domingo, 12 de fevereiro de 2012

A Noite Americana

Winnifred Jacqueline Fraser-Bisset (Weibridge, Surrey, 13 de setembro de 1944, é uma atriz britânica.
Aos quinze anos, com a separação dos pais, optou por cuidar da mãe, uma advogada francesa que, acometida de esclerose múltipla, já não podia trabalhar.
Nessa época, fez os primeiros cursos de interpretação e, graças a seus magnéticos olhos azuis, conseguia trabalhos como modelo fotográfico.
Logo iniciou no cinema, primeiro em pequenos papéis, até que em 1967 foi convidada para trabalhar com Stanlen Doney em Two for the Road e, no mesmo ano, em Casino Royale, ao lado de Peter Sellers, John Huston, Woody Allen e David Niven.
Em 1968, Mia Farrow abandonou as filmagens de The Detective, e Jacky (como entrou nos créditos) ficou com o papel. Ainda em 68, trabalhou com Steve McQueen em Bullitt, um grande sucesso.
Seu grande trabalho, no entanto, só viria em 1973, em A Noite Americana, de Françoir Truffaut. Com esse filme, Jacky conquistaria o respeito do público e dos diretores europeus.
Depois de O Fundo do Mar (1877), seria considerada uma das mais belas atrizes de todos os tempos pela revista Newsweek, cujos críticos ficaram encantados com a cena em que ela sai da água com uma camiseta colada ao corpo.
Em 1979, o reconhecimento da crítica: foi indicada para o Globo de Ouro por “Quem Está Matando os Grandes Chefes da Europa?”. Em 1984, a segunda nomeação, desta vez por Under The Volcano, em que contracenou com Albert Finney.
Em toda a sua carreira, Jacky trabalhou com diretores consagrados, como Truffaut, John Huston, George Cukor (Ricas e Famosas) e Roman Polanski. Mas ela também tem feito vários trabalhos para a televisão, principalmente a partir da década de 1990.
Jacqueline é madrinha da atriz Angelina Jolie.

As Vinhas da Ira


Jurandi Lima

Henry Jaynes Fonda nasceu em Grand Island, Nebraska, artista de talento e pai de filhos famosos, atuou ao lado de Jane Fonda e Katherine Hepburn em Num Lado Dourado (On Golden Pond), o último trabalho e que valeu-lhe seu único Oscar, em 1981. Foi a mãe de Marlon Brando, Dorothy, que insistiu com o jovem e tímido Henry, fazendo com que ele tomasse coragem e pisasse num palco pela primeira vez. Estreava numa modesta companhia de Omaha, aos 20 anos. Sua primeira aparição nas telas deu-se em 1935, com Amor Singelo (The Farmer Takes a Wife), repetindo o mesmo papel desempenhado no teatro. 


Está ai um dos monstros mais sagrados do cinema. E tal titulo que lhe outorgo o faço por mera justiça, já que estou falando do grande Henry Fonda. Este sim foi um Fonda que teve o talento necessário para por honra no clã.

Se o ocorrido sobre a mãe do Brando é mesmo um fato, então deveriam ser bons amigos os dois, ele e o Marlon, fato que jamais ouvi um comentário sequer.

Não amo muito a Jezebel, o filme mais velho que vi com o Henry. Porém, de uma coisa eu não perdoo naquela produção; ter sido um bonito como aquele, principalmente porque havia o problema do vestido da Betty Davis, em P&B.

Não conheço o porque, mas sei que não era um pai muito apegado aos filhos Peter e Jane. Ou seria ao contrário, eles não amarem tanto ao pai e esta razão os afastou e os alijou de seus espólios.

Mas acho que isto não trouxe problemas para nenhum dos dois, já que quando ele se foi, aos 77, ambos já tinham suas carreiras firmadas.

