suzana. Foi a estrela da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, tendo atuado em diversos filmes.
Involuntariamente, por motivos de saúde, uma das maiores estrelas do teatro e da TV brasileira, que viveu intensamente seu ofício, está reclusa em casa, no Jardim Botânico, zona sul do Rio.


Tônia não recebe amigos, raramente atende a telefonemas. Está na companhia de um enfermeiro e de alguns poucos parentes próximos. Beatriz Segall, em recente entrevista ao programa de Amaury Jr., comentou sobre as atrizes veteranas que continuam a atuar. Citou Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg, Betty Faria, Eva Todor, Marília Pêra… e fez um rápido lamento sobre o fato de “Tonia não trabalhar mais”.

Mas afinal o que aconteceu com Tônia? Segundo o sobrinho Leonardo Thiery, que convive com ela atualmente, a atriz sofre de um comprometimento nos nervos que fazem a ligação com as pernas. Tonia se locomove com ajuda. “É um problema neurológico que a impede de caminhar com facilidade. Mas está lúcida, vê televisão todo dia. Sente-se desconfortável com frequência, por isso não sai mais de casa nem recebe visitas”, conta ele.

Tônia e Anselmo Duarte no filme Tico-tico no Fubá.

Segundo apurou a reportagem do iG, Tônia se recusou a receber em sua casa na manhã desta terça-feira, 19, um representante do Festival de Cinema de Natal, que veio ao Rio apenas para lhe entregar um troféu que ela ganhou em 2009, como homenagem por sua atuação em tantos filmes. Tonia participou de longas como “Chega de Saudade” (2008), “O gato de botas extraterrestre” (1990), e “Sonhos de Menina Moça” (1988), entre outros. A pessoa deixou o troféu com um dos empregados.


“É estranho ficar velha. Quando fiz 70, achava que aos 80 seria frágil, que as pessoas iam me olhar na rua e dizer (faz uma voz esganiçada): 'Olha aquela velhota tão fraquinha, coitadinha dela!' Passo longe disso, mas é claro que sinto diferença. Só tento fazer com que os outros não percebam. Não saio mais com as pernas ou os braços de fora, escondo as partes que entregam minha idade. Meu ritmo está mais lento para tudo, sinto mais dificuldade para levantar de uma cadeira, para lembrar de nomes. E olhar no espelho é uma tristeza. Quando fiz 60 anos, sofria muito ao lembrar como eu era e ver, em minha imagem refletida, que não estava mais tão bonita. Era muito sofrimento. Com o tempo, fui me acostumando. A gente se acostuma a tudo, né?” 


Caricatura de minha autoria baseada em um "retrato" do início dos anos 50.
Fonte: Portal de notícias IG

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Rede de Intrigas



Faye Dunaway (Bascom, Flórida (EUA) 14 de janeiro de 1941) é uma atriz norte-americana, uma das grandes estrelas do cinema nos anos 1960 e 70 e ganhou o Oscar de Melhor Atriz em 1977 por Rede de Intrigas, onde interpreta uma manipuladora executiva de televisão.
Depois de estrear nas telas num pequeno papel no filme O Incerto Amanhã pelas mãos do diretor Otto Premiger, Faye Dunaway conheceu o estrelato instantâneo no papel de Bonnie Parker, com o mega sucesso de público e de crítica de Bonnie & Clyde: uma Rajada de Balas, filme produzido e estrelado por Warren Beatty em 1967, vencedor de vários oscars daquele ano e que a transformou numa celebridade internacional.
Bonnie, de Uma Rajada de Balas.
A partir daí sua carreira entrou em contínua ascensão e sua participação em Crown, O Magnífico, com Steve McQueen no ano seguinte a levou a ser uma das atrizes mais populares de Hollywood nos anos 70, estrelando grandes sucessos como Os Três Dias do Condor com Robert Redford, o celebrado filme de Roman Polansk, Chinatown com Jack Nicholson, Os Olhos de Laura Mars, com Tommy Lee Jones e Rede de Intrigas, o filme que lhe daria o Oscar, como Diana Christensen, uma manipuladora executiva de televisão, entre outros.
Apesar de seu grande talento, nos anos 80 os papéis importantes começaram a escassear e Dunaway fez poucos filmes, o mais notável deles, Mamãezinha Querida,  em que teve uma impressionante atuação como Joan Crawford, a estrela de Hollywood dos anos 30 e 40, que foi retratada como uma megera na vida particular por sua filha, numa autobiografia que virou um Best-seller nos Estados Unidos. Faye considerou que este filme arruinou sua carreira como atriz principal, porque seu desempenho foi "muito bom num papel odioso", que provocou grande antipatia entre o público cinéfilo.
Afastada das grandes produções, sua última participação em um filme de sucesso foi quando contracenou com seu ídolo Marlon Brando em Don Juan de Marco, em 1996, também com Jhonny Depp no elenco no papel-título.
Fontes: Wikipedia - Site da atriz