Ator de filmes sensacionais, com interpretações que marcaram, Fonda me deixou muito impressionado por seu trabalho, modesto, bem feito e bem arregimentado, em Vinhas da Ira.
Está aí um trabalho do Ford em que eu ponho valor do principio ao fim, e onde a obra de Stainbeck foi recriada, no meu ver, melhor que o romance. Um filme dotado de tudo de mais precioso que uma pelicula necessita para ser considerada magnifica; situações, interpretações, fotografia em P&B magnifica,(este tinha mesmo que ser sem cores), boa escolha de atores, locações e, principalmente o trabalho de Ford de Fonda e de Carradine.

São destes astros que sentimos saudades. É de um Lancaster que precisamos. Como viver sem as musicas que Douglas entoava e seus explosivos momentos de pura ira? Nos faz falta os faroestes que Scott fazia com o Boeticher. Não temos mais um Homem do Oeste de Mann, Flechas de Fogo de Daves, Rastros de Ódio de Ford, Sete Homens e Um Destino de Sturges, ou de um Rio Vermelho de Hawk's.

A falta arrazadora de astros e diretores como estes (e muitos outros mais), é que nos fazem saudosos do bom cinema, do prazer de nos recostarmos numa poltrona de cinema para vermos um bom filme! De nossa imaginação que ainda fervilhava, mesmo muito tempo depois de deixar a sala escura dos empoeirados cines de bairro.
O saudosismo do que era bom me arrebata e me faz escravo de um tempo que não mais o teremos.

Que bom que ainda temos o poder de rever tudo que de bom já foi feito em DVD. Principalmente porque quase tudo que é feito hoje, não têm valor se não for uma versão nova do que vimos no original.



Era Uma Vez no Oeste


Jane Fonda e o pai Henry

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Drew Barrymore... Conheça os demais clicando no banner "HOLLYWOOD GAY", ali em cima.

Questionada por qual celebridade sentia atração, a atriz Drew Barrymore não teve dúvidas ao fazer a escolha, que recaiu sobre uma apresentadora. Ela disse ter “uma queda” por Rachel Maddow, assumidamente gay.
Ela apresenta o programa “Rachel Maddow Show”, veiculado em rádio e no horário nobre da televisão americana, e também é comentarista política. Drew fez a revelação na festa de uma linha de maquiagem da qual é embaixadora, na qual chegou e saiu sozinha. A atriz não assume um namoro desde 2008, quando rompeu com o colega de profissão Justin Long.
Em 2004, ela disse que “duas mulheres juntas são lindas, assim como um homem e uma mulher juntos são lindos. Estar com uma mulher é como explorar seu próprio corpo, mas através de outra pessoa. Quando eu era jovem Eu costumava sair com muitas mulheres. Totalmente, eu adoro isso!".
Fontes: http://en.wikipedia.org/wiki/Drew_Barrymore - sites e blogs americanos

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O Poderoso Chefão

Caricatura de um flagrante em 1963, momentos antes da Marcha Pelos Direitos Civis em Washington (DC) ,EUA.

MARLON BRANDO Jr. nasceu em Omaha, Nebraska, em 3 de abril de 1924. Começou a chamar atenção atuando na peça de Tenessee Williams, Um Bonde Chamado Desejo. A peça foi filmada, mas acabou tendo seu lançamento atrasado, o que levou que figurasse como seu primeiro trabalho em cinema o filme, de 1950, Espíritos Indômitos. Esta produção contava a história de um veterano da Segunda Guerra Mundial ferido em combate angustiado por estar preso a uma cadeira de rodas.
Em Um Bonde Chamado Desejo - cujo filme recebeu no Brasil o nome de Uma Rua Chamada Pecado - dirigido por Elia Kazan e com a presença da atriz Vivien Leigh no papel de Blanche DuBois, Brando fazia o papel de Stanley Kowalski, um rude trabalhador de chão de fábrica que gostava de jogar cartas e boliche. Tornou-se um símbolo sexual ao aparecer em fotos como o personagem, sempre de camiseta que lhe realçava seus músculos. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles premiou o filme nas categorias de melhor atriz, Vivien Leigh, melhor ator coajuvante, Karl Malden e melhor atriz coadjuvante para Kim Hunter. Brando também foi indicado ao Oscar, mas mesmo sendo o franco favorito, não ganhou. Brando seria indicado mais três vezes em cada ano posterior em “Viva Zapata!" em 1952, Júlio Cesar, 1953, no papel de Marco Antônio, e  Sindicato de Ladrões em 1954.
No ano de 1953, Brando se tornaria um ídolo dos jovens da época ao interpretar Johnny Stabler em O Selvagem. No filme ele era um delinquente, líder de uma gangue de motoqueiros, vestido de jaqueta de couro e dirigindo uma motocicleta 1950 Triumph Thunderbird. O filme marcaria toda uma geração de artistas, desde James a Elvis Presley, os quais adoravam o estilo rebelde mostrado no filme.
Ganharia o primeiro Oscar com o filme Sindicato de Ladrões/Há Lodo no Cais, dirigido por Elia Kazan. Nos anos 1960 faria alguns filmes polêmicos, como Caçada Humana, no qual é a vítima em uma longa cena de espancamento. E Queimada!, seu personagem favorito, usado para mostrar uma visão histórica do que teria sido a política de colonização européia na América, com os portugueses e espanhóis agindo com violência e ganância, enquanto os ingleses buscavam tomar para si as colônias, atuando nos bastidores com mentiras e falso apoio aos nativos colonizados. Brando se mostra um grande ativista nos anos 1960, tendo participado de manifestações públicas em favor dos Direitos Civis e dos Direitos dos Indígenas, campanha que o levou a recusar um Oscar no início da década seguinte.
Mas seu estilo como ator alcançaria o auge do sucesso e da fama nos anos 1970, com O Poderoso Chefão/O Padrinho e ùltimo Tango em Paris, entre outros, tendo sido indicado para mais dois “oscars” pela Academia de Hollywood. Venceu pela sua interpretação de Don Vito, que rendeu ao personagem o título de "maior vilão da história do cinema".
Don Vito Corleone, O Poderoso Chefão
Quando venceu em 1973 o Oscar pelo fime O Padrinho/O Poderoso Chefão, Marlon Brando enviou uma índia (que mais tarde se descobriu ser uma atriz) fazer um discurso em seu nome, protestando contra a forma como os EUA e Hollywood discriminavam os nativos americanos.
Em 1979, fez Apocalypse Now, do gênero suspense de guerra, realizado por Francis Ford Coppola, baseado no livro Heart of Darkness, do polonês Joseph Conrad.

Nos anos 1980 interrompe sua carreira e se retira para a ilha de Tetiaroa, na Polinésia Francesa, da qual era o dono desde 1966. Ganha peso e é fotografado várias vezes usando um largo sarongue polinésio. Com problemas financeiros, retomou sua carreira cinematográfica em 1989. Chegou a fazer uma paródia de si mesmo no filme de 1990, Um Novato na Máfia, no qual praticamente repetiu a caracterização de Don Vito Corleone. Passa a ter sérios problemas pessoais, com o julgamento do filho Christian por assassinato do namorado da irmã Cheyenne e que, deprimida, se suicidou poucos anos depois (1995).
Dirigiu apenas um filme: o western Cinco Anos Depois (Título original "One-Eye-Jacks”), substituindo o diretor Stanley Kubrick no início das filmagens. Obteve alguns elogios da crítica, demonstrando estilo lento e inovador no gênero: filmou o mar, cenário incomum dos western. Também no duelo final com seu amigo na vida real Karl Malden, usa ângulos e coreografia fora do normal. No western que fez com Jack Nicholson, (Duelo de Gigantes, 1876), ele faz um pistoleiro bem estranho, dando continuidade à sua visão e a do diretor Arthur Pen, inovadora mas com tendências acentuadas para parodiar o gênero.
Uma biografia do ator, chamada Brando in the Twilight, afirma que ele somava dívidas que chegavam a US$ 20 milhões. Declaradamente avesso à fama, Brando morou durante quase 50 anos na famosa Mulholland Drive, numa casa que ele chamava de "Frangipani, a mansão do céu".
O jornal Sunday Times teve acesso a diversos processos judiciais envolvendo o nome de Brando, no qual ele declarou que atualmente morava em um bangalô de 180 metros quadrados, com uma cama e uma garagem transformada em sala de estar.
Para piorar sua situação financeira, sua ex-mulher Cristina Ruíz ameaçava reabrir um processo litigioso de US$ 100 milhões. Ela afirmava que Brando não cumpriu um acordo de pagar US$ 10 mil mensalmente como pensão para os três filhos do casal, incluindo Timothy que tem 10 anos e sofre com o autismo.
Marlon Brando foi um dos maiores nomes do cinema mundial e chegou a ser conhecido como "o maior ator de todos os tempos".
Uma insufiência pulmonar aguda foi a causa da morte. Chegou-se a afirmar que não seria divulgada a causa. Marlon Brando foi um homem muito privado.