100 anos da PARAMOUNT - CHINATOWN (Blu-Ray)



Em Los Angeles, em 1937, o ex-policial (Jack Nicholson) que era sediado em Chinatown, agora detetive particular Jake (J.J.) Gittes é contratado por uma mulher (Faye Dunaway) para investigar seu marido que trabalha na empresa que traz água e força para a cidade. Um caso aparentemente simples que aos poucos se complica, quando se descobre que ela não é a esposa.

O curativo do rasgo no nariz, logo no início da história, o acompanhou em quase toda a trama do filme.
Policial/Suspense. EUA, 1974. Produzido por Long Road/Paramount/Robert Evans. Direção de Roman Polanski. Roteiro de Robert Towne. Fotografia de John A. Alonzo. Música de Jerry Goldsmith.
Elenco: Jack Nicholson, Faye Dunaway, John Huston, John Hillerman, Perry Lopez, Diane Ladd, Roman Polanski, Darrell Zwerling, James Hong, Bruce Glover, Burt Young, Lance Howard. 
Junto com Ladrão de Casaca, estes são os dois primeiros filmes clássicos da Paramount que estão sendo lançados aqui no Brasil em Blu-Ray para comemorar o centenário dos estúdios da Paramount.

Jack e o diretor Roman Polansky fazendo acertos de cenas.

O roteiro mistura corrupção política com crimes misteriosos, capangas sanguinários e finais surpreendentes. O detetive particular Jake Gittes, está na tradição do gênero: é honesto, tem seu código de honra e uma amargura no passado. Mas também é ingênuo (embora se ache muito esperto).  É curiosa a ideia de fazê-lo usar um curativo no meio da cara em grande parte da fita. Gosto particularmente da frase final: “Esqueça, é Chinatown!” Mas as revelações finais foram na época chocantes, tornando o filme um estudo sobre as aparências. Nada é aquilo que parece ser, por trás de cada rosa, há o estrume que a faz crescer. Tal profundidade, tal fatalismo é fácil de se entender vindo de uma figura tão sofrida, tão soturna como Polanski. 
Este foi o filme que consagrou definitivamente Jack Nicholson e trouxe outro belo trabalho de Faye Dunaway superando uma maquiagem ingrata e um personagem difícil (ela orientalizou seu rosto, enfeiando-o, usando um tipo de maquiagem que ela copiou de sua própria mãe). 

Grande Nicholson em dias de hoje

Nicholson conseguiu fazer em uma única tomada, a famosa cena em que ele é levado pela água do reservatório. Robert Towne ganhou o único do filme, o de roteiro. A fita foi também indicada como Melhor Filme, Direção, Fotografia, Música, direção de arte, figurino, montagem, trilha musical, Som Ator e Atriz. Ganhou Bafta de ator, direção e roteiro, Globo de Ouro de filme, ator, direção e roteiro. Este foi o último filme de Polanski nos EUA,  antes que pudesse completar outro, teve que fugir do país para não ser preso pela sedução de uma menor (e até hoje nunca mais pisou lá, morando desde então em Paris). Chinatown todos concordam não conseguiria ser feita hoje em dia. Os produtores obrigariam a ter um final feliz e uma conclusão mais amena.  O próprio Jack Nicholson estrelaria e dirigiria a continuação tardia em 1990, A Chave do Enigma (The Two Jakes) que foi um grande fracasso.


Fonte: Los Angeles Times