Fontes: Sunday Times – IMDB - Wikipedia

As Troianas


Irene Papas

Atriz grega de nome verdadeiro Irene Lelekou, nasceu a 3 de setembro de 1926, em Chilimodion, Corinto. Aos 12 anos, entrou na escola de drama e, mais tarde, começou a sua carreira como cantora e dançarina em teatro de variedades e como vocalista na rádio. Fez depois diversas peças de teatro desde os clássicos da tragédia grega, onde interpretou Medeia e Electra, até ao teatro grego mais popular e contemporâneo dos anos 50. Em 1948, estreou-se no cinema num filme intitulado Hamenoi Ageloi, fazendo depois mais alguns filmes gregos.

Em 1956, participou no western inglês Tribute to a Bad Man (Honra a Um Homem Mau), de Robert Wise, ao lado de James Cagney. Em 1961, entrou no filme de guerra Guns of Navarone (Os Canhões de Navarone), realizado por J. Lee Thompson, com Gregory Peck, David Niven e Anthony Quinn. Em 1962, protagonizou o drama épico Elektra, de Michael Cacoyannis, baseado na peça de Eurípides, trabalhando novamente com este realizador em 1964 no clássico Alexis Zorbas (Zorba, o Grego), onde interpretou o papel de viúva, contracenando com Anthony Quinn.


Em 1967, fez a sua estreia na Broadway com o musical That Summer, That Fall. No ano seguinte, participou no thriller The Brotherhood (Dois Irmãos Sicilianos), com Kirk Douglas e, no mesmo ano, fez de Penélope na mini-série L'Odissea, sobre as aventuras de Ulisses.

No ano seguinte, fez de mulher de Yves Montand no thriller de Costa-Gavras Z, e de Rainha Catarina em Anne of the Thousand Days. Voltou a trabalhar com Michael Cacoyannis em 1971 numa adaptação da peça de Eurípides, The Trojan Women, no papel de Helena, cujo desempenho lhe valeu o prémio de Melhor Atriz do National Board of Review. Em 1977, participou em Iphigenia, também um clássico de Eurípides, onde interpretou o papel de Clitemnestra.
Irene Papas interpretou também algumas figuras bíblicas que ficaram na história como a de Zipporah na mini-série Moses the Lawgiver (1975), e na série realizada por Peter Hall Jacob (A Bíblia, 1994), onde fez de Rebeca. Em 1995, entrou na série The Odyssey (A Odisseia), um épico baseado no poema de Homero onde Papas tem o papel de Anticlea e contracena com Armand Assante, Greta Scacchi e Isabella Rossellini, entre outros. Em 1996, participou na comédia dramática de Manoel de Oliveira Party, com quem voltou a trabalhar em Inquietude (1998) e em Um Filme Falado (2003). Em 2001, participou em Captain Corelli's Mandolin (O Capitão Corelli), de John Madden, contracenando com Nicholas Cage, Penélope Cruz, John Hurt e Christian Bale.

Amiga íntima de Khatarine Hepburn, com quem trabalhou em “As Troianas”, recebeu o seguinte elogio da veterana atriz: “ela é uma das melhores atrizes da história do cinema”.

 Olha, acho até que valeu por um Oscar!(Netto-Cinemascope)

Fonte: Compilado de sites da atriz na internet.

Salário do Medo


Ator e cantor italiano nascido em Monsummano Alto, Itália, e radicado na França, consagrado em 1953 com o filme 'Salário do Medo', com o qual recebeu a Palma de Ouro em Cannes. Destacou-se também ao atuar em 'Z', dirigido por Costa Gravas e detentor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1970. Um dos maiores chansoniers franceses, considerado numa pesquisa da década de 80 como a personalidade artística mais amada por seus exigentes conterrâneos. Com os pais perseguidos pelo fascismo na Itália, chegou a Marselha em companhia da família com dois anos de idade. Foi garçom, barbeiro e operário metalúrgico. Em 1938, venceu um concurso para cantar em bares, tendo estreado como cantor profissional em 1944 no Moulin Rouge e ao lado de Edith Piaf.

Devido ao seu nome real, Ivo Livi, Montand teve problemas com os nazistas, na suposição de que ele trocara uma letra do nome, passando de Levi a Livi. Sua primeira canção de sucesso foi Les Feuilles Mortes, em 1946. Casou-se em 1949 com Simone Signoret e, numa curta carreira em Hollywood, filmou 'Adorável Pecadora' (Let's Make Love) em 1959, dirigido por George Cukor e ao lado de Marilyn Monroe, com quem teve um rumoroso caso. Jamais, entretanto, separou-se da esposa, que veio a falecer em 1985. Casou-se pouco depois com sua jovem secretária, Carole Amiel, com quem teve um filho em 1988. Em 1969, deixou de cantar em público, fazendo uma volta tão inesperada quanto espetacular em 1981, quando 170.000 ingressos para seus recitais no Teatro Olympia foram vendidos antecipadamente.

Yves ao lado de Marilyn Monroe

Montand visitou o Brasil em 1950 e 1982, na última vez para a entrega do prêmio Molière, quando cantou suas famosas canções, conversou com o público e saiu aplaudidíssimo, debaixo de insistentes pedidos de bis. Em grande entrevista coletiva, fez a seguinte declaração a respeito de seu engajamento político: Vocês me pedem para dizer se sou capitalista, socialista ou comunista. Ora, é impossível responder ou analisar uma posição política e existencial em três ou quatro minutos. São questões complexas que merecem ser tratadas com a maior profundidade... Não acho que o artista tenha obrigação de ser político. Eu o sou não por ser artista, mas por pagar impostos e conhecer meus direitos. Seu último trabalho nas telas foi em 'A Ilha dos Paquidermes' (IP 5 - L'Ile aux Pachydermes) quando morreu no final das filmagens. Montand faleceu aos 70 anos, em 9 de novembro de 1991.



Conta o realizador Jean-Jacques Beineix com quem trabalhava no no filme Island of Pachiderms, que durante todo o dia filmou. Depois despediu-se dele, arrumou as suas coisas no set. E nessa noite morreu.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Chef do "Western Spaghetti"



Sergio Leoni (Diretor de cinema italiano ) 1929– 1989

Por Rodrigo Cunha

Logo após finalizar sua Trilogia dos Dólares, formada por Por um Punhado de DólaresPor uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito, Sergio Leone resgatara todo o respeito e a certeza de que os faroestes poderiam ser bons filmes, não apenas entretenimento barato. Agora almejava novos horizontes. Em sua mente já se desenhava um dos maiores clássicos policiais de todos os tempos, mas a Paramount só bancaria seu sonhado Era Uma Vez na América caso ele fizesse apenas mais um faroeste. Sergio estava em um beco sem saída, uma vez que, na sua cabeça, já não haviam mais histórias nesse gênero para serem contadas. Mas Leone não se deixou levar pelo olhar ambicioso sobre os lucros que esse novo filme poderia gerar. Se devia ser feito, que fosse algo bom. Ele se juntou então com Sergio Donati, Bernardo Bertolucci e Dario Argento para escrever a história e o roteiro desse seu novo trabalho. Assim nasceu a obra-prima Era uma vez no Oeste.

Era uma vez no Oeste é um filme muito mais plástico que os outros de Leone, um drama ambientado no Velho-Oeste. Aqui acontece uma história muito mais profunda, sem humor e com violência menos explícita que em seus outros filmes, mas essas não são necessariamente características ruins. São apenas diferentes. Até mesmo o jeitão do “Gaita” não combina com Clint Eastwood. Ele não é irônico, canastrão e nem brinca com a cara das pessoas. Ele é apenas um tremendo grosso que impõe a sua força quando necessário, calado e de atitude. Em Charles Bronson o diretor encontrou a pessoa certa para combinar boa atuação com o perfil que o personagem exigia.

O Filme Por um punhado de dólares, com Clint Eastwood, foi baseado no filme Yojimbo de Akira Kurosawa, comédia satírica exuberante e impetuosa sobre a violência. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Uma Pistola Para Ringo...


Giuliano Gemma  nasceu em Roma em 2 de setembro de 1938. Passou boa parte da sua infância e adolescência numa cidade do interior da Itália, chamada Réggio Emília.
Aos 12 anos, enquanto corria com seus amigos pelos campos da área rural, encontrou uma granada aparentemente desativada. Ignorando o perigo da mesma, começou a brincar. Em questão de minutos, a granada explodiu em suas mãos. Do acidente, o ator leva até hoje uma pequena cicatriz no lado esquerdo do rosto.
Nessa mesma época, começou a freqüentar a academia de ginástica, onde se dedicou exclusivamente à ginástica rítmica, acrobacia, boxe e natação. Seu bom desenvolvimento físico o levou para o circo, onde trabalhou como trapezista.
Além do esporte, sua segunda paixão era o cinema, e tinha como ídolo, Burt Lancaster. Sem dúvida, foi o excelente porte atlético que lhe possibilitou aos 20 anos, ingressar na carreira cinematográfica, atuando em pequenas pontas de filmes épicos, geralmente estrelados por Steve Reeves.
Em  "Ben-Hur" (1959) apareceu interpretando um soldado romano. Era 1961, quando ganhou seu primeiro papel de destaque numa aventura épica intitulada: "Os Titãs".
Já em 1962 sob direção de Luchino Visconti, trabalhou em "O Leopardo", contracenando com Burt Lancaster, Cláudia Cardinale e Alain Delon.
Logo foi despertando a atenção do público ao aparecer em dois filmes capa-espada:
"Angélica a marquesa dos anjos" e "Angélica e o rei" (1964-65).
Mas, foi graças ao produtor Sérgio Leone, que ao produzir o faroeste"Por um punhado de dólares" (1964), o cinema italiano despertou para os filmes  de bang-bang, cujo sucesso duraria por quinze longos anos.


"Uma pistola para Ringo" (1965) foi o filme que lançou Giuliano Gemma como cowboy do faroeste. Nesse ano, o ator conheceu Natália Roberti , com quem se casou e teve duas filhas: Giuliana e Vera. O csamento durou até 1995, quando sua esposa veio a falecer. Os filmes de Ringoconquistaram a todos e o ponto máximo do sucesso foi "O Dólar Furado". Excelente western com uma bonita trilha sonora composta por Ênio Morricone.
Nos cinemas do interior o público aguardava ansioso pelas sessões de finais de semana, para ver o Ringo se defrontar contra o vilão mexicano, interpretado por Fernando Sancho. Pois se o filme tinha Giuliano Gemma, o sucesso era garantido.
Enquanto os faroestes italianos eram rodados na cidade espanhola de Almería, os produtores se preocupavam com os nomes dos seus atores. Supunham que o público acostumado ao western norte-americano, não receberia bem os novos mocinhos.
Em alguns filmes, em vez de Giuliano Gemma, o nome que apareceu foi Montgomery Wood. Porém, o sucesso foi tão grande, que rapidinho passaram a atuar com seus nomes verdadeiros. Dos faroestes, Giuliano Gemma passou a atuar em filmes policiais, guerra e comédias tais como: "África Express" e "Safari Express" (1974-76) ao lado de Úrsula Andress.
Um dos últimos westerns em que atuou, foi "Tex e o senhor do abismo" (1985).

Aos 74 anos, continua atuando no cinema, na televisão italiana e tem se dedicado muito a escultura em bronze.
No Japão, onde também é muito conhecido, foi contratado pela Suzuki, para o lança-mento de dois modelos de motocicletas: Gemma 50 e Gemma 125. Atualmente está casado com a jornalista Babi Richerme e vive nos arredores de Roma.
Um ator carismático, cujo talento o tornou inesquecível. 

Fontes:
Trechos retirados do livro em espanhol "Giuliano Gemma, el factor romano" (Carlos Aguilar, 2003), enviados ao Portal TEXBR pelo fã José Francisco de Souza.
Tem mais Giuliano Gemma AQUI

Três Homens em Conflito...


ELI WALLACH

Judeu do Brooklyn, de pais poloneses, Eli nasceu em 7 de dezembro de 1915. Foi criado num bairro que era principalmente italiano, formou-se pela Universidade de Austin, Texas, mas fez seu treinamento no Actor´s Studio e na Neighboor Playhouse. Estreou na Broadway em 1945 e ganhou seu Tony em 1951 por A RosaTatuada, de Tennessee Williams. Desde a estreia no cinema em 1956, fez clássicos como Sete Homens e um Destino, Os Desajustados, com Marilyn Monroe e o faroeste spaghetti Três Homens em Conflito, de Sergio Leone, com Clint Eastwood. Fez muita televisão e teve cinco indicações ao Emmy, inclusive este ano por sua participação na série Nurse Jackie. Tem 162 créditos como ator na TV e no cinema. Por causa de um derrame é cego do olho esquerdo.

Fontes: IMDB - Sites do ator, e de “comentaristas” como o Adriano e a Patrícia neste CinemaScope.


 Adriano Miranda - Eli Wallach é um grande ator! Ao lado de Marilyn Monroe e Clark Gable em "Os Desajustados" (The Misfits/ 1961), de John Huston, esteve sensacional. Sem contar a parceria com Clint Eastwood e Lee Van Cleef em "Três Homens em Conflito" (The Good, the Bad and the Ugly, 1966) de Sergio Leone. Outro grande momento é "L´Ultima Chance" (1973), de Maurizio Lucidi, também conhecido como " Stateline Motel", onde atuou ao lado de Fabio Testi e Ursula Andress. A sequência final eletrizante, com ele e Andress, e o acerto de contas com Fabio Testi, coloca esse filme entre os melhores do "poliziotto", derivação do cinema comercial italiano (menos violento e erótico que o "giallo") ligada a uma releitura dos filmes de gangster e máfia da velha Hollywood.

Patricia - Reconheci como sendo o roteirista velhinho de "O amor não tira férias". Apesar desse título não muito feliz em português, esse filme é bem mais que uma simples comédia romântica, graças exatamente às cenas do tal velhinho com a maravilhosa Kate Winslet. Singela homenagem ao cinema de antigamente.
Aliás, se deletassem toda a parte da Cameron Diaz/Jude Law, romance meio forçado e sem graça, que só ganha um pouco de graça quando aparecem as meninas inglesas fofas, esse filme seria ainda mais interessante.